Para dar nome às coisas

Para dar nome às coisas

By Natália SousaSociety & Culture
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Para dar nome às coisas episodes

  • S02EP34 - Quando a gente não consegue esquecer (ou sobre desapegar de alguém)

    O apego não é um botão que a gente  desliga.  O apego é mais parecido com um molho de chaves que perdeu a utilidade. As chaves não abrem novas portas, mas a gente ainda segura. E segura porque foram essas chaves que nos deram acesso às casas antigas e, a gente sabe, de algum modo, que se desfazer dessas chaves é aceitar o fim. Acontece que segurar coisas que não servem mais, pesa. Machuca. Exige. E o pior: paralisa a nossa vida. Ocupa espaço. Para desapegar, a gente precisa soltar as chaves, uma por uma, várias vezes, todos os dias. Mas para soltar as chaves, muitas vezes, a gente precisa reconhecer, antes, o que essas portas significavam para gente. E aí, só aí, nos dar a chance de descobrir um novo jeito de seguir. Foi isso que eu precisei fazer aquele dia.

    35 min
  • S02EP33 - Paz em meio ao caos

    Como você está?, ela perguntou. E eu respondi:  estranhamente calma, Renata. Estranhamente calma. Nos minutos seguintes tentei explicar o que era aquela sensação...aquela sensação de estar com a alma boiando na superfície da água, mas acabei só dizendo: é uma confiança, Renata...é uma confiança em mim, na vida...é uma confiança...é uma sensação de que vai dar pé...uma hora vai dar pé de novo. Nesse episódio eu conto os caminhos que eu fiz para alcançar um ponto de paz em meio ao caos.

    43 min
  • S02EP32 - Em busca de sentido.

    Eu saquei naquele tempo que se eu desse um sentido para minha dor, ela poderia ser mais do que só a minha dor. Eu saquei naquele tempo que dar um sentido para as coisas que acontecem, faz com que cada coisa e cada tempo ganhe um sentido maior, um sentido que pode ser sagrado.

    39 min
  • S02EP31 - Diga o que você sente

    Hoje a gente fala muito de responsabilidade afetiva, mas parece que a gente tem confundido isso. Responsabilidade afetiva não é sobre reciprocidade, responsabilidade afetiva não é cobrar que o outro faça aquilo que você queria que ele fizesse, responsabilidade afetiva é sobre sinceridade. É sobre falar o que o outro pode esperar de você e o que ele não pode esperar de você. E aí sabendo o que você pode ou não pode esperar, e aí sabendo o que o outro pode ou não pode esperar, poder decidir se você quer ficar nessa relação ou não relação. Responsabilidade afetiva é deixar as cartas na mesa para que o outro tenha a possibilidade de decidir se ele quer continuar jogando ou não. Responsabilidade afetiva é sobre acordos transparentes e para ter acordos transparentes a gente precisa, muitas vezes, se vulnerabilizar e dizer o que sente. Por isso é tão difícil.

    56 min
  • S02EP30 - Seja legal com você

    Quando você deixou de ser legal com você? Quando você deixou de levar uma parte da vida só na brincadeira? Quando foi a última vez que você olhou para algo e disse: é o suficiente, é o bastante, foi o melhor que eu consegui e, por isso, estou com o peito tranquilo? Quando foi a última vez que você não se censurou por honrar a sua vontade ou falta de vontade? Qual foi a última vez que você ficou de pijama sem culpa, disse “não” sem peso, falou “não to a fim” sem medo? 


    Quando foi que você deixou de ser gente boa com você?

    26 min
  • S02EP29 - Quando aprendi a ter esperança

    Essa é uma história sobre esperança. É um episódio para ouvir quando o coração apertar, quando o medo bater, quando a ansiedade pintar. É um episódio sobre esperança...a minha história com a esperança, mas pode ser a sua também. Boa audição!

    No Instagram: @paradarnomeascoisas

    Instagram das aulas: @Studio.micheleperes


    40 min
  • S02EP28 - Você não vai conseguir controlar tudo (e pode ser bom!)
    Descobri nos primeiros anos de terapia que eu sou controladora. A minha primeira reação foi: eu? Controladora? A Elsa me conhecia muito do ponto de vista psicanalítico, tinha credibilidade, mas aquela afirmação me assustou. E eu disse: eu controladora? Por quê? No lugar de me responder, ela me fez outra pergunta: por que você está tão incomodada com a ideia de que as coisas possam ser de outro jeito que não daquele que você planejou? Por que está tão difícil para você abrir espaço para que as coisas se apresentem do jeito que são e não do jeito que você queria que elas fossem? Por que você está brigando com a realidade, no lugar de abrir mão das suas fantasias? Ela não disse, mas poderia ter dito: por que você não vai ser feliz com essa pessoa que te faz bem e feliz, no lugar de ficar elaborando justificativas para não abrir mão dos seus conceitos cristalizados sobre o que é uma pessoa ideal? Por que você não aposta nesse novo emprego, invés de ficar arranjando desculpas para não sair da sua zona de conforto? Por que você não assume para você que o outro é livre, sempre foi livre, e isso inclui ser livre para não te querer? Por que você não faz as pazes com a ideia de que as pessoas sempre vão achar algo a respeito de você e que você não vai conseguir controlar isso? .
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    44 min
  • S02EP27 - Amor próprio (ou sobre se sentir bem na própria pele)

    Amor próprio não é só sobre obedecer a regra de não mandar mais uma mensagem depois da  última não respondida. Amor próprio é se perguntar: porque eu insisto em relações em que eu tenho dez por cento de euforia e 90 de dor de cabeça? Aprendi com a minha tia Maria José, a mesma do episódio 20, que o que está fora, está dentro. E vice-versa. Quanto mais eu me esforço para me respeitar, mais parece improvável estar em uma relação, em uma situação, em uma amizade em que o respeito não acontece. Quanto mais eu me trato bem, menos espaço eu tenho para estar ao lado de quem não faz isso. Quanto mais eu me esforço para ser uma boa companhia para mim, mais a presença do outro vira um prazer e não uma necessidade. Quanto mais eu celebro as minhas singularidades, mais as singularidades dos outros me parecem bonitas.

    56 min
  • S02EP26 - O medo do ridículo.

    É um exercício difícil, mas eu tenho me esforçado para ser capaz de me amar, mesmo quando eu não sou excelente, mesmo quando eu sou comum, mesmo quando eu sou boba, mesmo quando eu erro no trabalho, mesmo quando eu não dou conta, mesmo quando as pessoas não me aprovam, mesmo quando eu ou a vida me fazem colocar os dois pés na zona do ridículo. É um exercício difícil, mas eu tenho me esforçado para ser capaz de reconhecer que eu não vou ser excelente em coisas que eu to fazendo pela primeira vez, que eu não vou ser incrível em tudo que eu fizer, que eu não vou ser digna de aplausos em todas as minhas decisões e que eu posso fazer coisas ridículas para os outros e, mesmo assim, ser capaz de deixá-la na linha do tempo da minha vida, porque elas são importantes para mim.

    49 min
  • S02EP25 - Ansiedade (quando a cabeça não para)
    De repente, eu tava vivendo um período que eu tinha sonhado há muitos anos, mas tudo que eu sentia é que ele estava escapando pelos meus dedos, sem que eu o experimentasse. Eu não estava conseguindo viver o presente, porque nada do que eu fizesse conseguia tirar a minha mente do futuro....do futuro trágico que ela construía sem parar. Era só eu olhar para cadeira de sol, que minha cabeça me desenhava embaixo da ponte, pedindo esmola, enquanto eu pensava: “eu não deveria ter tomado sol naquele dia, eu deveria ter dito sim para aqueles empregos que me ofereceram”.   A mente ansiosa não para, não descansa e quer tudo que ninguém  pode dar: garantias.
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    53 min

About Para dar nome às coisas

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Oi, meu nome é Natália Sousa, sou jornalista, roteirista, escritora e comunicadora. Viciada em autoconhecimento, conversas profundas e mergulhos internos (mesmo quando desconfortáveis), criei o Para…

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