A pandemia de Covid-19 tem complicado a promoção da cultura e dificultado a publicação de obras, visto que as livrarias estiveram fechadas durante vários meses.
A exposição “L'imparfait et l'Impératif” do artista plástico guineense, Nú Barreto, está patente na galeria Nathalie Obadia, em Paris, até ao dia 22 de Maio.
A pandemia de Covid-19 tem dificultado a vida de vários sectores da sociedade. Em França, a cultura e a restauração têm sofrido com o encerramento das respectivas actividades, que no espaço de um ano abriram apenas pouco mais de quatro meses.
Em França até ao final de 2021, os franceses deverão efectuar poupanças recorde, no valor de 200 mil milhões de euros, o que equivale a 8% do PIB e é o dobro do plano do Estado para relançar a economia devido à pandemia da Covid-19. Tal revela sentimentos de medo, precaução e incerteza face ao futuro, mas também do aumento das desigualdades, dado que 20% dos mais ricos detêm 70% das poupanças, enquanto 20% da população mais pobre, se individou desde março 2020. Oiça a análise de Carlos Vinhas Pereira, professor de economia na Universidade Paris-Dauphine.
Acaba de nascer o projecto Mapas do Confinamento, uma plataforma online que visa construir uma cartografia literária do confinamento e da pandemia no mundo lusófono. A língua portuguesa é o denominador comum destes escritores e artistas mas o projecto vai mais longe e apresenta-se também em inglês e em francês.
Os teatros estão fechados, mas a dança não pára. Ensaios, criações e residências artísticas têm preenchido o tempo e o ânimo dos bailarinos que a pandemia quis imobilizar. Os bastidores dos espectáculos são feitos de espera e de esperança em dias melhores. Nesta entrevista, fomos ouvir Fábio Lopez, director artístico e coreógrafo residente da “Compagnie Illicite Bayonne”, em França.
A França escolheu apresentar a candidatura da baguete a património cultural imaterial da UNESCO. Símbolo de Paris e de França, a famosa baguete, de forma alongada, miolo tenro e côdea estaladiça, é conhecida no mundo inteiro. Em França, comem-se cerca de 30 milhões de baguetes por dia e é o pão oficial dos Presidentes da República. António e Anthony Teixeira, pai e filho, venceram os prémios de “Melhor Baguete de Paris” em 1998 e em 2014, algo que lhes abriu as portas do Eliseu. Jacques Chirac, François Hollande e até a Rainha de Inglaterra provaram as suas baguetes.
Confinamentos locais em França nos Alpes Marítimos, no Sudeste, e em Dunkerque, no Norte, recolher obrigatório no resto do território, restaurantes e recintos culturais fechados, mercados abertos, desporto amador suspenso, e modalidades profissionais em acção. As desigualdades parecem ser cada vez mais visíveis em 2021, visto que no ano passado o Governo francês tinha tomado a mesma decisão para toda a população, confinamento total sem excepções.
A Cidade Universitária de Paris resiste e adaptou-se à pandemia. Num espaço a céu aberto encontramos 43 casas, de países diferentes, que acolhem cerca de 8.000 estudantes do mundo inteiro.
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