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Acontece. Às vezes a resposta não chega, o telefone não toca, o e-mail não retorna. Acontece. Às vezes o mapa não leva para o caminho planejado, a vida rasga o roteiro e, depois de muito cálculo, a conta não fecha. Acontece. Mesmo. Na minha vida e na sua. E eu tenho sacado que quanto mais rápido a gente faz as pazes com a vida, mais leve fica. Dá o play que a polenta tá chegando.
Se você fosse fazer uma lista de coisas pelas quais te ensinaram a se desculpar, quantos itens essa lista teria? Se não tivesse jeito único para nada, você se sentiria mais leve? Mais do que isso. Se você, um dia, acordasse e não precisasse explicar a razão dos seus sonhos, das suas roupas, dos seus amores, da sua forma de sentir, do teu jeito de acessar Deus...como você se sentiria? Pensei nisso tudo nesse episódio. O mais curioso foi o jeito que isso tudo aconteceu. Foi com uma menina. No trem. Te conto...mas antes: vamo de polenta hoje?
Na busca pela perfeição, a gente fecha portas, abandona oportunidades, perde chances, foge de relacionamentos. Na busca pela perfeição, a gente esquece que ser imperfeito pode até ser desconfortável, mas nos dá a certeza que é pelas nossas frestas que o amor entra.
Recentemente, eu fui numa festa. Uma festa que eu não teria pisado se não fosse a convite de uma grande amiga. Uma festa que não tinha nada a ver comigo, que não era meu tipo de festa. Uma galera que não era a minha galera, uma música que não era minha música, uma sensação constante de "cara, o que eu to fazendo aqui?", um desencaixe. Eu não queria tá ali. Mas eu precisava. E porque precisava, fiquei. E ficando aprendi umas coisas maravilhosas sobre a vida. Te conto nesse episódio. Senta comigo?
O ano era 2015. Eu cheguei lá com o peito angustiado, uma mochila nas costas e zero referências. A única coisa que eu fiz antes de pegar um ônibus rumo aquele destino desconhecido foi uma ligação para perguntar: posso me negar a participar de algo que me pareça suspeito ou duvidoso? Com a resposta, deixei cem quilômetros para trás e desembarquei naquele lugar. Eu não sabia o que esperar e, talvez, por isso, nem em sonho, eu poderia imaginar o que aconteceria horas mais tarde. O que eu sei hoje é que aquilo tudo mudou a minha vida e nesse episódio eu te conto o motivo.
Entrei no consultório da minha terapeuta falando de caipirinha e saí de lá sabendo que eu era uma pessoa que não gostava de mudança. O que tem a ver uma coisa com a outra e o que aconteceu quando eu soltei o corpo no fluxo da vida eu te conto nesse ep.
Ei, que delícia cê aqui, de novo. Vamos de batata ou polenta? Mesa aqui fora, né? Que bom que cê veio. Como anda? Queria te contar... te contar que eu descobri que a gente pode ser muito corajoso e - mesmo assim - não ser forte o tempo todo. Te contar que eu precisei de um tempo e de um susto grande para saber.
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