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![Fundação (FFMS) - [IN]Pertinente](https://podcast-api-images.s3.amazonaws.com/corona/show/2108484/logo_300x300.jpeg)
Qual é o preço da nossa confiança no mundo online? Será a inteligência artificial uma aliada ou uma nova parceira do cibercrime? Diogo Mendes e Filipa Galrão exploram o universo da fraude digital e o impacto da IA nas ameaças – e na proteção – das nossas finanças.
Em plena era digital, a fraude financeira migrou para o espaço online e a inteligência artificial está a tornar as burlas mais sofisticadas e difíceis de detetar.
Em Portugal, a fraude digital já representa 17% de toda a criminalidade reportada à PSP, mas muitas queixas ficam pelo caminho, com as vítimas escondidas atrás da vergonha e do sentimento de culpa.
Neste episódio, Diogo Mendes e Filipa Galrão exploram os efeitos da nossa pegada digital, e de como os nossos ‘likes’ e escolhas online nos tornam alvos fáceis para ataques cada vez mais personalizados.
Num tempo em que a criminalidade se move à velocidade da tecnologia, os novos conceitos não param de aumentar. Sabe o que significa ‘phishing’, ‘pharming’ ou ‘juice jacking’? A dupla ajuda-o a decifrar os termos e ainda explica até que ponto podemos confiar nos 'finfluencers'.
Mas nem tudo é ameaça: aqui também se debate o contributo da IA para um aconselhamento financeiro mais acessível e personalizado para todos.
Entre exemplos concretos, reflexão e dicas práticas, o especialista em finanças destaca os comportamentos que mais nos expõem ao risco e partilha estratégias simples para mantermos os nossos dados – e o nosso dinheiro – em segurança.
Para evitar golpes virtuais, e perdas reais, não perca este episódio [IN]Pertinente.
LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS
«Burlas representam mais de 17% de toda a criminalidade denunciada à PSP.» (SIC Notícias)
«Online scams may already be as big a scourge as illegal drugs.» (The Economist)
«Pedi os meus dados a 70 empresas. Isto é o que elas sabem sobre mim» (Renascença)
«New Stanford research finds computers are better judges of personality than friends and family.» (Standford)
«The Cryptocurrency Scam That Turned a Small Town Against Itself.» (The New York Times Magazine)
«Porque é que insistimos em culpar as vítimas?» (Observador)
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Diogo Mendes
Professor de Finanças na Stockholm School of Economics. Doutorou-se em finanças pela Nova School of Business and Economics. Tem investigação nas áreas de literacia financeira, finanças da empresa e economia do desenvolvimento.
Filipa Galrão
Estudou Comunicação Social e Cultural na Universidade Católica. Depois da Mega Hits e da Renascença, é agora uma das novas vozes da Rádio Comercial. Já deu à luz 1 livro infantil - Que Estranho! - e 2 filhos.
O que caracteriza a Perturbação do Espectro do Autismo? E quais são as causas e os mitos associados a esta perturbação? Neste episódio, a psiquiatra Rute Cajão e Rui Maria Pêgo mergulham no universo do autismo, com a bússola da Ciência.
Em Portugal, uma em cada 1000 crianças terá autismo. Sendo uma neurodivergência, esta perturbação gera-se in utero, manifesta-se na infância e é crónica. Por esse motivo, Rute Cajão destaca: o diagnóstico precoce é fundamental para reduzir obstáculos e aumentar a qualidade de vida.
Ao longo da conversa, a dupla aborda os mitos e enigmas que continuam a pairar sobre esta ‘forma de ser diferente’ – nas várias gradações do espectro –, e debate o olhar da sociedade perante o autismo.
Como podem as famílias apoiar e ajudar quem sofre desta perturbação? Com uma forte carga genética – 80 a 90% dos casos são hereditários –, quais são os fatores de risco que podem aumentar a probabilidade de se nascer com autismo?
Descubra as respostas para estas e outras questões, neste episódio do [IN]Pertinente.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS
Halpern, C, et al. «A Perturbação do Espetro do Autismo na Primeira Infância: O Modelo do Centro de Estudos do Bebé e da Criança de Avaliação Diagnóstica e Intervenção Terapêutica», Acta médica Portuguesa. Volume 34(10): páginas 657-663, 2021
Xavier Ferreira e Guiomar Oliveira. «Autismo e Marcadores Precoces do Neurodesenvolvimento», Acta Médica Portuguesa. Volume 29(3): páginas 168-175, 2016.)
Oliveira, Guiomar «Epidemiologia do Autismo em Portugal» (2005)
Hutter, Carolyn. «Genome Wide Association Studies (GWAS)», National Human Genome Research Institute (atualizado a 30 de Setembro 2025)
Lord, C., Brugha, T.S., Charman, T. et al. «Autism Spectrum Disorder. Nature Reviews. Disease Primers», 2020. Volume 6, artigo número 5
Legislação Inclusividade Empresas: Lei 4/2019 de 10 de Janeiro
Estatuto NEE Universidades: Despacho n.º 6255/2016, de 11 de maio, publicado no Diário da República n.º 91/2016, Série II, de 11 de maio de 2016, pp. 14812-14814.
BIOS
RUTE CAJÃO
Médica psiquiatra, é assistente hospitalar de psiquiatria na Unidade Local de Saúde Arco Ribeirinho, EPE. Cofundadora da equipa multidisciplinar e consulta de jovens adultos com patologia grave de início precoce na mesma unidade. Vice-presidente da Secção de Perturbações do Neurodesenvolvimento da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental.
RUI MARIA PÊGO
Tem 36 anos, 17 deles passados entre a rádio, o teatro e a televisão. Licenciado em História pela Universidade Nova de Lisboa, e mestre em Fine Arts in Professional Acting pela Bristol Old Vic Theatre School. Já apresentou programas nos três canais generalistas de televisão, é autor da série satírica «Filho da Mãe» (Canal Q, 2015), e está hoje na Rádio Comercial, com o podcast «Debaixo da Língua».
Será a justiça a maior virtude das instituições políticas? João Pereira Coutinho e Manuel Cardoso analisam à lupa várias conceções de justiça, defendidas por diferentes autores, e refletem sobre o papel da política na construção de uma sociedade justa.
A justiça é um produto do poder soberano, como defendeu Thomas Hobbes, ou um princípio anterior ao Estado, como acreditava John Locke? Platão, que dedicou ao tema «A República», considerava a democracia um sistema político injusto, à luz da sua teoria da alma.
A propósito da eterna tensão entre liberdade e igualdade, a dupla chega até ao séc. XX e à proposta de 'justiça como equidade', de John Rawls.
Debate-se ainda a meritocracia, pela lente de Michael Sandel, bem como o papel da sorte e das contingências da vida no valor da conduta humana, de acordo com Martha Nussbaum.
Para terminar, uma pergunta: será que deixamos um mundo justo às gerações futuras?
Um episódio [IN]Pertinente, a não perder.
REFERÊNCIAS ÚTEIS
BIGGAR, Nigel, «Reparations: Slavery and the Tyranny of Imaginary Guilt» (Forum)
HOBBES, «Leviatã» (BookBuilders)
LOCKE, «Dois Tratados do Governo Civil» (Ed. 70)
NOZICK, Robert, «Anarquia, Estado e Utopia» (Ed. 70)
NUSSBAUM, Martha, «The Fragility of Goodness: Luck And Ethics In Greek Tragedy And Philosophy» (C.U.P.)
PLATÃO, «A República» (Gulbenkian)
RAWLS, John, «Uma Teoria da Justiça» (Presença)
SANDEL, Michael, «Justiça - Fazemos o que Devemos?» (Presença)
SANDEL, Michael, «A Tirania do Mérito» (Presença)
SEN, Amartya, «A Ideia de Justiça» (Almedina)
WHITE, Jonathan, «In the Long Run: The Future as a Political Idea» (Profile)
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MANUEL CARDOSO
É humorista e um dos autores do programa de sátira política «Isto É Gozar Com Quem Trabalha», da SIC. Faz parte do podcast «Falsos Lentos», um formato semanal de humor sobre futebol. É o autor da rubrica radiofónica diária «Bem-vindo a mais um episódio de», nas manhãs da Rádio Comercial. Contribui semanalmente para o Expresso, desde 2023, com uma crónica semanal.
JOÃO PEREIRA COUTINHO
Professor do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica, onde se doutorou em Ciência Política e Relações Internacionais. É autor dos livros «Conservadorismo» e «Edmund Burke – A Virtude da Consistência». Ao longo de 25 anos tem assinado artigos na imprensa nacional e é colunista do diário brasileiro «Folha de S. Paulo», o maior jornal da América Latina.
Portugal é um Estado laico, onde vigora a liberdade religiosa - mas até que ponto somos um país de ‘brandos costumes’? Neste episódio, o historiador Paulo Mendes Pinto e Hugo van der Ding percorrem o fio da História e analisam os credos e influências religiosas que moldaram a nossa identidade.
Que relação existe entre a situação geográfica de Portugal e a diversidade religiosa que habitou o nosso território, ao longo dos séculos?
Numa viagem que recua até ao século VIII a.c., a dupla percorre os 'cilindros compressores' da religião que moldaram Portugal: do domínio romano ao cristianismo, da presença muçulmana à sombra da Inquisição. Sem esquecer a antiguidade da presença judaica, anterior ao cristianismo, e o papel transformador do islamismo, que deixou marcas na língua, na ciência e na cultura portuguesas.
Ao longo da conversa, debate-se também a evolução da religião católica em Portugal: da tolerância da 1ª Dinastia ao anticlericalismo do século XIX, da liberdade religiosa da I República ao retrocesso civilizacional do Estado Novo.
Com o humor e a curiosidade que os caracterizam, Paulo Mendes Pinto e Hugo Van der Ding percorrem séculos de fé, imposição e convivência, para perceber até que ponto a diversidade religiosa desenhou — e continua a influenciar — a identidade portuguesa.
Um episódio [IN]Pertinente, singular e plural, a não perder.
LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS
Catálogo da exposição: «Heranças e vivências judaicas em Portugal»
«Os mitos de origem e a etnicidade» (Visão, 2021)
«A filiação latina: de Diana a Ulisses» (Visão, 2021)
«Património Cultural Imaterial da Humanidade»
BIOS
Paulo Mendes Pinto
Historiador e especialista em História das Religiões, com foco na mitologia antiga e no diálogo entre tradições religiosas. Docente da Universidade Lusófona desde 1998, coordena a área de Ciência das Religiões e é atualmente Diretor-Geral Académico do Ensino Lusófona – Brasil. Foi Embaixador do Parlamento Mundial das Religiões e fundador da European Academy for Religions. Comentador na CNN Portugal, colabora com o Público e a Visão e é autor de dezenas de livros e artigos científicos.
Hugo van der Ding
Locutor, criativo e desenhador acidental. Uma espécie de cartunista de sucesso instantâneo a quem bastou uma caneta Bic, uma boa ideia e uma folha em branco. Criador de personagens digitais de sucesso como a «Criada Malcriada» e «Cavaca a Presidenta», autor de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, «Vamos Todos Morrer», também escreve para teatro e, atualmente, apresenta o programa «Duas Pessoas a Fazer Televisão», na RTP, com Martim Sousa Tavares.
Quanto vale o nosso trabalho hoje... e amanhã? Diogo Mendes e Filipa Galrão analisam o mercado de trabalho em Portugal - dos salários à produtividade, das profissões do futuro aos desafios de criar um negócio.
Mais do que um número, o salário é a remuneração do nosso capital humano. Mas porque é que este capital tem tendência a perder valor? O especialista em finanças, Diogo Mendes, identifica as oportunidades e as fragilidades do nosso mercado laboral.
Num país onde as diferenças salariais entre quem tem e quem não tem ensino superior estão entre as maiores da Europa, investir na educação faz a diferença. Mas não só. Ter experiência e mudar de emprego também pode trazer grandes vantagens na progressão da carreira.
A conversa explora ainda as profissões que vão crescer e as que tendem a desaparecer até 2030, os riscos e oportunidades de criar empresas, e os desafios de uma geração de jovens adultos que continua longe da independência financeira.
Há também espaço para discutir o ‘brain drain’ – a fuga de talento para o estrangeiro – e desfazer mitos sobre o impacto da imigração no mercado de trabalho português.
Um retrato incisivo e realista de um país em que a maioria da população ativa trabalha muito, mas nem sempre se sente valorizada.
Mais um episódio do [IN]Pertinente a não perder, desta vez para se situar no atual mapa do mercado de trabalho nacional.
LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS
«Ganho médio mensal por nível de escolaridade» (Pordata)
«Automação e inteligência artificial no mercado de trabalho português: desafios e oportunidades» (FFMS)
«Ganho médio mensal» (INE)
«The future of jobs report 2025» (World Economic Forum)
«The case for job hopping» (BBC)
«How many hours per week do Europeans work?» (Eurostat)
«Want A Pay Raise? Switching Jobs Has Much More Upside Amid Soaring Inflation, Report Finds» (Forbes)
«Especialistas alertam para a escassez do talento em Inteligência Artificial» (Sapo)
«Nunca houve tantas pessoas a trabalhar em Portugal» (SIC Noticias)
«Education at a Glance» (OECD, 2024)
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Diogo Mendes
Professor de Finanças na Stockholm School of Economics. Doutorou-se em finanças pela Nova School of Business and Economics. Tem investigação nas áreas de literacia financeira, finanças da empresa e economia do desenvolvimento.
Filipa Galrão
Estudou Comunicação Social e Cultural na Universidade Católica. Depois da Mega Hits e da Renascença, é agora uma das novas vozes da Rádio Comercial.
Será que existem cada vez mais casos de PHDA? Como é que uma pessoa com esta condição interpreta a vida? A Perturbação de Hiperatividade e/ou Défice de Atenção é diferente na infância e na idade adulta?
A psiquiatra Rute Cajão e o comunicador Rui Maria Pêgo definem as fronteiras desta neurodivergência, exploram estratégias para lidar com a patologia, na idade adulta, e falam sobre a importância do acompanhamento médico para amenizar o impacto da PHDA na vida familiar, laboral e social.
Nos últimos anos, fizeram-se importantes avanços no estudo da patologia. Durante décadas, acreditou-se que a PHDA era uma ‘doença pediátrica’. Só em 2013 é que a comunidade científica reconheceu a sua prevalência no adulto. A ciência também mostra que a PHDA é biológica e altamente hereditária – 70 a 80% dos casos têm origem genética.
Ao longo da conversa, a especialista explica como é que, hoje em dia, se faz o diagnóstico na idade adulta, alerta para a importância do diagnóstico precoce e destaca o papel essencial da medicação e das terapias complementares.
A dupla aborda ainda o impacto desta perturbação nas famílias, bem como as estratégias de inclusão nos locais de trabalho e nas relações sociais.
Um episódio do [IN]Pertinente a não perder, para combater mitos e opiniões desinformadas.
LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS
Song P, Zha M, Yang Q, Zhang Y, Li X, Rudan I; Global Health Epidemiology Reference Group (GHERG). «The prevalence of adult attention-deficit hyperactivity disorder: A global systematic review and meta-analysis». Journal of Global Health. 2021
Madeira, N., França G., e Jesus G., et al. «Perturbação de Hiperatividade/Défice de Atenção no Adulto: Um Posicionamento de Peritos Portugueses sobre Diagnóstico eTratamento». Acta médica portuguesa. 38(3):187-196
Lange KW, Reichl S, Lange KM, Tucha L, Tucha O. «The history of attention deficit hyperactivity disorder. Attention Deficit Hyperactivity Disorders» 2010 Dec; 2(4):241- 55
Faraone, S.V., Bellgrove, M.A., Brikell, I. et al. «Attention-deficit/hyperactivity disorder». Nature Revision Disease Primers 10, 11 (2024)
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RUTE CAJÃO
Médica psiquiatra, é assistente hospitalar de psiquiatria na Unidade Local de Saúde Arco Ribeirinho, EPE. Cofundadora da equipa multidisciplinar e consulta de jovens adultos com patologia grave de início precoce na mesma unidade. Vice-presidente da Secção de Perturbações do Neurodesenvolvimento da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental.
RUI MARIA PÊGO
Tem 36 anos, 17 deles passados entre a rádio, o teatro e a televisão. Licenciado em História pela Universidade Nova de Lisboa, e mestre em Fine Arts in Professional Acting pela Bristol Old Vic Theatre School. Já apresentou programas nos três canais generalistas de televisão, é autor da série satírica «Filho da Mãe» (Canal Q, 2015), e está hoje na Rádio Comercial, com o podcast «Debaixo da Língua».
Pode haver democracia sem partidos políticos? Como surgiu e evoluiu o sistema político-partidário? João Pereira Coutinho e Manuel Cardoso analisam a génese e os desafios das organizações que estruturam — mas também dividem — o regime democrático.
Neste episódio, João Pereira Coutinho leva-nos à Inglaterra do século XVII e aos confrontos entre “Whigs” e “Tories”, que se tornaram o berço dos partidos políticos.
Da importância da representatividade à mediação entre o Estado e a sociedade, a dupla explora a função dos partidos e o seu papel estruturante nos regimes democráticos contemporâneos, recorrendo às ideias de Edmund Burke, James Madison e Daniel Ziblatt.
E porque os partidos não são todos iguais, ficamos a saber o que distingue o partido de massas do 'catch-all' e do partido cartel.
Num contexto de crescente polarização, o politólogo e o humorista abordam também os grandes desafios de hoje: estamos a assistir a uma crise de influência dos partidos? Os líderes tornaram-se mais importantes do que os grupos que representam? E como podem os partidos 'catch-all' combater a tendência de se tornarem indistintos?
Não perca este episódio do [IN]Pertinente e tire partido de uma opinião informada.
Referências úteis:
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MANUEL CARDOSO
É humorista e um dos autores do programa de sátira política «Isto É Gozar Com Quem Trabalha», da SIC. Faz parte do podcast «Falsos Lentos», um formato semanal de humor sobre futebol. É o autor da rubrica radiofónica diária «Bem-vindo a mais um episódio de», nas manhãs da Rádio Comercial. Contribui semanalmente para o Expresso, desde 2023, com uma crónica semanal.
JOÃO PEREIRA COUTINHO
Professor do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica, onde se doutorou em Ciência Política e Relações Internacionais. É autor dos livros «Conservadorismo» e «Edmund Burke – A Virtude da Consistência». Ao longo de 25 anos tem assinado artigos na imprensa nacional e é colunista do diário brasileiro «Folha de S. Paulo», o maior jornal da América Latina.
É possível viver do humor em Portugal? Haverá um modelo de negócio para um humorista ser bem-sucedido? E será que o mercado dos conteúdos humorísticos tem margem para crescer?
Na terceira e última emissão especial das “Conversas [IN]Pertinentes”, gravada ao vivo no Worten Mock Fest, subiram ao palco Hugo van der Ding, Nuno Artur Silva, Cláudia Custódio e Henrique Mota Lourenço para discorrer sobre a dimensão económica do humor.
De acordo com o painel, em Portugal, a indústria do humor está bem de saúde, e recomenda-se. O sector profissionalizou-se, o negócio vai de vento em popa e, atualmente, temos a primeira geração de humoristas a viver apenas da sua arte.
Ao longo da conversa, fica claro que a evolução do humor está diretamente ligada às novas tecnologias. As plataformas digitais e redes sociais trouxeram um boom de conteúdos, graças aos baixos custos de produção, escolha certeira dos targets e capacidade de gerar receitas.
Hoje, os humoristas têm mais liberdade para criar conteúdos e encontrar o seu público, o que contribui, em muitos casos, para encherem grandes salas, até arenas, e assumirem o estatuto de ‘rock stars’. Mas os humoristas não conquistam apenas milhares de seguidores. Também as empresas se rendem, cada vez mais, à popularidade e exposição de quem faz rir. A aposta no humor para promover marcas e mensagens corporativas é uma tendência crescente no universo do marketing e da publicidade.
E se “quem ri por último, ri melhor”, no fim, fica a certeza de que rir é mesmo o melhor remédio para encontrar novos nichos de mercado e boas oportunidades de negócio.
Uma “Conversa [IN]Pertinente”, a não perder.
No primeiro de quatro episódios dedicados à identidade religiosa, o historiador Paulo Mendes Pinto e Hugo van der Ding mergulham nas origens e evolução do sagrado, do Neolítico às festas populares, revelando como a fé não só move montanhas, mas também molda sociedades.
O que originou o sentimento religioso? Paulo Mendes Pinto, especialista em História das Religiões, explica como a morte e a alimentação terão sido o motor da crença religiosa e acrescenta que «a religião que temos hoje deve muito ao Neolítico».
A dupla analisa ainda como, ao longo dos séculos, as diferentes religiões foram incorporando personagens, crenças e rituais umas das outras, o que ajuda a explicar as semelhanças surpreendentes entre o judaísmo, o cristianismo e o islão.
Nesta viagem pela espiritualidade, identidade e memória, há também espaço para falar da religiosidade popular. Que ligação têm as festas de aldeia à ancestralidade simbólica? O que é que a música pimba revela sobre a perda da identidade regional e religiosa? E por que é que o fenómeno de Fátima, na sua génese, pode ser entendido como um «culto de guerra»?
Se ficou curioso, não perca este episódio do [IN]Pertinente.
LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS:
- «Cosmovisões Religiosas e Espirituais: guia didático de tradições presentes em Portugal» (Alto Comissariado para as Migrações, 2016);
- Mendes Pinto, Paulo «A 'Des-simbolização' da Sociedade em tempo de Trevas e do Sol Invicto» (Revista Visão, 2021);
- Documentário: «Rituais de Inverno com Máscaras». Realização Catarina Alves Costa e Catarina Mourão, 2001;
- Mendes Pinto, Paulo «A Origem dos Rituais Iniciáticos como Reformulação Existencial da Visão do Homem» (Revista Relicário, 2022);
- Mendes Pinto, Paulo «Da Natureza e das Funções do Símbolo» (Revista Relicário, 2021)
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Paulo Mendes Pinto é historiador e especialista em História das Religiões, com foco na mitologia antiga e no diálogo entre tradições religiosas. Docente da Universidade Lusófona desde 1998, coordena a área de Ciência das Religiões e é atualmente Diretor-Geral Académico do Ensino Lusófona – Brasil. Foi Embaixador do Parlamento Mundial das Religiões e fundador da European Academy for Religions. Comentador na CNN Portugal, colabora com o Público e a Visão e é autor de dezenas de livros e artigos científicos. Membro de várias academias internacionais, foi distinguido com a Medalha de Ouro de Mérito Académico (2013) e com a Medalha Estadista Getúlio Vargas (2023).
Hugo van der Ding - Locutor, criativo e desenhador acidental. Uma espécie de cartunista de sucesso instantâneo a quem bastou uma caneta Bic, uma boa ideia e uma folha em branco. Criador de personagens digitais de sucesso como a «Criada Malcriada» e «Cavaca a Presidenta», autor de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, «Vamos Todos Morrer», também escreve para teatro e, atualmente, apresenta o programa «Duas Pessoas a Fazer Televisão», na RTP, com Martim Sousa Tavares.
Que impacto tem o humor na vida política? Satirizar os políticos pode, ou não, influenciar o eleitorado? E estará o trabalho dos humoristas ameaçado no atual contexto?
Ricardo Araújo Pereira e João Pereira Coutinho, moderados por Mariana Cabral («Bumba na Fofinha»), juntam-se no Worten Mock Fest para uma conversa [IN]Pertinente, gravada ao vivo, sobre a influência do humor na política.
O humorista e o politólogo concordam que o humor tem muito menos influência do que as pessoas pensam mas, se assim é, a que se deve a tendência crescente da classe política em apostar no entretenimento para ganhar popularidade? Desde os anos 80 que ser político significa, cada vez mais, ser um bom entertainer.
Nesta emissão especial também se debate a função do humor: causar desconforto, manter a independência e ter como principal alvo o poder. Será que o humor tem a ganhar ao envolver-se na política? E os políticos convivem bem com a crítica?
Não perca esta conversa [IN]Pertinente!
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4 comunicadores, 4 especialistas, 4 temas - Economia, Sociedade, Política e Ciência -, todas as semanas no [IN] Pertinente. Um confronto bem disposto entre a curiosidade e o saber. Porque quando há…

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