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O estreito de Ormuz tornou-se uma das principais frentes do conflito no Médio Oriente. No primeiro episódio do Hoje, olhamos para o impacto da guerra em milhares de marinheiros que ficaram retidos em navios petroleiros no Golfo Pérsico, numa crise que a ONU descreveu como sem precedentes.
Entre eles estava Daniela Brito, uma portuguesa que trabalha em navios petroleiros há quase 20 anos e que passou vários meses encurralada em Ormuz. Ao Hoje, conta como viveu esses dias numa zona de conflito e como conseguiu sair.
“Aviões militares que nunca paravam, os primeiros drones a aparecerem durante a noite. Esses primeiros dias em que nós vimos essas coisas deram-nos a noção de que estávamos em guerra, ou numa zona de guerra, e de que corríamos perigo real”, recorda Daniela Brito.
Para perceber o que está em causa nesta crise é preciso olhar para a importância estratégica do estreito, para o papel do Irão e de Omã e para as consequências de uma instabilidade que afecta uma das principais rotas de transporte de energia do mundo.
A jornalista Maria João Guimarães, que acompanha o Médio Oriente há vários anos no PÚBLICO, explica porque é que Ormuz é uma peça central nesta disputa.
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Bem-vindos ao Poder Público. Este é o último episódio antes das férias e a temporada parlamentar fecha com dois temas inevitáveis: o debate do Estado da Nação, marcado pela crise dos exames nacionais, pela defesa dos ministros mais pressionados e pela tentativa de Luís Montenegro de recentrar a conversa nos trunfos do Governo; e a nova sondagem da Universidade Católica para o PÚBLICO, RTP e Antena 1, que mostra o PS a subir, a alcançar a AD, mas também uma maioria de portugueses sem ver uma alternativa melhor para governar.
O debate do estado da nação é o prato forte. Montenegro chegou ao Parlamento com a Educação no centro da polémica, mas recusou a ideia de caos, segurou Fernando Alexandre e também Luís Neves, e tentou mostrar um Governo ainda com iniciativa.
O primeiro-ministro acusou PS e Chega de quererem governar a partir do Parlamento e, em matéria fiscal, responsabilizou ambos por travarem novas reduções do IRS. Ao mesmo tempo, André Ventura desafiou Montenegro a apresentar uma moção de confiança e o PS acusou o Governo de se esconder dos problemas. Quem ganhou o debate? A discussão clarificou alguma coisa sobre a governabilidade? Montenegro saiu mais forte por ter resistido ao cerco, ou mais condicionado por ficar cada vez mais preso entre PS e Chega? Há razões para uma moção de confiança?
No que diz respeito à sondagem, o PS dispara, alcança a AD, o Chega recua e há um crescimento expressivo dos indecisos. Mas há um dado que talvez seja tão importante como a intenção de voto: a maioria dos inquiridos não vê uma alternativa melhor para governar e olha para Luís Montenegro como o menos mau.
A sondagem também mostra uma avaliação mais negativa do desempenho do Governo e a percepção de que o país está pior do que há um ano. Ainda assim, a maioria não quer eleições antecipadas e prefere que o Governo cumpra o mandato. Isto é um travão à estratégia da oposição? No sentido em que PS e Chega têm margem para apertar o Governo, mas não para precipitar uma crise política?
E há um último ponto: José Luís Carneiro chega ao fim desta etapa com sondagens favoráveis, mas também com uma decisão difícil à frente — o Orçamento. Se o PS aparece empatado com a AD, pode sentir-se tentado a endurecer; mas se os eleitores não querem instabilidade, pode ser penalizado por bloquear. Será que a sondagem dá mais força ou mais responsabilidade a José Luís Carneiro? E que pistas deixa para a posição do PS no Orçamento?
Os minutos finais do episódio são para o Público & Notório.
O Poder Público faz agora uma pausa e volta com a política em modo rentrée. Até Setembro.
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O episódio de hoje começa com um tema que juntou futebol, política e gestão de crise: a presença de governantes e dirigentes políticos no Mundial de 2026, nos Estados Unidos, numa altura em que Portugal estava em alerta por causa dos incêndios. Luís Montenegro foi ver a selecção, a oposição criticou, e Hugo Soares respondeu que os sociais-democratas gostam de futebol, que são “do povo” e que a selecção é uma representação maior do país.
A questão não é apenas o futebol. O primeiro-ministro estava fora do país num momento sensível, com incêndios e situação de alerta. Falamos sobre isso, sobre se as presenças foram um risco calculado e sobre a mensagem que se quer transmitir através da frase “nós somos do povo”.
Segue-se um assunto que tem deixado as famílias à beira de um ataque de nervos. As últimas semanas foram marcadas por confusão nos exames nacionais: atrasos, dificuldades na distribuição das provas para correcção, falhas técnicas, alterações no calendário e uma pressão crescente sobre o ministro Fernando Alexandre. O Governo diz que o essencial é garantir o rigor da avaliação e que os alunos não serão prejudicados, mas a ideia de desorganização ganhou força.
E há uma dimensão que vai além dos exames: professores, escolas, famílias e alunos vivem com ansiedade qualquer falha neste processo, porque os exames contam para o acesso ao ensino superior e porque a confiança no sistema depende muito da previsibilidade.
A verdade é que Fernando Alexandre entrou no Governo com uma imagem de competência técnica, algum capital de confiança e a expectativa de que conseguiria estabilizar uma área cronicamente difícil. Mas a Educação tem uma capacidade muito própria de consumir ministros depressa. Será que podemos dizer que este episódio marca o fim do estado de graça de Fernando Alexandre? E que dano será mais difícil de reparar neste caso: o atraso concreto no calendário, a falha técnica, ou a quebra de confiança na capacidade do Ministério para gerir processos sensíveis?
Os minutos finais são reservados para o Público & Notório.
O Poder Público volta na próxima semana, excepcionalmente na sexta-feira, para comentar o debate do estado da nação.
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Esta semana debatemos vários temas que se cruzam todos com a mesma pergunta: como é que se governa, e como é que se faz oposição, num país que mudou mais depressa do que as suas estatísticas, num Parlamento sem maiorias claras e com sondagens a mexerem no equilíbrio político?
Comecemos pelos novos números do INE sobre a população residente em Portugal. A revisão é muito significativa: Portugal ultrapassa agora os 11,4 milhões de residentes e a população estrangeira residente aproxima-se dos 1,6 milhões de pessoas, cerca de 14% do total. Mais do que uma correcção estatística, isto altera a forma como olhamos para a imigração, para os serviços públicos, para o mercado de trabalho e até para os indicadores per capita.
Será que o facto de até aqui terem sido tomadas decisões quanto à Educação ou ao SNS, baseadas em dados errados dá algum espaço de manobra ao Governo para se adaptar à nova realidade?
Na semana passada, a pretexto da Prestação Social Única, já aqui falámos bastante sobre a questão dos acordos e desacordos entre o Governo e a oposição. Entretanto, o Governo insiste que tem um parceiro preferencial e que PS e Chega têm uma responsabilidade equivalente nas próximas reformas e no Orçamento. E esta pergunta leva-nos directamente ao Orçamento. José Luís Carneiro não fecha a porta à viabilização, mas também não quer aparecer como muleta do Governo. Como é que o PS vai gerir esta magna questão? E como é que o Governo pode facilitar a aprovação do Orçamento?
Há outra questão que pode mexer com o PS na altura de viabilizar, ou não, o Orçamento: o PS e José Luís Carneiro seguem embalados por mais uma sondagem positiva. O PS consolida a liderança, Carneiro tem aparecido bem avaliado na comparação para primeiro-ministro e há sinais de desgaste da AD. Mas a vantagem socialista não é necessariamente confortável e continua a haver um triângulo muito instável entre PS, Chega e AD. Será que estas sondagens já permitem dizer que José Luís Carneiro devolveu o PS ao centro do jogo político?
E há um ponto curioso: uma das leituras das sondagens é que o chumbo da reforma laboral não penalizou o PS — pelo contrário, parece ter sido bem recebido por muitos eleitores. É caso para perguntar: basta dizer “não” ao Governo para recuperar terreno?
Uma questão final para a mudança de liderança do Livre, que ocorreu esta semana: o que é que isto significa para o futuro que se funde e confunde tanto com Rui Tavares?
Os minutos finais vão para o Público e Notório.
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Neste episódio temos dois temas inevitáveis na política nacional: primeiro, o congresso do PSD, que ficou marcado pelo rescaldo do chumbo da proposta de lei laboral e pela tentativa de Luís Montenegro de transformar uma derrota parlamentar numa afirmação política. Depois, o acordo entre PS e PSD para viabilizar a criação da Prestação Social Única, a PSU — um acordo que, à primeira vista, contrasta com o impasse total no pacote laboral.
Começamos pelo congresso do PSD. O partido reuniu-se em Anadia, mais precisamente em Sangalhos, ainda com a poeira do chumbo da reforma laboral no Parlamento, e Luís Montenegro tentou recentrar o discurso no “trabalho”, nas reformas e na ideia de que a oposição bloqueia a mudança. Será que este congresso serviu mais para unir o PSD à volta do Governo ou para responder a uma fragilidade concreta: a de um primeiro-ministro que acaba de ver uma reforma central chumbada no Parlamento?
A ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, também teve um momento forte no congresso. Disse que a reforma laboral era um projecto do Governo, agradeceu o empenho do primeiro-ministro e deixou a ideia de que o executivo voltará a insistir neste caminho. Ao envolver tão directamente Luís Montenegro na reforma laboral, a ministra protegeu-se de ficar sozinha com o ónus do chumbo ou, pelo contrário, transformou esta derrota também numa derrota pessoal do primeiro-ministro?
E houve outra dimensão neste congresso: o PSD tentou colar PS e Chega no mesmo bloco de bloqueio, apesar de continuar a precisar de ambos, em momentos diferentes, para fazer passar diplomas no Parlamento. A estratégia de atacar PS e Chega em simultâneo é sustentável para um Governo minoritário? Ou é sobretudo uma forma de manter mobilizado o eleitorado do PSD depois de um revés parlamentar?
Passamos então à Prestação Social Única. O PS e o PSD chegaram a acordo para viabilizar a PSU, depois de negociações que mexeram em pontos sensíveis: o canal de denúncias, o chamado trabalho social, a condição de recursos e a forma como os valores da prestação serão fixados e escrutinados. Falamos sobre os vencedores e vencidos neste processo e falamos também sobre uma zona cinzenta: o PS disse que o trabalho social deixaria de ser obrigatório e passaria para um plano personalizado; pouco depois, o PSD veio dizer que essa actividade solidária social não cai e não deixa de ser obrigatória. Será uma divergência real no conteúdo do acordo ou duas narrativas políticas construídas para públicos diferentes — uma para o PS dizer que humanizou a proposta e outra para o PSD dizer que não cedeu?
E a última pergunta liga os dois temas: no pacote laboral, PSD e Chega não chegaram a acordo; na PSU, chegaram. Num caso, houve ruptura e chumbo; no outro, houve entendimento. Qual é a diferença essencial entre estes dois processos?
Os minutos finais são para o Público e Notório.
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Neste Poder Público vamos falar de política no rescaldo do empate de Portugal no Mundial, na quarta-feira em Houston. O jogo aconteceu pouco depois de terminar o debate quinzenal com o primeiro-ministro no Parlamento, debate esse que foi antecipado numa hora para que os deputados e governantes pudessem assistir ao jogo. Foi uma discussão muito marcada pela lei laboral que tem estado a ser discutida nos últimos dias entre Chega e PSD.
Não vamos adiantar-nos muito sobre este tema porque haverá com certeza novidades durante esta quinta ou eventualmente sexta-feira, que é o dia para o qual está marcada a votação sobre os diplomas em cima da mesa. Neste momento, PSD e Chega mostram uma sintonia crescente, inclusivamente nas críticas ao PS. Durante o debate, Hugo Soares chegou que o PS está mais radicalizado do que no tempo de Pedro Nuno Santos.
Este fim-de-semana o PSD de Luís Montenegro vai reunir-se em Congresso e o PÚBLICO vai lá estar a acompanhar os trabalhos. Neste episódio falamos sobre o partido que vai ao Congresso, em que ponto está, quais são as críticas internas mais comuns e o que se podemos esperar de Luís Montenegro e dos seus discursos. Também comentamos a entrevista de Miguel Relvas sobre o futuro daqueles que nos últimos anos foram os maiores partidos da democracia: PS e PSD.
Há um tema a que não temos dado muita importância, até porque não há eleições previstas para breve, mas ainda guardamos tempo para discutir brevemente um tema final: sondagens. As últimas que têm sido divulgadas dão um crescimento do PS de José Luís Carneiro, que surge à frente do PSD. A que é que se pode atribuir este crescimento? A um cansaço relativamente à AD ou a uma estratégia eficaz do PS?
O episódio termina depois do momento Público & Notório.
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Neste episódio do Poder Público, analisamos as comemorações do 10 de Junho nos Açores, marcadas pelo discurso que Marcelo Rebelo de Sousa classificou como "cinco vezes excepcional": a intervenção do Presidente da República, António José Seguro.
Entre citações poéticas e apelos à moderação, terá o Chefe de Estado apontado o dedo ao Governo pela gestão da soberania nacional na Base das Lajes ou terá ficado "em cima do muro" com um discurso redondo que agradou a gregos e troianos?
O debate segue para o primeiro veto político de Seguro, aplicado ao projecto do CDS (com apoio de PSD e Chega) que visava proibir "bandeiras ideológicas" em edifícios públicos. Está o Presidente a traçar uma linha vermelha contra as cedências ao populismo?
Olhamos também para a Prestação Social Única (PSU) e para a reforma laboral. Com 600 milhões de euros do PRR em risco, o Governo de Luís Montenegro vê-se num impasse parlamentar entre as exigências "punitivas" do Chega e a tradição humanista do PS. Será André Ventura, mais uma vez, o "parceiro preferencial" inevitável do PSD?
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Este episódio começa com um aviso: o Poder Público não vai para o ar no dia 4 de Junho, quinta-feira, feriado do Corpo de Deus.
A conversa segue com tema mais quente: a intervenção de Pedro Passos Coelho no lançamento do livro Constituição Fluida, de Carlos Blanco de Morais. O ex-primeiro-ministro usou palavras duras para criticar os “políticos do mainstream” que vestiram a “casaca do populismo”. E sublinhou que, entre o original e a cópia, o “genuíno sempre se manifesta de uma forma muito mais eficaz do que o que é postiço” e que, no fim, o “postiço fica sem nada, como um prostituto sem carácter”. Uma pergunta impõe-se: a quem eram dirigidas estas palavras?
Passos Coelho também disse que “era bom que as coisas ganhassem um pouso mais de ritmo”. Aqui, há dúvidas de que se referia à governação e de que o alvo das críticas era o Governo? Luís Montenegro para ter percebido quem era o alvo e reagiu, no Parlamento, descrevendo-se a si próprio como um "corredor de endurance". Mas afinal, o que é que Passos Coelho está a construir com estas intervenções?
Na quarta-feira realizou-se o debate quinzenal com Luís Montenegro e houve um tema incontornável: a demissão de António Pombeiro. Pombeiro era secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna e demitiu-se por não conseguir conviver com alegadas "irregularidades" durante o tempo de Paulo Viegas Nunes na liderança do SIRESP – cargo para o qual voltou a ser nomeado.
Pombeiro foi muito vocal nas críticas, mas Luís Neves defendeu a seriedade e a idoneidade de Viegas Nunes e José Luís Carneiro também saiu em sua defesa. Quem sai mais fragilizado desta polémica?
No mesmo debate quinzenal, o Livre desafiou o Governo a retirar o pacote laboral (Carneiro também já o tinha feito). Depois de tudo e com uma greve geral em cima da mesa, será que isso ainda é uma possibilidade?
Como tema final, conversamos sobre o relatório feito pelos serviços de Belém na sequência da primeira Presidência Aberta na zona centro. A principal conclusão é que a “governação” nas tempestades foi descoordenada e pouco clara. O Governo ficou em silêncio. O que é que isso significa? Há mal-estar entre os dois palácios?
Os minutos finais do episódio são reservados para o Público e Notório. O Poder Público volta no dia 11.
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No Poder Público desta semana, regressamos ao pacote laboral, que deu finalmente entrada no Parlamento, numa versão que não corresponde à proposta inicial do Governo nem ao resultado das negociações com os parceiros sociais.
No capítulo da amamentação, por exemplo, que foi por onde o Governo começou por desvendar esta reforma no Verão passado, a ministra Maria do Rosário Palma Ramalho voltou ao início e exige prova de dispensa de seis em seis meses, e o põe o limite nos dois anos, mas admite ceder. Para quê ir buscar uma proposta tão criticada?
Em seguida, passamos para a moção com que Montenegro se recandidata a líder do PSD, dizendo que ainda sonha com uma maioria absoluta e que, como Cavaco, tem pesadelos com as forças de bloqueio, isto é, o PS, o Chega, e "resistências corporativas" como do Tribunal de Contas. Será isto um sinal de que o primeiro-ministro está a preparar caminho para eventuais eleições antecipadas?
Ainda há tempo para avaliar a possibilidade de as mudanças à lei do Tribunal de Contas avançarem, e fazer o balanço do congresso do CDS.
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sa no Poder Público desta semana começa com o pacote laboral. Chumbado pela concertação social, vai entrar no Parlamento pela mão do Governo – nesta quinta-feira é aprovada a legislação em Conselho de Ministros.
Esta manhã publicámos um texto sobre o desejo do Governo de negociar o pacote laboral com o PS e com o Chega. Será que ainda é possível?
Ainda a propósito de PSD e Chega, mas noutra matéria, ficámos a saber que os sociais-democratas não vão entregar uma proposta de revisão constitucional e pretendem chumbar as propostas do Chega. A Iniciativa Liberal, por seu turno, já entregou as suas propostas e acusou o PSD de andar a empatar. Andamos a perder tempo com a revisão constitucional?
Esta semana lidámos com outro tema que tem constitucional no título, mas não tem nada que ver com a revisão. É sobre a renúncia do juiz presidente do Tribunal Constitucional, que o PÚBLICO já tinha noticiado, e que se confirmou entretanto. O Chega insinuou que José João Abrantes sai por pressão do PS. Falamos sobre as implicações desta saída num processo que estava longe de ter uma solução simples.
Também nos últimos dias, o Presidente da República devolveu ao Parlamento a polémica lei que cria pena acessória de perda da nacionalidade. Será que esta lei ainda tem um caminho para fazer?
O tema tem gerado forte polarização política e social com o debate sobre segurança e criminalidade a contaminar a discussão sobre nacionalidade.
Ainda dedicamos uns minutos ao imbróglio que se passa com a Comissão Nacional de Eleições. E, depois, terminamos com o Público & Notório.
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A semana política em debate pela secção de política do PÚBLICO.

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