Pergunta Simples

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Pergunta Simples episodes

  • O que é que Rabo de Peixe nos ensina sobre comunicar melhor? Augusto Fraga
    Rabo de Peixe é mais do que uma série — é um espelho do país.
    Com Augusto Fraga, falamos de mérito e destino, de desigualdade e esperança, e da arte de comunicar a verdade sem caricatura.
    Entre o mar e a câmara, o realizador revela como se constrói uma história que emociona o mundo sem perder o sotaque local.
    Uma conversa sobre foco, ética, linguagem e o poder de filmar o que somos — mesmo quando custa olhar.
    1 hr 6 min
  • Dulce Salzedas | Como perguntar sobre a saúde?
    Nesta conversa sabemos o que sente a doente súbita Dulce na maca de um hospital e deambulamos sobre percurso de qualquer português nos corredores do SNS.
    Talvez por causa desse ímpeto de missão ao serviço dos outros na encruzilhada da saúde com a comunicação, Dulce Salzedas informa uma pessoal e intransmissível decisão: suspender a sua carreira como jornalista e iniciar-se ao serviço do SNS.
    56 min
  • Tânia Gaspar | Estamos à beira de um ataque de nervos?
    As pessoas estão a sofrer.
    Isso mesmo, sofrem por causa do trabalho.
    O tema não é muito discutido, mas algo de grave está a acontecer.
    Olhem os números. Os crus números dum estudo feito a uma amostra de 2 mil trabalhadores:
    80% confessa que sente pelo menos uma destas coisas: tristeza, irritabilidade, exaustão e cansaço extremo.
    E 63% dos respondendentes tem 3 destes sintomas.
    51 min
  • Paula Rebelo | O que é notícia na saúde?
    O que é uma grande história de saúde na televisão?
    Este é o mote para falar de critérios editoriais, fator humano, tecnologia e esperança no futuro.
    Onde falámos da importância da saúde, das notícias mais interessantes e das pessoas que sabem muito da ...
    54 min
  • Eduardo Zugaib | Como atingir grandes objetivos?
    Já ouviram a expressão “partir o elefante às postas?”
    Sim, quando o problema é demasiado grande ou o objetivo demasiado longínquo.
    Sim, partir os elefantes aos pedaços ajuda na sua digestão e assusta menos.
    As organizações têm este problema todos os di...
    42 min
  • Ana Sanchez | Como comunicam os cientistas?
    Hoje viajamos pela arte de comunicar ciência.
    Os cientistas passam os dias metidos em laboratórios ou algures a observar o mundo.
    Pensam, inventam hipóteses, fazem experiências.
    E no momento Eureka!, há que pensar em como se conta a descoberta ao povo....
    50 min
  • Pedro Vieira | Quais são os princípios da influência?
    Nesta edição detalhamos as fórmulas de comunicação que todos usamos para nos influenciarmos uns aos outros.
    Influenciar é um ato natural entre seres humanos.
    De forma consciente ou inconsciente todos tentamos convencer os outros da nossa verdade.
    Pode ser nas coisas mais simples: “já viste a última série de tv?”
    Ou um “vês como o meu clube de futebol joga bem e vai ganhar o campeonato?”
    Uma forma de dizer: “junta-te a nós!”.
    No desporto, na política, nos negócios, na cultura.
    Normalmente os processos de influência até tem um bom objetivo final: ajudar-nos a viver melhor.
    Se essa influência partir de alguém que pensa genuinamente em nós.
    O pior é se quem nos quer influenciar tem uma chamada “agenda escondida”.
    Quer-nos levar a fazer coisas que apenas servem, ou principalmente servem, os interesses do influenciador.
    E aqui as coisas tornam-se desonestas.
    Porque a maioria destas técnicas usa ratoeiras emocionais que exploram as nossas vulnerabilidades.
    E por isso há que estar-lhes atento.
    Neste programa converso com Pedro Vieira.
    Ele é um treinador de pessoas, ou como dizem os ingleses, um 'coach'.
    E ele explora este tema que cruza comunicação com a influência, com mestria.
    Em particular os 6 princípios da influência, de Roberto Cialdini.
    Por exemplo, o princípio da prova social, autoridade, afinidade, escassez, compromisso e consistência, e reciprocidade.
    Estes princípios podem ser usados para manipular as decisões e ações das pessoas, e por isso é importante estar ciente destas táticas para se defender contra elas.
    Por isso importa que haja honestidade na influência, anunciando claramente as suas intenções desde o início. Esta é a chave para uma influência positiva e produtiva.
    Já agora não pense que isto da influência menos transparente tem só a ver com os outros.
    Sim, todos podemos ser assim. E é por isso é importante ser autoconscientes na compreensão das nossas próprias intenções.
    O encantamento faz seguramente parte caixa de ferramentas de um bom influenciador. Também alguém que honestamente nos convence a decidir .
    A fronteira entre a influência positiva e honesta da manipuladora e dissimulada é estreita.
    Vale estar atento e perceber desde o início porque nos estão a hipnotizar de forma simbólica.
    Assim tomaremos decisões mais conscientes e menos sensíveis aos cantos de sereia.
    TEMAS
    Trabalho de um coach [00:02:27]Os speakers explicam como um coach ajuda as pessoas a explorarem caminhos e possibilidades para alcançar seus objetivos.
    Influência e manipulação [00:07:23]A diferença entre influência e manipulação, e como ambas usam os mesmos mecanismos de comunicação.
    Interesses na comunicação [00:08:36]A importância de ter clareza sobre os interesses das pessoas envolvidas na comunicação e como isso pode afetar a influência exercida.
    Princípios da influência [00:09:48]Os seis princípios da influência, segundo o psicólogo Robert Cialdini, são discutidos, com destaque para a diferença entre influência e manipulação.
    Afinidade ou simpatia [00:13:05]O princípio da afinidade ou simpatia é explicado, com ênfase na sua exploração por manipuladores para gerar empatia e constrangimento.
    Inconsciente e tomada de decisão [00:11:22]A ativação subconsciente de ideias e mecanismos que levam a tomada de decisões que não correspondem à vontade consciente.
    Princípio da Autoridade [00:15:27]Como a autoridade é utilizada para exercer influência e manipulação nas relações interpessoais.
    Coerência e Compromisso [00:19:02]Explicação de como o princípio da coerência e compromisso é utilizado para manipular as pessoas a cumprirem com as suas promessas e sentirem-se constrangidas caso não o façam.
    Sentido Crítico [00:18:49]O alerta sobre a importância de se ter um senso crítico relativamente à autoridade e à credibilidade atribuída a uma pessoa, mesmo que ela se apresente como especialista ou autoridade em determinado assunto.
    Princípio da consistência [00:20:51]Explicação sobre como o manipulador utiliza perguntas para ativar o princípio da consistência e compromisso.
    Princípio da escassez [00:22:52]Discussão sobre como o princípio da escassez é utilizado para promover uma tomada de decisão mais rápida e como é importante ter cuidado para perceber se a escassez é real ou uma pressão adicional.
    Princípio da prova social [00:25:06]Explicação sobre como o princípio da prova social é utilizado para mostrar que a escolha é segura e como é mais seguro fazer o que a maioria das pessoas já está a fazer.
    Princípio da Carneirada [00:26:48]Discutem sobre como seguimos a multidão e como isso afeta as nossas escolhas.
    Princípio da Reciprocidade [00:27:58]Explicam a diferença entre reciprocidade saudável e manipulação, e como empresas usam isso para vender.
    Defesa contra más influências [00:30:47]A importância de ter clareza sobre as intenções das pessoas envolvidas na comunicação e como isso pode afetar a influência exercida.
    Anunciar a intenção [00:32:25]A importância de anunciar claramente as intenções para que a influência não se torne manipulação.
    Honestidade [00:33:34]A honestidade como um ato fundamental para a influência positiva e produtiva.
    Raízes da manipulação [00:35:28]A reflexão sobre as raízes da manipulação e como isso pode influenciar como as pessoas se comunicam e se relacionam.
    LER A TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO
    Transcrição automática
    Jorge (00:02:14) - Pedro Vieira, treinador de pessoas. Podemos usar esta forma? Instrutor de desenvolvimento pessoal um conto faz o que dá para treinar pessoas para ajudar as pessoas. Como é que isto
    Pedro Vieira (00:02:27) - estamos dizer que um casal de ajuda pessoas explorarem os caminhos, as possibilidades alternativas que permitam passar do sítio onde as pessoas estão para o sítio onde gostaria de estar, que é uma definição. Assim, bem bem bem, lata da promoter tanta coisa lá dentro, mas na prática é isso que um com o outro faz.
    Jorge (00:02:50) - Mas essas coisas já estão nas pessoas que estão dentro das pessoas, as pessoas depois só tem que descobrir que as encontraram ou precisam de alguém. Ele que faça como como no ginásio, dizer não, não está morta, Que fazer mais vinte flexões que é preço músculo ficar aí mesmo no sítio certo,
    Pedro Vieira (00:03:05) - no modelo, no modelo mais distrito não das soluções não das estratégias, não dá dicas e ele procura, através de certas perguntas e certos exercícios, ajudar as pessoas a ganharem mais clareza sobre a informação que o facto tem e sobre como utilizar os recursos que já são seus. Claro que depois, neste processo de exploração, às vezes surge a necessidade de desenvolver certas competências e às vezes o carro depois assume um papel ligeiramente diferente, que é o papel do promotor de desenvolvimento pessoal, onde e para o aumento já vai dar determinadas tarefas aos seus clientes e a gente também pode assumir um papel de formador de alguém que passa informação e que entrega certo. Insistimos
    Jorge (00:03:53) - que nós somos muitos indisciplinados, normalmente os seus alunos são muito indisciplinados ou ou temos uma grande com pessoas e personalidades diferentes.
    Pedro Vieira (00:04:05) - Nós somos todos estão diferentes e todos estão parecidos. Portanto, a generalização é que quando nós encontramos motivações fortes e que estão alinhadas com os nossos valores com aquilo que é importante para nós, nós utilizamos os recursos que temos à nossa disposição, incluindo, conta além necessário a consistência à disciplina, quando quando estamos desalinhados ou as coisas não são realmente claras ou importantes para nós e preferimos desalinhado e utilizar a indisciplina, são um bom caso
    Jorge (00:04:40) - em casa de ferreiro. Espeto palco às vezes acontece nesta conversa, quando quando eu quando nós fomos a primeira vez, a minha ideia era eu ouvi falar, de alguma forma magnética, de um tema que me interessa muito. A questão da influência da maneira como nós nos influenciamos uns aos outros e pensei duas coisas a primeira coisa que eu pensei estou me influenciar eu não quero ser influenciado com raiva isto e o meu segundo pensamento foi, mas influenciar aquilo que nós fazemos toda hora todos os dias uns com os outros podemos definir o que é que influenciaram
    Pedro Vieira (00:05:19) - influência. Acontece quando através da minha comunicação e do meu comportamento e o judo, outro mudar alguma coisa em se mudar, uma ideia, um conceito, um valor, uma opinião. Quando isso acontece, nós dizemos até na linguagem comum que a pessoa influenciou a pessoa normalmente sem produto, num momento de relação do momento de comunicação. Influência ela, as vezes acontece de forma muito deliberada não. Eu, por exemplo, poderia ter vindo para esta entrevista com a intenção deliberada de quero influenciar o . As pessoas que nos ouvirem aceitar, entrem nas ideias Na maior parte das vezes, influencia. Ela não é deliberada. Não chegamos a formular conscientemente esta intenção. Mas na prática, quando nós analisamos as nossas conversas, as nossas interações, por muito inocentes que elas parem ação, às vezes parecem são conversas de circunstância, não é encontrado na Rue de está agora está de chuva. Parece que agora amanhã é melhor ter cuidado, vai chover.
    Pedro Vieira (00:06:27) - Isto no fundo é um, é um ato de influência. Eu, com minha, como com a minha comunicação, acaba se calhar por provocar uma mudança a qualquer outro. Se calhar foi, ocorreu para casa apanhar a roupa que tinha deixado a ficar ao ar livre, a influência ela inerente às nossas relações inerentes a comunicação entre duas ou mais pessoas. E aquilo que não tenha interessado muito ao longo dos anos está em conta e instrutores. É um momento pessoal ajudar outras pessoas e ajudar a mim também,...
    38 min
  • Augusto Canário | Como se canta ao desafio?
    Neste episódio do ‘podcast’ Perguntas Simples, é explorada a tradição do Cantar ao Desafio, uma prática de cantar de improviso típica das Romarias do Alto Minho, mas que também se encontra noutras regiões de Portugal, como o Alentejo ou os Açores. O me...
    1 hr 1 min
  • Como funciona a psicanálise? Sandro Cavallote
    Hoje vamos todos para o divã.
    O divã onde se deitam os que aceitam ser analisados a fazer psicanálise.
    Estão prontos?
    Mesmo que não queiram deitar-se no divã, pelo menos sentem-se confortavelmente e escutem com atenção.
    Freud explica.
    Esta promessa é francamente exagerada.
    Mas gosto da expressão: Freud explica.
    Nela podemos ler o momento preciso em que dizemos algo que não queríamos assumir. O lapso freudiano.
    Mas também a promessa de que o psicanalista Sigmund Freud tinha todas as respostas a todas as neuras humanas.
    Não é verdade, mas o mito insiste em existir.
    Desde Freud muitos outros psicanalistas e psicoterapeutas reinventam o procedo da cura pela arte da palavra.
    Na forma mais clássica o paciente, cada um de nós, deita-se no divã e confessa todas as suas angústias e desejos ao psicoterapeuta que o escuta na cabeceira deste leito onde se tenta reorganizar o mundo em convulsão.
    Para tentar perceber este mistério da cura pela palavra, da cura pela fala, pela psicoterapia, viajei até ao Brasil.
    Para ouvir da voz de Sandro Cavallote a maneira como tudo acontece no seu consultório.
    Dos desejos às frustrações.
    Do querer agradar a todo o mundo até à coragem de dizer não.
    Descobri Sandro Cavallote através do seu podcast ‘Comunicação & Psicanálise”, onde descreve em pormenor como é a sua vida profissional.
    Quase me parece que este ‘podcast’ é também uma forma de ele se curar falando da sua vida.
    Vale começar pelo princípio.§
    Venha comigo. Vamos saber tudo o que se passa numa sessão de terapia.
    Entre, feche a porta e ouça a explicação de Sandro Cavallote
    Enfrentar medos, traumas e desejos reprimidos não é fácil.
    A tentação de acusar os outros pelas suas próprias dores ou falta de iniciativa é grande.
    É isso que dificulta o processo de cura pela arte da fala.
    Implica assumir que só há um responsável pelo escrita da vida: cada um de nós.
    Sim, claro que há expectativas, sonhos e frustrações. Mas principalmente um impulso de agradar aos outros ou ter ideias que desfocam a realidade.
    A cura pela palavra é afinal um caminho guiado por um técnico, mas onde o mapa é o seu.
    Preparados para a mágica viagem interior?
    E para a viagem chamada vida?
    RESUMO
    Neste episódio do "Pergunta Simples", falámos sobre o tema da análise psíquica e contemporânea, com foco na psicanálise e na terapia pela fala. O objetivo é esclarecer dúvidas sobre o assunto e desmistificar alguns mitos em torno da figura de Sigmund Freud e da psicanálise em geral. O psicanalista Sandro Cavallote é o entrevistado e explica como funciona a psicanálise e como a terapia pode ajudar indivíduos a lidar com seus traumas e emoções passadas.Também discutimos a importância do auto-cuidado e aprendizagem contínua para psicanalistas e pacientes. O episódio encoraja os ouvintes a explorar os benefícios da terapia e a entender que a busca de ajuda é um sinal de força e não de fraqueza.
    LER A TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO
    Jorge (00:00:13) - viva um vindos ao pergunta simples o vosso públicas sobre comunicação. Hoje vamos todos para o viva. Não pode ver para dormir, Vamos para viver onde se deitam. Os que aceitam ser analisados e fazer psicanálise estão prontos, mesmo que não queiram deitar, Se tiver, pelo menos sentem se confortavelmente. Discutem com atenção. Se quiserem, fiquem só espreitar pelo buraco da fechadura. Nesse caso, a prova tempo para subscrever a pergunta Sempre nosso pode vai no google ou na ápoca ou em qualquer outra plataforma que prefiram envie este episódio alguém que tem curiosidade de saber tudo sobre a análise psíquica e contemporânea e não foi, nem sempre explica tudo. Freud explica Esta promessa é francamente exagerada, mas eu gosto da expressão fraude, explica. Nela podemos ler o momento preciso em que dizemos algo que não queríamos assumir um lapso freudiano. Pois claro, mas também a promessa de que o psicanalista Sigmund Freud tinha todas as respostas a todas as neuras humanas não é verdade, mas o mito insiste e persiste em existir desde Freud que muitos outros psicanalistas e psicoterapeutas reinventam o processo de cura pela arte da palavra.
    Jorge (00:01:41) - Na forma mais clássica, o paciente, cada um de nós deitasse no divã e confessa todas as suas angústias e desejos ou psicoterapeuta que escuta na cabeceira do leito, com detentas reorganizar o mundo em convulsão, O nosso mundo, para tentar perceber este mistério da cura pela palavra da cura, pela fala, pela psicoterapia virgem até ao Brasil, para tentar ouvir da voz do centro Carlotti a maneira como tudo acontece no seu consultório, dos desejos, as frustações do querendo agradar a todo mundo, até a coragem de dizer não descobri Sandro Ka volte através do seu ponto de Castro. O gasto de comunicação e psicanálise que recomendo vivamente que possam ouvir uma publicação dele, escrevem para o menor. Como é a sua vida profissional? Quase me parece que este caso é também uma forma de ele próprio assegurar falando da sua vida. Vale começar pelo princípio venha comigo. Vamos saber tudo o que se passa numa sessão de terapia entre, fecha a porta e outra explicação de Sandro Cavalo.
    Sandro (00:02:49) - Mas se a psicanálise seja esteja ideias do início do século vinte. Muita gente ainda tem dúvidas sobre o que que a psicanálise, mas nós vamos tentar ordenar o raciocínio que lá para o início do século vinte, froz de que é o neurologista, era um psiquiatra também. Ele começou a perceber mais uma forma bastante simplista, sim, olhar os pacientes deles dele e falar, talvez tenha alguma coisa a mais. Ele talvez tenha alguma coisa que está sendo dito. O que está acontecendo. Será que tudo na estrutura do físico será que não tem nada além disso, de uma forma que não precisa ser fiscalizada? O que tem ali por trás daquilo? E ficou curioso? Extremamente curioso ele começou a pegar alguns pacientes que já estavam diagnosticados com na base da psiquiatria e começou a tentar escutá los. E tentou envolvia até um processo que, inicialmente, foi a hipnose até um determinado ponto A hipnose o serviu.
    Sandro (00:03:50) - Ele não precisava, realmente, dentro dos processos, as pessoas. Só que ele percebeu que até um determinado ponto e não havia uma cura efetivamente daquilo que a pessoa estava orientada a falar sobre o seu próprio sofrimento. Ele começou a se interessar mais ainda. Falou para mim sobre esse sofrimento dia para mim sobre isso. Ele fazia muitas perguntas. Até que uma das suas pacientes falou pelo amor de Deus, me deixa falar e acabou dessa maneira. Ele futebol, então, fale e ela falou aí, a partir do momento que ela começou a verbalizar. Ele começou a perceber que a fala dela começar a fazer trazer algumas conexões com o passado com o futuro, com as visões que ela tinha sobre o que ela gostaria de ser presente. E aquilo começou a devem ser alguns desses sintomas. Então, os sintomas começaram a desaparecer a partir dessa fala. E a psicanálise?
    Sandro (00:04:46) - É basicamente, isso é o exercício da escuta. É um exercício de estar junto com o paciente e ouvir sobre o que ele tem para dizer a respeito do próprio sofrimento. Não é uma condição de comportamento. Vai, faça isso, faça aquilo o que tenha psicanalista, o analisam anti e uma escuta em governo.
    Jorge (00:05:07) - Isso quer dizer que quando está no Sul consultório e chega lá um paciente, um candidato, a paciente normalmente traz que queixas de que se queixam as pessoas que recebem no seu consultório.
    Sandro (00:05:23) - Assim, queixas sempre vão ser as mais variadas, sempre lida com o sofrimento, sempre dá com a Rússia, mas a gente vida também com uma coisa chamada não dito. É o que a pessoa não consegue nem expressar de forma consciente. E essa é a base da psicanálise profissionais trabalha com o inconsciente e a partir dessa estrutura inconsciente, o que a psicanálise entendia que a nossa construção infantil ela deixou central. Mas ela deixou a negociação resolvidas principalmente porque a gente não tinha ainda ferramental psíquico necessário para poder lidar com essas angústias. Então, o que é isso que acontece com o nosso aparelho? Psicose Reprimir esse sofrimento dessas certezas recalcar no inconsciente. Só que essas coisas são importantes. Segundo a psicanálise, as coisas são importantes para que a gente lide com elas e elas vão aparecer na adolescência, elas vão aparecer o adulto. Então, quando um adulto chega para nós dentro dos sete analítico e vai falar olha, eu me sinto assim me sinto aquilo tudo para nós é um sintoma, não necessariamente uma dor física, não necessariamente mal, machucado ou alguma coisa que possa parecer mais a olho nu.
    Sandro (00:06:31) - Tudo para nós o sofrimento dele atual. Como é que ele se sente? Mesmo não sabendo dizer A ideia é que a gente consiga dar nome para esse sofrimento. Ele vai falar da vida dele, construir a biografia dele. Dentro desse contexto, eu falar da minha infância, aconteceu isso, tive isso, mas agora já não vejo mais as coisas desse jeito. Eu vejo de uma outra maneira, mas isso me traz angústia. A gente vê muito adultos dentro desse processo. Falando assim, a minha vida inteira foi construída, eu consegui atingir tudo o que eu queria, mas ainda me sinto mal. Eu quero me livrar desse se sentir mal e nos sete analítico que a gente faz, fala sobre isso traz para nós isso. Verbaliza isso porque às vezes a pessoa foi tão pressionado a se tornar um advogado na vida, ele conheceu o músico. Então, a gente encontra maneiras de que ele consiga reencontrar esse desejo dele já num outro momento da vida, já que ele não conseguiu lidar com isso na infância.
    Sandro (00:07:25) - Então, a gente sobre má isso já é um advogado, mas ele vai para a escola de música de apoio, de uma guitarra ao total do total. É muito interessante dentro desse processo executar.
    ...
    45 min
  • A liberdade e a democracia estão em risco? Adolfo Mesquita Nunes
    Este programa é uma reflexão sobre a complexidade das crenças humanas na política.
    Uma conversa sobre a complexidade das questões políticas e a importância de entender diferentes perspetivas. Abordamos as limitações humanas e como elas mudaram ao longo do tempo, além de destacar a importância da diversidade e do respeito no debate político. A conversa também destaca os desafios da comunicação política em tempos de redes sociais e a importância de evitar a distorção da realidade. Em resumo, o episódio oferece importantes reflexões sobre a política e a comunicação em nossa sociedade atual.
    Falámos também sobre como muitas pessoas se estão a afastar da política - com é o caso de Adolfo Mesquita Nunes - e de como os indivíduos são frequentemente categorizados em caixas ideológicas. Também abordamos questões como casamento entre pessoas do mesmo sexo, barrigas de aluguer, aborto e a eutanásia.
    Oportunidade de enfatizar a complexidade das crenças humanas e a necessidade de ir além das categorizações ideológicas simplistas. Discutimos a relevância do espectro político esquerda-direita na sociedade atual e como a dicotomia entre as duas não captura totalmente a principal dicotomia do nosso tempo. Em vez disso, a principal questão é como gerir a mudança e a velocidade, com duas tendências a emergir: a abertura à mudança e diversidade, e medo e protecionismo em relação ao novo e diferente.
    Também discutimos o desafio que as democracias enfrentam em atender às expectativas de uma sociedade que valoriza a velocidade e o mediatismo, bem como os perigos do autoritarismo e a necessidade de as democracias competirem com as soluções tentadoras oferecidas por líderes autoritários.
    Ao longo da conversa, destacamos a importância da comunicação eficaz e do entendimento de diferentes perspetivas na política. Também discutimos o papel das redes sociais na política e como elas podem distorcer a realidade.
    No geral, este episódio foi uma reflexão fascinante sobre as complexidades da política e os desafios que as democracias enfrentam. Como disse um dos nossos convidados, "a democracia é um trabalho em andamento".
    Celebrar a Liberdade
    Estamos no mês da liberdade.
    No mês em que celebramos a liberdade.
    Em que celebramos a democracia.
    É um bom tempo para pensar sobre a maneira como estamos a estimar, desenvolver ou desgastar a nossa democracia.
    Os tempos são de grande desafio.
    A velocidade, a expectativa e a exigência dos cidadãos coloca sob pressão os políticos que tem de decidir a melhor forma de nos governarem.
    Este é um episódio sobre liberdade para pensar.
    E sobre uma guerra em curso.
    Não, não a guerra que se vive na Ucrânia.
    Mas a guerra entre os que querem acolher, que aceitam a diversidade e tratam os que pensam de forma diferente como parte integrante de uma democracia saudável.
    É de novo um tempo de resistência.
    E os outros que querem construir muros, fechar portas e olhar para o outro lado como se estivessem perante um inimigo.
    Pode não parecer, mas é.
    A democracia pode estar a enfrentar um dos seus maiores desafios: sobreviver a si própria.
    A aceleração do tempo, a rapidez da exigência das respostas e a ilusão de que uma solução populista pode resolver todos os problemas do mundo de forma imediata, coloca a democracia em cheque.
    O ambiente geral de comunicação é cada vez mais agressivo.
    Mais impaciente. Mais intolerante.
    E a comunicação política, entre eleitos e eleitores, fica cada vez menos suave.
    O dia-a-dia está cheio de discussões públicas de factoides sem interesse nenhum. Que são substituídos amanhã por outros factoides irrelevantes, mas ruidosos.
    E disparam uma espiral de palavras atiradas entre todos.
    Enquanto as coisas verdadeiramente importantes ficam suspensas num universo congelado.
    Quis ouvir uma das vozes mais livres e modernas que conheço na reflexão que faz sobre o estado das coisas.
    Adolfo Mesquita Nunes é advogado, é, ouvi foi político, mas principalmente é uma espécie de grilo falante do meio do nevoeiro dos dias.
    Com ele falei de comunicação política, das contradições humanas e do seu mais forte impulso para criar uma sociedade mais livre e inclusiva.
    E há áreas onde ser de esquerda ou de direita conta muito pouco.
    É o caso das chamadas causa fraturantes. Aquelas que tem a ver com o início e o fim de vida, por exemplo. Mas não só.
    Aborto, eutanásia, adoção, barrigas de aluguer, casamento entre pessoas do mesmo sexo.
    No fundo, causas de direitos humanos onde chocam vários mundos.
    Causas que Adolfo Mesquita Nunes recusa serem apenas propriedade da esquerda.
    Jorge [00:00:13] - ora viva, bem vindos ao pergunta sim, pelas novas públicas sobre a comunicação. Estamos no meio da liberdade do mês em que celebramos a liberdade em que celebramos a democracia. É um bom tempo para pensar sobre a maneira como estamos a estimar a e a desenvolver a nossa democracia. Pelo contrário, da maneira como estamos a desgastar, os tempos são de grande desafio. A velocidade, a expectativa e a exigência dos cidadãos estão a colocar pressão sobre os políticos que têm decidir a melhor forma de nos governarem no fundo de recriarem o nosso futuro comum. Este é um episódio sobre liberdade para pensar e sobre uma guerra em curso. Não, não é a guerra que se vive na Ucrânia, embora essa também seja preocupante. Mas a guerra entre os que querem acolher, que aceitam a diversidade e tratam os que pensam de forma diferente, como parte integrante de si e de uma democracia saudável.
    Jorge [00:01:06] - E os outros, aqueles que querem construir muros, fechar portas e olhar para o outro lado como se tivessem perante um inimigo. Este é um tempo de resistência. Pode não parecer, mas é a democracia. Pode estar enfrentaram um dos seus maiores desafios sobreviver a si própria. Aceleração do tempo a rapidez da exigência das respostas, a ilusão de que uma solução populista pode resolver todos os problemas do mundo de uma forma imediata está a colocar a democracia em checa. O ambiente geral de comunicação é cada vez mais agressivo, mais impaciente, mais intolerante e comunicação política entre eleitos e eleitores está a ficar cada vez menos suave, para dizer o mínimo o dia a dia está cheio de discussões públicas de factoides, sem interesse nenhum que serão substituídos amanhã para outros factoides irrelevantes, mas ruidosos, e disparam numa espiral de palavras atiradas entre todas. Enquanto as coisas verdadeiramente importantes vão ficando suspensas no universo congelado, quis ouvir uma das vozes mais livres e mais modernas que conheço na reflexão que faz sobre o estado das coisas.
    Jorge [00:02:22] - Adolfo Mesquita Nunes é advogado, foi político, mas principalmente, é uma espécie de grilo falante no meio do nevoeiro dos dias. Com ele, falei da comunicação política, das contradições humanas e do seu mais forte impulso para criar uma sociedade mais livre e inclusiva. E há áreas onde ser de esquerda ou de direita conta muito pouco. É o caso das chamadas causas fratura. Antes aquelas que têm a ver com o início ou fim da vida, por exemplo, mas não só aborto, eutanásia, adoção, barrigas de aluguel, o casamento de pessoas do mesmo sexo no fundo, causas de direitos humanos, onde choca com vários mundos. Causas que Adolfo Mesquita não vamos recusar serem apenas propriedade da esquerda.
    Adolfo [00:03:05] - Não acho que essa categorização faça muito sentido. Isto é, o conservadorismo não tem necessariamente, que traduzir posições contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Aliás, até pode ser traduzir se num uma defesa dos valores da família e de poder alargar essa possibilidade contratual ou outros. Há muitos conservadores a fazer bons textos, argumentando o conservadorismo nessa matéria.
    Jorge [00:03:37] - Nesse caso, Eu porque nós somos as pessoas em caixas.
    Adolfo [00:03:40] - Todos nós fomos as pessoas em caixas e é um viés cognitivo que todos nós temos. Não houve esta da atribuição. Nós atribuímos às pessoas de acordo com a sua imagem, de acordo com aquilo que pensamos delas. Atribuímos de comportamentos de uma determinada a caixa, porque o nosso cérebro precisa de organizar muito rapidamente informação para
    Jorge [00:04:01] - identificar Esta. É assim que ele é sabido. A vítima identificada não citou ela é do Benfica, não, ele fala morena.
    Adolfo [00:04:07] - achar que somos imunes esses vieses porque todos nós os temos. O ideal é que vamos identificar e poder poder reagir contra eles. Não é podermos mitigar o seu, mitigar o seu efeito. Quando dizem muitas vezes que eu sou um político de direita que mais parece de esquerda, eu acho que ia ser por vias cognitivo de achar que a esquerda tem o monopólio das causas boas e, portanto, como acham que eu posso defender algumas causas boas, Dizem que eu sou de esquerda, mas essas causas boas também são de direita. Aliás, há muito à esquerda que defende coisas contrárias a um exemplo que eu acho que muito corrente atual e que eu acho que ajuda a traduzir isto. As barrigas de aluguel que são colocadas em Espanha e o podemos Partido de Esquerda Radical é contra as barrigas de aluguel e o Partido Socialista Espanhol também. Por que porque entendem que pensou se vai crescer os seus argumentos que há uma utilização do corpo da mulher, uma mercantilização do corpo da mulher e, portanto, são
    Jorge [00:05:07] - conservadores. Na realidade,
    Adolfo [00:05:08] - neste caso, não se são conservadores. O que sei é que o seu patrimônio biológico, forma como lei lhes dar uma resposta ao problema da maternidade. Substituição diferente daquela que dizer nada que eventualmente em Portugal isso não faz deles menos de esquerda, não são podemos, não é o partido de extrema esquerda radical, mais à direita de que nós conhecemos. O ponto é que
    Jorge [00:05:34] - não sabemos, por exemplo, para Portugal também o PCP votou contra a eutanásia também. Aparentemente, não é que nós podemos olhar,...
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