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Contra e irrevogável. São estas as duas garantias que André Ventura anunciou quanto ao sentido de voto do Chega à proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2025. Numa conferência de imprensa, nesta terça-feira, em que acusou o Governo da Aliança Democrática de dar com uma mão para tirar com a outra, o líder populista voltou a lamentar que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, tenha negligenciado o Chega para privilegiar o PS no que à negociação do Orçamento diz respeito.
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Um raide explosivo contra a proposta de Orçamento do Estado do Governo, a posicionar o PS na oposição ao Executivo, e a fazer críticas ásperas aos militantes do PS que, nos seus espaços de comentário ou em entrevistas, têm defendido a viabilização. Foi com estas três linhas de argumentação que o secretário-geral do PS passou o fim-de-semana, discursando nos congressos federativos de Braga e Coimbra (sábado) e em Lisboa este domingo.
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As primeiras acusações de quem diz é quem é começaram na quinta-feira à noite e esta sexta-feira já surgiram novos capítulos. André Ventura, líder do Chega, afirmou em entrevista à TVI/CNN que o primeiro-ministro lhe propôs "um acordo" para a viabilização do Orçamento, em que "admitia", que "mais para a frente", o Chega "fizesse parte do Governo". As declarações do líder do Chega foram imediatamente desmentidas por Luís Montenegro, que recorreu à rede social X para recusar ter feito qualquer tipo de proposta. "É mentira e desespero", atirou o primeiro-ministro. Irá Ventura viabilizar o Orçamento a quem lhe chama mentiroso?
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Afinal havia outra... linha vermelha. Além do IRS Jovem e do IRC que o secretário-geral socialista começou por traçar como linhas vermelhas impeditivas da viabilização do Orçamento do Estado para 2025 (OE2025) pelo PS, Pedro Nuno Santos avisou entretanto que se o Governo da Aliança Democrática incluir a privatização da TAP na proposta de lei que foi, esta quinta-feira, entregue no Parlamento, então será certo o voto contra dos socialistas. Mas não será a TAP a impedir que o OE2025 descole para a aprovação, já que a privatização não consta do documento.
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Após uma longa reunião da bancada, que se prolongou por mais de cinco horas, líder parlamentar do PS referiu que houve “um debate muito construtivo, muito franco”, mas a decisão sobre como votar o Orçamento do Estado para 2025 divide os socialistas. Da noite de ontem fica também a entrevista do primeiro-ministro, Luís Montenegro, à SIC.
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Reconhecendo o papel fundamental que uma comunicação social forte tem na defesa da democracia, Luís Montenegro deixou nesta terça-feira alguns reparos à actuação dos jornalistas, dizendo que Portugal tanto precisa de bons agentes públicos como de bons profissionais da comunicação. "Diria [que é preciso], não levem a mal, uma comunicação social mais tranquila na forma como informa e não tão ofegante, às vezes, de uma notícia que parece ser de vida ou de morte, quando, afinal, as coisas estão a funcionar", afirmou o primeiro-ministro.
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A cúpula socialista ficou desagradada quando fonte do Governo confirmou à comunicação social que não iria aceitar a proposta do PS, sem que, primeiro, o partido de Pedro Nuno Santos tivesse sido informado.
Tal como foi noticiado este domingo, o Governo não aceita a proposta do PS para o IRC em nenhuma das duas versões admitidas pelos socialistas, recusando trocar a descida do imposto sobre as empresas pela reintrodução de créditos fiscais ao investimento.
Já esta segunda-feira de manhã, na Rádio Observador, Marina Gonçalves, membro do secretariado nacional do líder socialista Pedro Nuno Santos, voltou a rejeitar qualquer medida de redução transversal e afirmou que se o Governo quiser mesmo fazê-la, terá de procurar à direita o apoio para ela e para o Orçamento do Estado.
Com tantos avanços e recuos, o Soundbite desta segunda-feira inaugura uma nova rubrica, para durar até dia 10, dia em que o documento terá de ser entregue pelo Governo: há Orçamento ou não?
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Depois da proposta "irrecusável" do primeiro-ministro, à saída do Largo do Rato, em breves declarações aos jornalistas, Pedro Nuno Santos assegurou que os socialistas darão o seu contributo para evitar um chumbo do OE2025 e eleições antecipadas.
Espera-se agora a contraproposta do PS. Na terça-feira o líder do PS tem agendada uma reunião com o grupo parlamentar para discutir o Orçamento. As eleições estão fora do horizonte?
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A contraproposta entregue ao líder do PS pelo primeiro-ministro esta quinta-feira configura, como prometido por Luís Montenegro, se não uma “proposta irrecusável”, pelo menos uma proposta difícil de recusar.
No IRS Jovem o Governo deu vários passos atrás no desenho do seu regime e repesca o do Governo de António Costa, com alterações. Quanto ao IRC, em vez de uma redução gradual dos actuais 21% para 15% no fim da legislatura, o Governo propõe uma descida progressiva (em três anos) para 17%, mantendo as derramas.
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O líder do Chega, André Ventura, disse nesta quarta-feira estar do lado dos bombeiros sapadores e acusa o Governo de "tratar os bombeiros como criminosos". Ventura seguiu o caminho da radicalização com medo de novas eleições?
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Os sons que marcam o dia político em análise por Ana Sá Lopes e Helena Pereira, num podcast do PÚBLICO com moderação de Ruben Martins.

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