Morning Call

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Morning Call episodes

  • 17.03.22 - Mercado repercute aumento de juros enquanto aguarda negociações de paz
    O #MorningCall da #XPInvestimentos mostra os principais destaques do dia e os impactos para o mercado, antes do pregão.
     
    Confira os temas de hoje:
     
    Os mercados seguem repercutindo hoje as decisões da super-quarta, em que os Bancos Centrais dos Estados Unidos e Brasil atualizaram suas taxas de juros e projeções de inflação. As atenções também estão nas expectativas de um acordo para o conflito, mas após uma nova rodada de negociações de paz entre a Rússia e a Ucrânia, ainda não está claro se houve algum progresso. Na agenda, hoje é aguardada a divulgação da produção industrial dos EUA e na Europa o foco ficará por conta da reunião do Banco Central da Inglaterra.
     
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    5 min
  • 16.03.22 - Atenções voltadas para as novas taxas de juros no Brasil e nos EUA
    O #MorningCall da #XPInvestimentos mostra os principais destaques do dia e os impactos para o mercado, antes do pregão.
     
    Confira os temas de hoje:
     
    Grande destaque para a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) e para decisão do COPOM no Brasil. Os agentes de mercado estarão bastante atentos às expectativas dos membros do Fed sobre a trajetória de aperto monetário nos Estados Unidos. Além disso, a agenda traz a divulgação de vários indicadores (sobretudo de atividade) da economia americana: nível de estoques empresariais; vendas no varejo; preços de importação/exportação; resultados do setor de habitação.
     
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    5 min
  • 15.03.22 - Início da reunião do Copom e do Fed para decisão das novas taxas de juros são destaque
    O #MorningCall da #XPInvestimentos mostra os principais destaques do dia e os impactos para o mercado, antes do pregão.
     
    Confira os temas de hoje:
     
    O dia começou marcado pelo medo dos investidores de que a China amplie sua aliança com a Rússia, assim como a intervenção do governo em setores estratégicos como o de tecnologia. Além disso, o país anunciou mais uma série de novos lockdowns, devido à maior onda de Covid que o país já viu desde o início da pandemia. Após mais uma rodada de negociações sem grandes avanços ontem (14), Rússia e Ucrânia devem voltar a se reunir hoje (15) para discussão do cessar-fogo entre os países. Essa possível desaceleração na China, causada pelos lockdowns, e um possível fim da guerra no leste europeu trouxeram o preço das commodities para baixo, com o barril de petróleo sendo negociado a US$100/barril e o minério de ferro negociado a US$137/ton. Na parte de economia, as atenções do mundo começam a se voltar para a reunião de dois dias do Fed, que inicia hoje e decisão, que será anunciada amanhã (16) sobre a elevação das taxas de juros americanas. O mercado espera amplamente uma elevação da taxa de juros dos EUA em 0,25 ponto percentual. No Brasil também se inicia hoje a nova rodada de reunião do Copom, que anuncia amanhã a decisão para a nova taxa de juros brasileira. É esperado pelo mercado uma elevação da Selic para 11,75%.
     
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    6 min
  • 14.03.22 - Política monetária está no centro das atenções esta semana
    O #MorningCall da #XPInvestimentos mostra os principais destaques do dia e os impactos para o mercado, antes do pregão.
     
    Confira os temas de hoje:
     
    Nesta semana, no cenário internacional, o conflito na Ucrânia segue em destaque. Nesse sentido, os mercados devem ficar atentos aos impactos sobre o comércio global, sobre os preços de commodities e sobre os ativos financeiros. Também deverá ser destaque a decisão de juros do banco central dos Estados Unidos, com início nesta terça-feira - investidores projetam que o Fed irá aumentar a taxa de juros pela primeira vez desde 2018. No Brasil, também teremos decisão de política monetária, com reunião do Copom na quarta-feira. No campo político, o foco deve se manter em possíveis novas medidas voltadas para a redução dos preços de combustíveis.
     
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    4 min
  • 11.03.22 - Câmara aprova cobrança de alíquota única de ICMS sobre combustível
    Destaques do dia
    Em meio à disparada das cotações do petróleo no mercado internacional, pressionadas pela guerra na Ucrânia, A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quinta-feira (10) o texto-base do projeto que determina que os estados e o Distrito Federal adotem uma alíquota única de ICMS sobre cada combustível. Além da alíquota única do ICMS em todo país, o PLP 11/2020 determina também que a cobrança do imposto seja de um valor fixo sobre o litro de cada combustível, sendo a alíquota, atualmente cobrada, um percentual sobre o preço. Ainda sobre a pauta de aumento de combustíveis, o Senado também aprovou hoje (11) um projeto de lei que cria um fundo de estabilização dos preços de combustíveis — chamado de CEP. A proposta também estabelece a ampliação do auxílio-gás para 11 milhões de famílias e cria um auxílio-gasolina entre R$ 100 e R$ 300 para taxistas, mototaxistas e motoristas de aplicativos com renda de até 3 salários mínimos. No cenário internacional, os chefes da diplomacia da Rússia e da Ucrânia se encontraram ontem (10) na Turquia, para negociação sobre um cessar-fogo, porém, contrariando as expectativas internacionais, a reunião não demonstrou avanços significativos.
    5 min
  • 10.03.22 - Dia de reunião do Banco Central Europeu e inflação nos EUA
    Destaque do dia

    A agenda internacional de hoje traz dois grandes eventos/indicadores macro. Os agentes de mercado estarão bastante atentos à reunião de política monetária do BCE (Banco Central Europeu) e aos resultados da inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) nos Estados Unidos em fevereiro..


    Brasil

    Ontem houve novo alívio na curva de juros após sinais de que a Rússia deve decidir por acordo de cessar-fogo, o que levou à forte queda nos preços de commodities e, consequentemente, a uma redução nas expectativas de inflação e juros. Além disso, o mercado não acredita que o governo brasileiro adotará medidas de descontrole fiscal para conter a escalada dos combustíveis. Os prêmios mais longos reduziram mais do que os curtos, apesar de ainda se manterem altos. DI jan/23 fechou em 12,915%; DI jan/25 foi para 12,19%; DI jan/27 encerrou em 12,11%; e DI jan/29 fechou em 12,24%.

    Com isso, o Ibovespa também apresentou forte alta e fechou aos 113.900 pontos, com variação positiva de 2,43%. O dólar chegou a ficar abaixo dos R$5,00, mas acabou fechando em R$5,01.

    Dados de produção e agenda

    No Brasil, a produção industrial despencou 2,4% em janeiro, compensando grande parte do salto de 2,9% registrado em dezembro. A retração da indústria ocorreu de forma disseminada entre as classes de atividade, com destaque ao tombo na fabricação de veículos automotores.

    Na agenda doméstica de hoje, as atenções estarão voltadas para a divulgação das vendas do comércio varejista (PMC – Pesquisa Mensal do Comércio) e da criação líquida de empregos formais (CAGED) em janeiro. Por fim, o Senado adiou ontem, pela terceira vez, a votação do projeto de lei que cria um fundo de estabilização dos preços de combustíveis, e também do projeto de lei complementar que estabelece valor fixo para cobrança do ICMS sobre tais produtos, após senadores condicionarem as votações a mudanças no decreto de redução do IPI. Estados e municípios reclamam da perda de recursos e o governo já teria cedido ao governo de Amazonas, retirando a Zona Franca de Manaus do decreto. Os temas devem ser retomados na sessão de hoje.


    Mundo

    Bolsas internacionais amanhecem negativas (EUA -0,7% e Europa -1,3%) enquanto investidores seguem monitorando os desenvolvimentos da guerra entre Rússia e Ucrânia, as oscilações nos preços das commodities e aguardam novos dados de inflação. Nos EUA, o foco ficará por conta da divulgação dos dados de inflação ao consumidor nesta manhã. Na Europa, o mercado acompanhará de perto a reunião de política monetária do Banco Central Europeu, que deverá fornecer pistas sobre os próximos passos dos estímulos econômicos em meio às tensões geopolíticas globais. Na China, o índice de Hang Seng (+1,3%) encerra em sua maior alta das últimas 3 semanas com suporte no arrefecimento nos preços do petróleo nesta quarta-feira. Por fim, o petróleo (+4,9%) amanhece em campo positivo, recuperando parte das perdas após a queda de ontem, catalisada pelo anúncio dos Emirados Árabes Unidos. O país afirmou que irá dar suporte ao aumento de produção da OPEP+ para suprir a falta do petróleo russo devido às novas sanções.



    Rússia vs. Ucrânia

    O encontro entre os ministros de Relações Exteriores da Ucrânia e da Rússia não produziu resultados efetivos no dia de ontem. Os representantes de alto escalão dos governos indicaram interesse na realização de novas rodadas de conversas.

    Entretanto, alguns sinais de avanço nas posições diplomáticas da Rússia e da Ucrânia levaram a ganhos nos mercados financeiros ontem (09). Por exemplo, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky sinalizou, em entrevista a um canal de televisão dos Estados Unidos, que estaria pronto para discutir o reconhecimento da soberania russa sobre a Crimeia e a independência das regiões separatistas de Luhansk e Donetsk. Além disso, Zelensky afirmou que “esfriou” a ideia de incorporar a Ucrânia à OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), um tema sensível destacado pelo governo russo como uma das razões para invadir o país vizinho. Além disso, segundo a porta-voz da chancelaria russa, Maria Zakharova, os objetivos da Rússia não incluem a ocupação da Ucrânia, a destruição de seu Estado ou a troca de regime.
    5 min
  • 09.03.22 - Sanções ao petróleo russo segue em pauta, subsídio aos combustíveis ganhou força no Brasil.
    Destaques do dia
    Os Estados Unidos anunciaram ontem a proibição de importação de petróleo e gás da Rússia, medida acompanhada pelo Reino Unido, entretanto, a EU apenas sinalizou a redução gradual da dependência do gás natural russo. Em resposta, a Rússia anunciou restrições à exportação de commodities, mas não foram divulgados maiores detalhes. No Brasil, ganhou força a discussão sobre a criação de um subsídio temporário sobre combustíveis como forma de conter os impactos da elevação dos preços internacionais. A medida enfrenta resistência da equipe econômica, mas técnicos já preparam um possível desenho da política.

    Brasil

    Depois de operar entre ganhos e perdas durante o pregão dessa terça-feira (8), o Ibovespa encerrou a sua sessão em 111.203 pontos, com uma queda de 0,35%, repercutindo o embargo total do petróleo russo. Enquanto isso, o dólar voltou a cair perante o real, fechando em uma queda de 0,52% aos R$ 5,05. Os juros futuros longos fecharam ontem em alta devido as conversas no meio político para subsidiar os combustíveis, o que gera maior incerteza sobre o cenário fiscal em ano eleitoral no Brasil. Além disso, os juros curtos recuaram, de forma menos intensa, refletindo a queda no preço do trigo e petróleo durante o dia. DI jan/23 fechou em 13,05%; DI jan/24 foi para 12,8%; DI jan/26 encerrou em 12,15%; e DI jan/28 fechou em 12,17%.

    Mundo

    Mercados globais amanhecem positivos (EUA +1,8% e Europa +3,2%) recuperando parte das perdas após o anúncio de novas sanções ocidentais sobre a Rússia. Na Europa, investidores agora aguardam a próxima reunião de política monetária do Banco Central Europeu. Na China, o índice de Hang Seng (-0,7%) encerra em baixa pelo 4º dia consecutivo, impactado pelo aumento do preço nas commodities, fracos dados de inflação ao consumidor (+0,9% no comparativo anual, bem abaixo da meta de 3% para 2022) que sugerem um consumo fraco no país e um aumento no volume de casos da Covid-19. O petróleo (-0,7%) amanhece em leve baixa, mesmo após os anúncios de novas sanções. Por fim, o Bitcoin (+9,3%) segue o seu rali de alta, em virtude do comentário da secretária do tesouro americano, Janet Yellen, afirmando que a ordem executiva a ser assinada pelo presidente Biden deverá dar suporte ao desenvolvimento responsável desta classe de ativos. O comentário parece ter sido prematuro e foi removido do site do tesouro americano.


    Economia

    No Brasil ganhou força um subsídio temporário com duração de três a seis meses para tentar conter o aumento dos preços dos combustíveis. No entanto, uma reunião realizada ontem no Palácio do Planalto terminou sem nenhuma decisão. O Ministério da Economia é contra a proposta do subsídio, mas os técnicos começaram a elaborar seu desenho e como implementá-lo com menores perdas. Nossa equipe econômica estima que o impacto da medida seja de R$ 0,3 bilhão para cada 1 pp. de diferença entre os preços internacionais e domésticos.

    O Senado também discute hoje o pacote de projetos que pretendem reduzir os preços dos combustíveis no país. O relator sinalizou que tentaria aprovar uma proposta que cria uma conta de estabilização de preços, que enfrenta resistência da equipe econômica do governo.
    Rússia e Ucrânia
    O presidente dos EUA, Joe Biden, proibiu as importações de petróleo e gás russos para os EUA, enquanto Washington intensifica as sanções econômicas a Moscou pela invasão da Ucrânia, na tentativa de reduzir suas fontes de financiamento. A medida foi acompanhada por uma eliminação gradual das importações de petróleo russo pelo Reino Unido, mas a UE não seguiu o exemplo e, em vez disso, divulgou um plano para reduzir as importações de gás russo em dois terços dentro de um ano. Em resposta, o Kremlin emitiu um decreto dizendo que restringiria a exportação de algumas commodities após as proibições de petróleo ocidentais, mas não especificou detalhes.

    As sanções à Rússia levaram os países ocidentais a procurar fontes alternativas de energia em todo o mundo. Washington explora uma reaproximação com Caracas para garantir suprimentos alternativos de petróleo. A reunião parece marcar uma grande mudança de política para os EUA, que costumavam ser o maior comprador de petróleo venezuelano até que o governo Trump impôs sanções.

    Inflação na China
    • A inflação industrial da China em fevereiro diminuiu para o ritmo anual mais lento em oito meses. O índice de preços ao produtor (PPI) aumentou 8,8% no ano, ante um crescimento de 9,1% em janeiro, mas os analistas esperam uma elevação nos próximos meses devido ao aumento dos preços das commodities globais, incluindo o petróleo.
    5 min
  • 08.03.22 - Sanções ao petróleo russo em pauta
    Destaques do dia
    O mercado continua apreensivo depois que os EUA revelaram discussões ativas com governos europeus sobre a proibição de importações de petróleo e gás natural russos. Após o pronunciamento da Alemanha, em nome de países europeus, dizendo que não vão parar com as compras, por falta de alternativa viável de curto prazo, os EUA avaliam proibir sozinhos a compra de combustíveis russos. Na agenda internacional de hoje, temos a divulgação dos dados do PIB da zona do euro para o quarto trimestre do ano passado, que devem mostrar um aumento de 4,6% no ano, enquanto os dados já divulgados mostram que a produção industrial alemã subiu 2,7% no mês de janeiro, muito mais que o esperado. No Brasil, com petróleo do tipo Brent sendo negociado a mais de US$125/barril, os políticos voltam suas atenções para como evitar que os preços internacionais cheguem no consumidor final. Arthur Lira defende um subsídio temporário, com recursos dos dividendos da Petrobrás e Royalties do petróleo, em vez de mudar a política de preços vigente. Alguns membros do governo ressaltam que esses recursos iriam para o Tesouro Nacional, e que abrir mão deles seria de grande impacto na arrecadação. Não está descartado um pedido de estado de calamidade, que possibilitaria utilização de créditos extraordinários para subsidiar o preço dos combustíveis, no entanto, essa opção vem com contrapartidas.

    Brasil

    A Bolsa brasileira começou a semana acompanhando o mau humor no exterior, com investidores pessimistas em relação aos preços de energia, reflexo do conflito Rússia-Ucrânia, já de olho em um provável embargo ao petróleo russo, como uma forma de sanção ao país de Vladmir Putin. O Ibovespa encerrou o dia em baixa de -2,52%, aos 111.593 pontos, depois de oscilar entre 111 e 114 mil pontos. O dólar ignorou novamente as tensões entre Ucrânia e Rússia e ficou de lado com ajuda do capital estrangeiro. A moeda americana fechou em alta de 0,03%, a R$ 5,079. No mercado de renda fixa, os juros futuros fecharam o dia de ontem com novo movimento de alta, puxadas pelos contínuos temores em relação aos efeitos da guerra entre Rússia e Ucrânia. Ainda não há visibilidade em relação a um cessar-fogo e o risco de um embargo ao petróleo russo aumenta, o que deve levar a novas altas no preço da commodity e, consequentemente, maiores pressões inflacionárias. Na sessão estendida, notícias de que o governo brasileiro estuda congelar os preços de combustíveis levaram a um novo aumento das expectativas. DI jan/23 fechou em 13,105%; DI jan/25 encerrou em 12,20%; DI jan/27 foi para 12,13%; e DI jan/29 fechou em 12,20%.

    Mundo

    Bolsas internacionais amanhecem em leve alta (EUA +0,2% e Europa +0,3%), mesmo em um movimento de aversão ao risco dos investidores com o avanço da invasão russa na Ucrânia. Em entrevista ontem, a vice-secretária de Estado americano, Wendy Sherman, anunciou que os Estados Unidos estão avaliando todas as sanções possíveis contra a Rússia, inclusive um embargo às importações de petróleo do país. Como retaliação, a Rússia alertou na segunda-feira (7) que poderia interromper o fluxo de gás natural através de gasodutos da Rússia para a Europa, via o gasoduto existente Nord Stream 1. Na China o índice de Hang Seng (-1,4%) encerra em baixa, assim como outros mercados asiáticos, também refletindo a preocupação com a alta dos preços do petróleo e a desaceleração do crescimento econômico em meio à invasão da Ucrânia pela Rússia.

    Economia

    Com os aumentos generalizados nos preços de commodities, a reunião do Banco Central Europeu na quinta-feira (10) passou a ficar em foco, já que os formuladores de políticas agora precisam lidar com a perspectiva de que a inflação, já em níveis recordes, aumente ainda mais no momento em que uma nova crise ameaça a economia. Além disso, A União Europeia vai disponibilizar ainda essa semana seu plano de venda conjunta de títulos, cujo objetivo é financiar gastos com defesa e energia.

    Commodities
    Após notícias mas firmes de um possível embargo dos EUA e seus aliados europeus ao petróleo e gás natural russo, o petróleo Brent atingiu seu nível mais alto desde 2008, chegando a ser negociado a mais de 140 dólares o barril durante o dia. Esse aumento reflete, não só o medo das novas sanções energéticas à Rússia, mas também atrasos no potencial retorno do petróleo iraniano aos mercados globais. Além disso, o gás, o níquel e o trigo europeus também subiram para níveis recordes em meio a preocupações com interrupções no fornecimento.
    Rússia e Ucrânia
    A guerra na Ucrânia chega ao 13º dia com intensificação dos ataques em grandes cidades e sem avanços relevantes nas negociações. O governo Zelensky e o governo Putin têm novas conversas marcada para quinta-feira (10). Essas devem acontecer na Turquia e serão as negociações de mais alto escalão até o momento, entre os ministros das relações exteriores. Nas conversas de segunda-feira, “pequenos avanços” foram relatados pelo governo ucraniano sobre corredores humanitários. Segundo o governo russo, as condições sendo estipuladas nas conversas são a rendição total militar da Ucrânia, a mudança da Constituição do país para garantir que nunca irá aderir à Otan ou União Europeia e reconhecer Crimeia, Donetsk e Luhansk como território russo. Vale notar que, em meio a discussões de mais medidas por aliados ocidentais, a Rússia já se converteu no país mais sancionado do mundo. Segundo o Kremlin, em resposta, o país estuda cortar gás para Europa via o gasoduto Nord Stream 1.
    6 min
  • 07.03.22 - Preços do petróleo disparam após pronunciamento do governo dos EUA
    Destaques da Semana
    No cenário internacional, o conflito na Ucrânia segue em destaque nesta semana, com os mercados atentos aos impactos sobre o comércio global, os preços de commodities e os ativos financeiros, dentre outros. Na seara de indicadores econômicos, destaque para a publicação de índices de inflação ao consumidor nos Estados Unidos, Alemanha e China, além do índice de inflação ao produtor na China, todos referentes a fevereiro. No Brasil, a divulgação da inflação (IPCA) do mês passado e os dados de produção industrial (PIM) e vendas no varejo (PMC) de janeiro também deverão atrair atenção. No campo político, destaque para a possível apresentação de medidas de estímulo pelo Ministério da Economia e retomada das discussões sobre a desoneração dos combustíveis.

    Mundo
    Hoje, Bolsas Internacionais amanhecem negativas (EUA -1,6% e Europa -2,8%) com preocupações sobre possíveis novas sanções do ocidente contra a Rússia; o rublo russo cai mais 10% hoje (-45% no acumulado do ano). Na China, o índice de Hang Seng (-3,9%) recuou para a mínima dos últimos 5 anos em virtude do avanço nos preços das commodities, que poderão impulsionar ainda mais a inflação global. Além disso, após evento anual entre os parlamentares, o premier chinês anunciou uma meta de crescimento de +5,5% para o país em 2022, o objetivo mais baixo desde 1991. Por fim, o ouro (+1,8%) amanhece negociando acima dos US$ 2 mil ao passo que os investidores seguem rotacionando para ativos defensivos em meio ao avanço da guerra na Ucrânia.

    Ucrânia
    Neste domingo, o secretário de estado americano, Antony Blinken, afirmou, em entrevista à NBC que os Estados Unidos e seus aliados consideram banir as importações de gás natural e petróleo provenientes da Rússia. O pronunciamento do líder resultou em forte apreciação do petróleo (+5,6%), que por sua vez chegou a atingir US$ 130, seu valor mais alto desde 2008, neste domingo. No fim de semana, Moscou alegou que interromperia os bombardeios para permitir que civis escapassem de quatro cidades ucranianas na linha de frente. Além do petróleo, a guerra na Ucrânia está elevando os preços das commodities em geral, de agrícolas a metais, o que poderia levar a economia mundial à “estagflação” – elevando a inflação com a recessão da atividade econômica.

    Economia
    No Brasil, o jornal Estadão diz que o governo quer usar os dividendos da Petrobrás para subsidiar os preços dos combustíveis e suavizar os efeitos da guerra ucraniana. O teto de gastos é uma restrição, no entanto. O Congresso já discute outras alternativas, como a redução de impostos sobre gasolina e diesel. Com preços do petróleo próximos de 130 dólares por barril, os preços domésticos estão mais do que 50% abaixo da paridade internacional. No campo dos indicadores econômicos, destaque para a divulgação do PIB brasileiro no quatro trimestre de 2021 (4T21), que cresceu 0,5% no período (1,6% ano contra ano). O aumento do PIB total no último trimestre encerrou uma série de duas quedas consecutivas, levando a uma expansão de 4,6% no ano fechado de 2021.
    4 min
  • 04.03.22 - Guerra na Ucrânia causa incêndio na maior usina nuclear da Europa
    Destaques do dia
    O mercado segue operando em modo de aversão a risco, com uma nova rodada de negociações entre Rússia e Ucrânia sem apresentar resoluções significativas. Na agenda internacional de hoje, atenções voltadas para a divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos (nonfarm payroll) referente a fevereiro. A mediana das projeções de mercado aponta para criação de 423 mil vagas, ante 467 mil em janeiro, enquanto o time de estratégia global da XP estima 457 mil. No Brasil, por sua vez, destaque para a publicação dos resultados do PIB no 4º trimestre de 2021. O consenso de mercado indica alta de 0,2% em relação ao 3º trimestre (e elevação de 1,2% em comparação ao 4º trimestre de 2020), ao passo que o time econômico da XP estima crescimento de 0,4% na margem e 1,5% em termos interanuais. Se esta previsão estiver correta, o PIB Brasileiro registrará crescimento de 4,6% em 2021, após contração de 3,9% em 2020.

    Brasil

    A Bolsa brasileira perdeu fôlego na última hora de negociações fechando praticamente estável, mas com tendência de baixa, após as negociações de cessar fogo entre as delegações da Ucrânia e da Rússia não terem mostrado evolução significativa hoje. O Ibovespa fechou com uma ligeira queda 0,01%, aos 115.165 pontos. O dólar ignorou novamente as tensões entre Ucrânia e Rússia e seguiu ladeira a baixo em relação ao real, alimentado pelo fluxo intenso de capital externo para a B3 e para a renda fixa., e encerrou o dia em queda de -1,55%, cotado a R$5,028. No mercado de renda fixa, os juros futuros tiveram mais um dia de alta, com destaque para os vértices curtos e intermediários. O motivo da alta continua sendo o mesmo, o conflito na Ucrânia e a consequente pressão nas commodities. DI jan/23 fechou em 12,85%; DI jan/24 foi para 12,465%; DI jan/26 encerrou em 11,58%; e DI jan/28 fechou em 11,55%.

    Mundo

    Bolsas internacionais amanhecem negativas (EUA -0,9% e Europa -3,1%) em um movimento de aversão ao risco dos investidores com o avanço da invasão russa na Ucrânia. Na madrugada desta sexta-feira, o exército russo atacou uma usina nuclear ucraniana, sendo esta a maior da Europa e, apesar do incêndio não ter afetado diretamente um reator, o ataque revitalizou expectativas de novas sanções do ocidente sobre a economia russa e temores sobre novos gargalos na oferta das commodities. Nos EUA, investidores agora aguardam a divulgação dos dados do mercado de trabalho americano. As projeções do consenso apontam para uma redução da taxa de desemprego para 3,9% com a criação de 440 mil novos postos de trabalho e um crescimento de salários em torno de 5,8% ano contra ano, segundo o Dow Jones. Na China, o índice de Hang Seng (-2,5%) encerra em baixa acompanhando os pares globais. Em território chinês, o foco agora ficará por conta do encontro dos parlamentares, que começará hoje, e estabelecerá diretrizes para políticas econômicas e metas de crescimento para o país. Potenciais estímulos poderão servir de catalisadores para o mercado acionário chinês que segue descontado vs. os pares globais. Por fim, o ouro (+0,6%) amanhece em alta refletindo a deterioração do sentimento nos mercados e a fuga para ativos considerados mais seguros.

    Indicadores econômicos

    Após divulgação de vários indicadores econômicos dos EUA nesta quinta-feira (3), os setores industrial e de serviços continuaram em trajetória de firme crescimento em fevereiro, refletindo, em grande medida, o afrouxamento das restrições de mobilidade para contenção dos casos da variante Ômicron da Covid-19. A crise no leste europeu, ainda não capturada de forma significativa nas pesquisas de atividade recentemente divulgadas, tende a intensificar as pressões inflacionárias nos próximos meses e levar a alguma piora do sentimento econômico. Enquanto isso, as vendas no varejo da zona do euro - divulgadas nesta manhã - ficaram praticamente estáveis em janeiro, após terem despencado quase 3% em dezembro. As estimativas de mercado apontavam para crescimento de 1,5% no primeiro mês de 2022.

    Commodities
    Após cair 2% nessa quinta-feira e atingir preços não vistos em quase uma década, o petróleo ensaia uma recuperação nessa sexta-feira, com os temores de sanções ocidentais atrapalhando as exportações russas de petróleo, superando a possibilidade de mais suprimentos iranianos, enquanto o incêndio em usina nuclear na Ucrânia assustaram os mercados.
    Rússia e Ucrânia
    Em meio a intensificação de ataques, a terceira rodada de negociações entre o governo Putin e governo Zelensky não produziu um acordo de paz. Vale notar, no entanto, que os representantes concordaram em criar “corredores humanitários”, para permitir a fuga de cidadãos em zonas de conflito. Apesar da notícia ser celebrada pelo governo ucraniano, críticos apontam a uma série de dificuldades logísticas para implementar as medidas e afirmam que a saída de cidadãos das áreas em questão facilitaria o avanço de tropas russas. Negociadores russos e ucranianos discutiram também um possível cessar-fogo entre os países, mas não houve definição a respeito do tema. Os líderes concordaram em realizar uma nova rodada de negociações em breve. Entretanto, com a firme postura de Putin sobre a saída do governo Zelensky do poder e a resistência ucraniana a render sua soberania, as chances de um acordo são consideradas baixas. Notamos ainda que, segundo relatos, os ataques no território ucraniano foram intensificados, com bombardeios constantes em grandes cidades e pontos estratégicos como Kiev e o porto de Odesa, além do ataque à maior usina nuclear da Europa. Já nos EUA, as possibilidades de sanções ao setor de energia russo seguem em discussão, apesar de resistência da Casa Branca.
    6 min

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