Bom dia, Obvious

Bom dia, Obvious

By Marcela CeribelliSociety & Culture
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Bom dia, Obvious episodes

  • #124/ as muitas despedidas de um abandono, com Aline bei
    “amamos a possibilidade de a pessoa ser exatamente aquilo que projetamos nela.” “dizem que isso é o pior, não é? quando alguém comete um crime. não o cárcere ou o exílio mas o encontro com a própria consciência.” Os trechos acima são do Pequena Coreografia do Adeus, livro do mês de Novembro do Clube do Livro da Obvious. Bom Dia, Obvious, hoje, Marcela Ceribelli, ceo e diretora criativa da obvious apresenta o episódio de hoje, que foi gravado ao vivo com a hipnotizante Aline Bei, autora da obra. Vamos lá?
    45 min
  • #123/ ppkcare é o novo skincare? Com Marina Ratton
    Um casal se encontra para jantar, mal consegue tirar as mãos um do outro. Correm para o quarto e o desejo explode. Desde o início da nossa cultura, somos ensinadas sobre um modelo de resposta sexual único: um impulso arrebatador que está de acordo com o desejo espontâneo. Mas temos um outro tipo de desejo que é muito pouco falado: o responsivo. Nesse, precisamos primeiro da excitação física para então a excitação mental ser ativada. Sabe a tal da importância das preliminares? Pois bem. Grande parte das nossas pesquisas foram baseadas em corpos masculinos e aqui não é diferente: 70% dos homens sentem desejo espontâneo contra apenas 15% das mulheres. A consequência da falta de estudos e de informações disseminadas de forma igualitária, fez com que as nossas expectativas do que é um sexo "correto", como se existisse algo do tipo, fosse baseado em informações incorretas. Não à toa, tantas mulheres se perguntam no momento de intimidade "o que há de errado em mim?". Provavelmente, nada, você apenas não tem um interruptor de liga e desliga para o seu desejo e nem sempre sua lubrificação acompanha sua libido. Bom Dia, Obvious! Hoje, Marcela Ceribelli, CEO e diretora criativa na Obvious, recebe a CEO e fundadora da Feel, Marina Ratton.
    31 min
  • #122/ vai tratar ficante como ficante sim, com Carol Tilkian
    Você já se relacionou com alguém que parecia inacessível emocionalmente enquanto você estava pronta pra se entregar por completo? Ou você era quem queria se isolar ao máximo porque o outro parecia estar desenvolvendo dependência afetiva? A investigação sobre por que algumas pessoas, mesmo se amando, não conseguem sustentar uma relação estável, ou por que estamos repetidamente caindo nos mesmos erros em diferentes relações, pode se beneficiar - e muito - da Teoria do Apego. Criada pelo psicanalista John Bowlby nos anos 40, ela explica como as nossas relações com os nossos cuidadores na infância influenciam o modo como criamos vínculos ao longo da nossa vida. Já no final da década de 1980, a teoria foi estendida aos relacionamentos românticos adultos, na qual foram identificados 03 estilos de apego: seguro, evitante e ambivalente. Você sabe qual é o seu? Se relacionar de forma saudável corresponde a nossa busca por proximidade com pessoas que nos dêem segurança e calma, mas lidar com tipos de apego conflitantes ao nosso pode trazer exatamente o oposto: insegurança e angústia. Mas a pergunta que não quer calar é: dá pra tratar ficante como ficante? Ou nosso tipo de apego vai nos arruinar sem descansos? Brincadeiras à parte, estou bem animada para o papo de hoje. Bom Dia, Obvious! Hoje, Marcela Ceribelli, CEO e diretora criativa na Obvious, conversa com a comunicadora e pesquisadora de amor e relacionamentos no Soltos SA, Carol Tilkian.
    48 min
  • #121/ cansada sim, endividada também, com Amanda Dias
    Poucas coisas dão mais ansiedade do que a pauta dinheiro. Aliás, me permito arriscar dizendo que quase nada tira o sono como o medo de não ter como pagar seus boletos no próximo mês e, se você já confabulou as 4h da manhã sobre como pagar suas dívidas, sabe que não existe paz interior maior estar com as contas em dia. Entre guerras por se café da manhã é cafona ou se devemos queimar as calças skinny, a geração Z e os Millennials fingem não perceber o que temos mais em comum: as contas atrasadas. De acordo com um estudo da Associação Nacional dos Bureaus de Crédito (ANBC), pelo menos quatro em cada 10 jovens até 37 anos estão endividados. A mesma pesquisa aponta que 32% da Geração Z acumula um débito médio de mais de mil reais. Já os Millennials, devem mais que o dobro: acima de três mil reais. Não dá pra lidar com as dívidas como se fosse alguém que você não está mais a fim - neste ghosting, quem paga o preço mais caro somos nós mesmas. Então não foge, fica aqui com a gente que hoje vamos investigar juntas como não cair no limbo dos gastos invisíveis, como ter uma relação saudável com cartão de crédito e como sair do status endividada para começar a investir já que, spoiler, a nossa geração tem poucas chances de ter uma aposentadoria digna. Bom Dia, Obvious! Hoje, Marcela Ceribelli, CEO e diretora criativa na Obvious, conversa com a jornalista especialista em economia do canal Grana Preta e apresentadora do podcast Fale, Emancipade: Amanda Dias.
    41 min
  • #120/ os memes vão salvar a internet? Com Victoria Chioccarello
    Em narratologia e nos estudos de literatura e roteiro, o alívio cômico é a inclusão de um diálogo, cena ou personagem que quebra situações tensas, como drama ou suspense. Na internet, o alívio cômico é responsabilidade dos memes e das páginas que criam e/ou divulgam eles. Eles tornam o twitter tolerável, o instagram menos chato e viraram quase uma linguagem de amor: quem ama, manda memes. A vida está cheia de coisas que ameaçam nossa dignidade e observe bem como transformá-las em piada é o primeiro passo para transformar o chorar em chorrir - uma tragédia compartilhada em forma de risada faz a gente se sentir menos sozinho nessa vida cheia de armadilhas para a melancolia. O impacto cultural na cultura é tão grande que se colocarmos uma pessoa da geração z para falar sobre os últimos memes com uma pessoa que está fora da internet, podem parecer duas línguas diferentes, o que também transforma em um status social: eu vi primeiro, esse meme eu já deu, eu sou mais memezeiro que você. Preguiça, mas em tempos em que a internet se une para entender quem vai ser o destruído do dia, que o jogo da ostentação e inveja sustentam a angústia pós scroll, a grande dúvida aqui é: seriam os memes os botes salva-vidas do mundo digital? Bom Dia, Obvious! Hoje, Marcela Ceribelli, CEO e diretora criativa na Obvious, conversa com a estrategista de conteúdo na Melted videos, Victoria Chioccarello.
    39 min
  • #119/ quando a zona de conforto fica desconfortável, com Stephanie Noelle
    Em seu primeiro significado, a zona de conforto se referia à faixa de temperatura, entre 22 e 24 graus, na qual as pessoas não estavam nem com frio e nem com calor. Hoje, quando falamos sobre essa mesma expressão, geralmente ela vem com um tom pejorativo, diz inclusive que a vida é o que acontece quando você sai da zona de conforto. Mas por que colocamos essa carga tão negativa em algo que pode nos trazer tanta paz pro coração e para as relações? Alerta vermelho pra positividade tóxica aqui. Se estamos a quase dois anos totalmente desconfortáveis, nesse momento, algum conforto é mais que bem vindo, por isso, cuidado para não cair nas armadilhas que te fazem achar que a vida precisa ser uma sequência de aventuras. O que acontece quando essa zona deixa de ser tão confortável quanto foi um dia, e nesses casos, temos duas opç˜ões: Ou prolongar fingindo que certa situação está tão legal quanto foi um dia, ou assumir que chegou a hora de dar uma bela mexida na vida. Bom dia, obvious! Hoje, Marcela Ceribelli, CEO e diretora criativa na Obvious.cc, conversa com a comunicadora e criadora de conteúdo Stephanie Noelle.
    49 min
  • #118/ a valsa da pressão estética, Com Maristela Mattos
    Se nos aventurarmos a navegar pela linha do tempo sobre mulheres e padrão estético na última década, a sensação é de que poderíamos estar jogando um daqueles clássicos brinquedos de shopping: enquanto você bate em um monstro e acaba com ele, um outro surge à sua esquerda. Martelando este, aparece um novo logo a direita e assim sucessivamente. Nem com a metade da diversão mas possivelmente com a mesma intensidade de emoção, enquanto discutíamos sobre o fim do uso de photoshop em campanhas publicitárias, cinco amigos israelenses criavam a multimilionária empresa facetune. Veja só: se queríamos eliminar a chance de vermos celebridades com aparências falsas, agora todo mundo poderia ver uma versão falsa de si mesmo. E se achávamos que o Instagram era a rede social mais tóxica para os jovens, no paralelo perdemos de vista que o tik tok vinha com tudo com seus vídeos nocivos sobre rotinas para ser aquela garota. A real é que é difícil se "des-ver" uma vez que você se enxerga com os efeitos dos filtros e é um exercício forte tentar se blindar dos efeitos da comparação nas redes sociais. Não pode ser coincidência que desde 2010, ano de surgimento do instagram, o número de cirurgias estéticas nos mais jovens subiu 140%. Me conta, o que as redes sociais te ensinaram a detestar sobre o seu corpo? Bom Dia, Obvious! Hoje, Marcela Ceribelli, CEO e diretora criativa na Obvious e conversa com a diretora Maristela Mattos.
    49 min
  • #117/ e se eu não for monogâmica? com Mayumi Sato
    Desde muito novas recebemos por todos os lados a mensagem de que, quando encontrarmos nosso verdadeiro amor, seremos enfim felizes. Esse amor sempre no singular: a alma gêmea, o amor da sua vida, o príncipe encantado. Se por um lado esse amor exclusivo e romântico fala sobre para sempre, por outro temos o dado de que batemos o recorde em divórcios no Brasil no ano passado. Traições são ao mesmo tempo o pesadelo das relações e uma das principais causas de separação. Mesmo sabendo disso, a reação mais comum quando falamos sobre relações não monogâmicas é a clássica "eu não aguentaria, morreria de ciúmes". Mas as relações monogâmicas estão livres de ciúmes? Será que é melhor lidar com o incômodo da certeza de que o outro não está só com você, mas está sendo honesto sobre isso, ou com a desconfiança de que talvez ele esteja com outras pessoas e mentindo pra você? O que define a verdadeira traição? A não monogamia realmente não é pra todo mundo. Mas a monogamia também não. Relações abertas ou não, talvez tenha chegado a hora deixar de lado a ideia romântica do casamento que persiste há 250 anos no Ocidente: que o ser perfeito é aquele que consegue atender a todas as nossas necessidades e satisfazer todos os nossos desejos por toda a vida. Bom Dia, Obvious! Hoje, Marcela Ceribelli, CEO e diretora criativa na Obvious, conversa com a empresária, colunista e podcaster Mayumi Sato.
    51 min
  • #116/ fracassando com gosto, com Silvio Rodrigues
    Se você não for ao baile, nunca será rejeitado, mas também nunca poderá dançar. É com uma das minhas frases favoritas da escritora Maeve Binchy que abro o programa de hoje lembrando que só não fracassa quem não se arrisca. E quem não arrisca, também não se diverte. Mas para além de danças e decepções que nos tornam quem somos tanto quanto sonhos que se realizam, muitas vezes os fracassos ensinam mais que as vitórias. Assim como críticas podem dar mais vontade de evoluir que elogios. A positividade tóxica é persistente em nos fazer acreditar que tudo vai dar certo sempre. "Basta querer" - Será mesmo? Até porque as vezes o melhor que pode acontecer é dar errado mesmo. Muitos ganhos vêm fantasiados de perdas porque não raras vezes as grandes lições são fruto de dores que podem até parecer o fim da linha. Seja um relacionamento que deu errado, um projeto que não foi pra frente, uma apresentação que foi um desastre: será que a temperatura de sucesso está sendo medida pelo quanto você está feliz ou pelo quanto você está aparentando estar ganhando no jogo da vida para os outros? Como diz o meu convidado de hoje: fracasse, a vida não é um portfólio. Bom Dia, Obvious! Hoje, Marcela Ceribelli, CEO e diretora criativa na Obvious conversa com Silvio Rodrigues, idealizador e estilista da Fracasse.
    42 min
  • #115/ encontrando uma atividade para amar, com Juliana Costa Pereira e Olivia Amsler
    Algumas chamam de meditação ativa, outras de chapar de endorfina. O que importa é que, quando você realmente encontra uma atividade para amar, a última coisa que você vai chamar é de sacrifício. "Socorro, então eu vim com defeito de fábrica, Marcela!". Calma, te peço por um voto de confiança aqui: nem sempre é um caminho fácil encontrar um exercício para chamar de seu, ainda mais com todas as barreiras que existem para as mulheres no esporte. Mas o corpo e, mais importante, a mente, agradecem se você insistir na busca implacável por esse ritual de autoamor. Falando em amor, nem sempre o esporte pára quando enfim tiramos o top: muitas vezes ressignificamos nossa relação com o trabalho, conhecemos pessoas que mudam nossas vidas e percebemos que dali saiu bem mais que suor. Se permitir ter momentos em que a sua saúde é prioridade número um e ousar não ser produtiva profissionalmente por algumas horas, é gritar de volta para uma sociedade que nos faz acreditar que somos apenas o nosso trabalho. Hoje, eu escolho cuidar de mim. Nem que seja por 30 minutinhos. Bom Dia, Obvious! Hoje, Marcela Ceribelli, CEO e diretora criativa na Obvious, conversa com as ciclistas e também publicitária, Juliana Costa Pereirae a também arquiteta Olivia Amsler.
    43 min

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