Para dar nome às coisas

Para dar nome às coisas

By Natália SousaSociety & Culture
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Para dar nome às coisas episodes

  • S04EP142 - Quando tudo parece confuso
    Eu tinha acabado de dizer para a Jadinha que uma das coisas mais bonitas que eu tinha aprendido nos últimos anos era descobrir e sustentar o meu desejo. Ela achou bonito aquilo que eu disse e a gente ficou, ali, conversando sobre isso. Acontece que o dia seguinte chegou e, depois dele, mais um e eu me vi tendo de honrar aquilo que eu tinha dito. E foi mais difícil do que eu imaginava. 
    No instagram: @paradarnomeascoisas no Twitter @paradarnome 
    Edição: @valdersouza1 Texto: @natyops Identidade visual: @amandafogaca
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    39 min
  • S04EP141 - Espiritualidade, transcendência e o Sagrado
    Eu não sei quantas vezes o assunto mudou, só sei que quando eu cheguei na mesa, tava rolando um papo sobre religião. Tinha uma pergunta rodando e assim que eu sentei, eu ouvi: você acredita em Deus? E aí tava todo mundo tava ali respondendo, se acreditava, se não acreditava…e quando eu tava levando o copo na boca, alguém me perguntou: e você? E aí meio que sem pensar muito, eu disse: “cara, se tem uma coisa que eu entendi na vida adulta, é que eu não dou conta de não acreditar”. 
    E aquilo foi doido e importante, porque naquele momento eu não só falei, eu me ouvi. E embora esse não tenha sido o início da estrada, certamente não foi, mas foi um ponto muito de um caminho, que eu comecei a fazer conscientemente em busca dessa espiritualidade. Mas para contar mais disso, eu preciso voltar um pouco mais no tempo. 
    @paradarnomeascoisas nessa quarta no @spotifybrasil você vem? edição: @valdesouza1 texto: @natyops identidade visual: @amandafogaca
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    37 min
  • S04EP140 - Faz o que é possível
    Dentro de mim tem um cavalo selvagem correndo solto pela arena. Se eu prendo o cavalo, eu prendo junto com ele a minha motivação, a minha energia, a minha intensidade, o meu desejo, a minha vontade de me entregar para as coisas.
    Se eu deixo ele cavalgando solto, selvagem, eu não reconheço limite, eu não sei descansar, eu esqueço que amanhã também é dia e eu caio na exaustão.
    O meu maior desafio é domar esse cavalo. É fazer com que ele me entregue o melhor desses dois lugares. É fazer com que ele me ajude a saber a hora de ir, mas também me permita saber a hora de parar. Eu preciso da força dele, para entregar o melhor, mas eu também preciso da mansidão, para saber que o melhor não pode ser tudo, porque tudo é tudo. E não sobra nada.
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    31 min
  • S04EP139 - O que diz a tua raiva?
    Uma vez um psicólogo, que também é meu professor, me disse uma coisa que ele observava: toda família tinha dificuldade com alguma emoção ou sentimento.
    Claro há sempre exceções, mas de modo geral toda família tem uma placa invisível de: "é proibido sentir a emoção x". Em algumas casas é proibido sentir medo, em outras fragilidade, em outras insegurança, quase sempre, ele dizia, a placa é de: "proibido sentir raiva".
    Começou a sentir raiva? Logo vem alguém dizer que "é bobagem, que não precisa." Ou que "deixa para lá, nem é tão importante". Ou que "sentir raiva é pecado ou coisa de gente que não "sabe se portar".
    Acontece que essas placas não fazem com que a gente não sinta raiva, elas só fazem com que a gente desconheça a raiva. E quando a gente desconhece a raiva, a gente desconhece um parte importante da gente mesmo. E por isso, de modo geral, lida de um jeito ruim e desconstrutivo com ela.
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    38 min
  • S04EP138 - O silêncio que a gente não faz
    Eu fiquei um tempo ali, em silêncio, e eu me dei conta de que dava para sintonizar em outra estação de rádio, sabe? Que tinha uma outra estação ali que era muito melhor. E nesse silêncio, e nessa estação que é muito melhor, eu lembrei de uma fala de uma professora minha.
    Ela tava dando uma aula sobre satisfação, sobre felicidade, o nome dela é Carla Furtado, e ela disse: a gente vive escutando aquilo que a gente precisa melhorar, aquilo que falta, aquilo que a gente precisa desenvolver e a gente se cobra para isso também - e isso não é ruim, mas você já parou para pensar no que há de certo com você?
    E essas perguntas, embora tenham sido feitas muito tempo depois, elas me foram a resposta para aquela sensação que eu tive, naquele processo seletivo.
    nessa quarta-feira no spotify. cê vem? edição @valdersouza1 texto @natyops @identidadevisual @amandafogaca
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    35 min
  • S04EP137 - Autocriítica, compaixão e coragem
    Ela tinha pedido um retorno em três dias. E nesses três dias, meu corpo se dividiu entre um lado que tava muito animado com a ideia. E o outro que tava morrendo de medo.
    Para mim, só tinha dois caminhos: ou eu chegava pronta, exuberante, supersegura. Ou eu nem ia. Só que eu queria muito ir, né? E aí o que eu fiz? Eu comecei a jogar no Google: como não transparecer que eu estou com medo, quando eu estou com muito medo. E aí eu vi vídeo no YouTube, eu li tutorial para esconder o medo, eu procurei tudo quanto é dica, mas quanto mais eu fazia isso, mais o medo crescia.
    Porque negar o que a gente tá sentindo ou tentar resolver o que a gente tá sentindo, sem olhar honestamente para isso, é como tentar segurar uma barragem de água, com as costas. Uma hora ela escapa ou estoura.
    é para falar de autocrítica, coragem e compaixão o episódio dessa quarta-feira, cê vem? identidade visual: @amandafogaca texto @natyops @edição @valdersouza1
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    42 min
  • S04EP136 - A culpa pelo fim
    Às vezes a culpa pelo fim é como aquele leite que a gente colocou para ferver e derramou. A gente colocou o leite no fogão e ficou de olho nele. Mas aí começou passar o comercial da novela na sala e a gente correu rapidinho lá para ver. Quando voltou pra cozinha, o leite já tinha esquentado, fervido e derramado. E olhar praquilo deu uma culpa gigante afinal, como a gente não chegou a tempo? Como a gente não viu?. Mas aí talvez valha lembrar que o leite não derrama só porque a gente se distrai, o leite derrama quando ninguém na casa tá olhando pra ele. Como me lembrou a minha terapeuta na semana passada, relações, independentemente de quais forem, só se sustentam no cuidado mútuo. Esse trabalho não pode ser só seu.
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    48 min
  • S04EP135 - Ansiedade, controle e o inesperado
    Essa experiência e várias outras que eu vivi depois, me fizeram perceber como a minha ansiedade serve ao meu controle. Os dois sempre andam de mão dada. A ansiedade é aquele mensageiro que chega com uma carta, trazendo todos os mais horríveis cenários e o controle é quem recebe a carta. E aí o que o controle faz? Um plano para evitar que todos aqueles cenários aconteçam, só que para evitar que eles aconteçam, o controle se propõe a pensar excessivamente sobre todos aqueles riscos até encontrar aquilo que ele ainda não pensou e isso causa o que? Mais ansiedade, mais cenários catastróficos. Acontece que a ansiedade, muitas vezes, olha o futuro, olha as coisas pelo olho da fechadura, ou seja, às vezes ela fica concentrada num detalhe, num ponto da história…ou até olha a história, mas não toda a história. E o controle também, ele quer controlar tanto as coisas que não deixa espaço pra surpresa, pro inesperado, pra outros pontos de vista, para outros caminhos…e é exatamente o inesperado que a gente precisa encontrar às vezes, e é exatamente aquilo que tá fora que a gente precisa dar uma chance. Muitas vezes é fora do controle, que está o que a gente procura.
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    48 min
  • S04EP134 - Felicidade: muitos jeitos possíveis
    Esses dias, eu estava me lembrado da minha adolescência. A gente tinha uns quinze, dezesseis anos e vez ou outra a gente fazia uma das coisas que eu mais gostava de fazer nas sextas-feiras. A gente entrava no carro do Gabriel, que era o menino mais velho da turma, e ele dirigia até São Bernardo do Campo, que era uma cidade que ficava mais ou menos uma hora de distância da minha casa.
    Cada um dava um real e a gente comprava refrigerante, salgadinho e chocolate. E a gente ficava ali, conversando, rindo e comendo chocolate. Quando eu lembro de momentos em que eu era feliz e sabia, esse é um dos momentos que me vem à memória. Hoje, pensando no porque, eu percebi que naqueles dias a gente sempre se perguntava: o que dá para fazer hoje que vai deixar a gente feliz? E a gente se esforçava para pensar no que dava, mesmo, no que era possível e ia lá e fazia. E por isso a gente perdia pouco tempo com o que não tava no agora.
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    29 min
  • S04EP133 - Conversas difíceis melhor tê-las
    O problema da louça e da conversa difícil é o mesmo: elas cortam muito a vibe. E é por isso, muitas vezes, que a gente vai empurrando a DR e a louça para frente, porque é chato. Porque estraga o clima, porque pesa o rolê, mas o problema da louça que a gente não lava e da conserva que a gente não começa, é que elas não somem, só porque a gente tá com preguiça, com medo ou porque não quer estragar o clima, né ? 
    A louça vai ficando com cheiro ruim, a comida vai grudando no prato, o negócio vai ficando cada vez mais difícil de limpar e a gente vai sentindo que a coisa tá ficando pior a cada dia. E aí a gente começa ter aquela sensação de: por onde eu começo? porque eu passei tanto tempo só colocando a louça suja, só não dizendo, que agora eu nem sei por onde começar…por isso, que eu sou mais do time do: sujou lavou, sabe? Deu uma queimada aqui…vamos conversar sobre isso? Mas nem sempre foi assim, e é sobre tudo isso que eu falo nesse episódio. Cê vem? 
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    44 min

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Oi, meu nome é Natália Sousa, sou jornalista, roteirista, escritora e comunicadora. Viciada em autoconhecimento, conversas profundas e mergulhos internos (mesmo quando desconfortáveis), criei o Para…

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