A seis semanas da primeira volta das eleições presidenciais em França, as sondagens indicam falta de clareza na campanha e um afastamento dos franceses da política.
As Eleições Presidenciais francesas têm a primeira volta marcada para 10 de Abril. Até lá, vários são os candidatos declarados, cerca de 14, mas nem todos dispõem das 500 assinaturas de vereadores e de autarcas para poderem concorrer.
Na passada terça-feira, recordou-se aqui em França o 60° aniversário do 'massacre da estação de metro Charonne', a morte de nove pessoas, na sua esmagadora maioria sindicalistas, que tinham manifestado juntamente com cerca de 30 mil outras pessoas nas ruas de Paris no dia 8 de Fevereiro de 1962 para reclamar a liberdade para a Argélia então em plena guerra de independência.
Na quarta-feira acabou em França a obrigatoriedade do teletrabalho, uma medida imposta novamente no final de dezembro devido à vaga da variante Omicron no país. Com esta variante a mostrar-se menos agressiva e o decréscimo no número de casos, Carlos Vinhas Pereira, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Franco-Portuguesa, considera que o fim do teletrabalho obrigatório é uma medida positiva, já que muitos trabalhadores querem regressar aos seus locais de trabalho.
França voltou a registar esta semana um novo recorde diário de mais de meio milhão de casos de infecção por Covid-19. Actualmente, nos cuidados intensivos dos hospitais parisienses, cerca de 87% das novas hospitalizações correspondem a pessoas não vacinadas, segundo nos deu conta Daniel Silva, director do serviço da unidade de cuidados intensivos do hospital de Saint- Denis, nos arredores de Paris.
Criada este verão em Avignon, O Cerejal encenado por Tiago Rodrigues, com Isabelle Huppert que interpreta Lioubov, chaga à cena do teatro Odéon, em Paris. Um espectáculo subtil que se aproxima da peça original de Anton Tchekhov, onde todos os personagens assumem o mesmo protagonismo, num baile de fantasmas atingidos pelas perturbações do mundo.
Dia de greve nacional na Educação em França esta quinta-feira. Professores, auxiliares, pais e alunos denunciam os múltiplos protocolos sanitários que consideram obsoletos, protestam contra o caos gerado pela gestão da pandemia e exigem condições para fazer face à nova variante da Covid-19.
Em França, o diploma que pretende transformar o actual certificado de saúde em certificado de vacinas foi aprovado na madrugada desta quinta-feira e segue agora para o Senado, antes de regressar à Assembleia Nacional, a câmara baixa do Parlamento, para a adopção final.
A área da cultura tem sido das mais afectadas pela pandemia um pouco por todo o mundo, quer seja pelo encerramento de vários espaços culturais, quer seja pela diminuição da lotação dos espaços abertos ao público.