Imprensa Semanal

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Imprensa Semanal episodes

  • Duas africanas entre mulheres no comando de organizações internacionais

    Abrimos estas Imprensa semanal, com CHALLENGE's, que destaca, mulheres que partem ao assalto de organizações internacionais. Entre elas, duas africanas negras, Ngozi Okonjo-Iweala, secretária geral da OMC, Organização mundial do comércio. 

    A nigeriana, Ngozi Okonjo-Iweala, foi designada para o posto na OMC no dia 15 deste mês, depois de luz verde Washington, que bloqueava a promoção até recentemente por Trump.

    Ngozi,Okonjo-Iweala, é economista, diplomada de Haravard, antiga ministra das finanças e dos Negócios estrangeiros da Nigéria e ex-alta funcionária do Banco Mundial, onde trabalhou 25 anos anos. Ela declarou já estar em acção e que quer galvanizar o multilaterialismo na OMC. 

    A outra africana é Luoise Mushikiwabo, secretária geral da Francofonia, desde 2019. Ela é do Ruanda.

    O mesmo CHALLENGE'S, refere-se ainda a Argélia, que deu cabo da sua indústria automóvel. Na ausência de peças sobressalentes produzidas no país, os carros que saem das linhas de montagem custam mais caros que os carros importados. Assim, depois de ter proíbido a importação de viaturas, o governo argelino disponibilizou 2 mil milhões de dólares para a compra de carros no estrangeiro.

    O semanário CHALLENGE's retoma ainda um artigo do The Economist, que afirma que em África, urgência sanitária e económica à espreita. O continente parece ter bem resistido à pandemia, mas a sua evolução é mal medida e os países ricos deveriam ter interesse em serem solidários fornecendo vacinas e perdoando parte da dívida dos países africanos, nota, CHALLENGE's. 

    Macron no divã de Psicanalistas franceses

    Por seu lado, LE POINT, faz a sua capa, com Macron e como mudou neste ano de crise da Covid. 3 grandes psicanalistas fazem o perfil psicológico do Presidente francês. Para Michel Schneider, o Presidente fala por tudo e por nada e sobre tudo. Para um Presidente, Macron devia ler Da Arte de se calar. O que lhe terão feito os seus pais, em criança, para ter de demonstrar permanentemente que é inteligente?

    Inteligência é um defeito, responde, outro psicanalista, Jean-Pierre Winter, sublinhando, que no tempo do Iluminismo, a inteligência de Macron seria seguramente um trunfo, mas nos dias que correm é um empecilho.

    Enfim para o o terceiro psicanalista, Ali Magoudi, pode-se traçar a psicologia e ler a identidade de Macron, através dos seus traumas e frustrações.

    Mas só isso não explica o seu sucesso na política. Macron deve ser igualmente estudado através de outras formas de cultura, onde domina o conflito e serviu-se ainda inconscientemente da natureza dupla de Cristo, humana e divina, nota, Ali Magoudi, no semanário, LE POINT.

    Por sua vez, L'OBS, titula crimes sexuais na Igreja, a grande confissão. 6 500 testemunhos, dois anos de inquéritos e revelações. São agressões de carácter sistémico que se sucederam em França desde 1950 com padres e religiosos que estragaram a vida de milhares de pessoas. Há testemunhos que chegam a falar de morte psíquica, depois das sevícias e violência sexual protagonizadas por religiosos da Igreja católica francesa, nota, L'OBS. 

    Por seu lado, L'EXPRESS, faz a sua capa com a hora chinesa. Um ano depois do começo da pandemia Pequim faz a sua demonstração de força. O Dr, Xi Jinping, sem surpresas exibe alfinetadas contra os Estados Unidos que não acabaram com a partida de Trump. Pequim continua a recordar à América de Biden que está determinado a ditar ao resto do mundo a sua própria versão da pandemia da Covid e invadir o planeta com suas vacinas anti-coronavírus, nota, L'EXPRESS. 

    Enfim, COURRIER INTERNACIONAL, destaca corrida ao ouro verde. Cada vez mais há países que se lançam na cultura do canabis para efeitos medicinais. Um primeiro tratamento acaba de ser validado em Portugal, através da empresa canadiana Tilray, pioneira do canabis. Mas globalmente, apesar do mercado muito promissor as leis continuam a marcar passo, nota, COURRIER INTERNAITONAL. 

    5 min
  • Akon City cidade do futuro ou cidade irrealista perguntam senegaleses?

    A África com a  guerra  do Tigré  na  Etiópia  e  Akon City,  cidade  do  futuro,  a  questão  da  dívida  pública   em Frença  e  a   eleição presidencial  de 2022,  assim  como a problemática  do aquecimento climático  e  a  prisão  de Navalny na Rússia, são  focos de  actualidade nas edições dos  semanários.

    4 min
  • União europeia, Médio oriente, França, Covid-19 ou presidência da CEDEAO

    Abrimos esta Imprensa semanal com LE POINT que faz a sua capa com as novas guerras secretas. Turquia, Argélia, Tunísia, Irão, Israel, petróleo, migrações, jiadismo.  

    Numa grande entrevista a este semanário, sobre o seu novo livro o Profeta e a Pandemia, o geopolitólogo, Gilles Kepel, mostra como é que a crise mundial da Covid ocultou as recomposições que da Turquia a Israel sacudiram o Médio oriente em 2020 e arrastou um jiadismo de atmosfera para França. 

    A Europa mostra-se impotente e mesmo se o Presidente francês, Macron, faz grandes declarações contra Erdogan da Turquia, Malta fica a olhar para o lado, a Itália para o relógio e a Espanha, que vendeu metade de um submarino à Turquia, fica a ver para as moscas. Na mesma altura, durante a cimeira europeia de Bruxelas de 2020, o italiano Giuseppe Conte e a alemã, Angela Merkel, recusam levantar a voz contra Erdogan. Vê-se que a Europa está sem dentes no Mediterrâneo. 

    Merkel vive no terror, com medo de ver Erdogan, dando instruções de voto aos turcos alemães que sejam contrárias aos seus interesses, o que a perturba nesta fase de transição de poderes na Alemanha. 

    Quando se vê para Putin, como polícia no Médio oriente, nem tudo é claro, porque a Rússia deixou de ser uma grande potência. No Azerbaijão, o presidente russo, não ficou descontente em ver a derrota do primeiro ministro arménio, Nikol Pachinian, por Bakou, mas foi apanhado de surpresa por Erdogan, que armou e treinou os azeris, acrescenta, o investigador, Kepel, na sua entrevista ao LE POINT.

    Por seu lado, L'OBS, dedica a sua capa, a variável Montebourg. De regresso à política, o arauto do "made in France" prepara a sua candidatura à eleição presidencial de 2022.

    Revalorização da França nas presidenciais de 2022

    Numa entrevista a este semanário, o antigo ministro, afirma que o seu combate é a revalorização da França e propoe um contrato aos franceses para conjurar a vitória de Marine Le Pen que segundo ele se perfila no horizonte. Mas, segundo um dos seus apoiantes, o antigo ministro, Montebourg, não suportou igualmente que Macron, se tenha  apoderado da soberania económica, um dos seus temas favoritos, nota, L'OBS. 

    Sanofi, um fiasco francês, é o tema de capa do semanário, L'EXPRESS. O anúncio em dezembro pelo líder francês de medicamentos de um atraso de seis meses no mínimo na entrega da sua vacina Covid-19 teve o efeito de um bomba.

    Mais do que um simples fracasso foi de facto o sintoma de um profundo mal estar. Sanofi tem a arrogância das antigas glórias do cinema mudo. A certeza de ter sido e o medo de não voltar a ser amanhã. 

    Na sua corrida mundial à vacina contra a Covid-19, o mastodonte farmaceutico francês falhou o seu encontro com a História. Pior ainda, eis uma das maiores empresas francesas relegada para o plano de falsificação pelo seu principal concorrente, a Pfizer-BioNTech. Olivier Bogillot, PCA da Sanofi, pode mostrar que mudou, pode levantar o queixo afirmando participar no esforço do guerra mas a humilhação é rude, acrescenta, L'EXPRESS. 

    Enfim, a JEUNE AFRIQUE online, que destaca a presidência da CEDEAO, porque é que Nana Akuffo-Addo, irritou Umaro Sissoco Embaló e Macky Sall. Eleito por um ano em setembro de 2020, Nana Akufo-Addo, acaba de ser reeleito à presidência da Comissão económica dos estados da África do oeste.

    Uma decisão tomada no dia 2 de fevereiro durante uma reunião extradordinária dos chefes de Estado da CEDEAO, que provocou a raiva de Umaro Sissoco Embaló. O presidente da Guiné Bissau não escondia as suas ambições de querer o posto para o seu país, acrescenta, JEUNE AFRIQUE online. 

    5 min
  • África deplora monopolização de vacinas anti-Covid por países ricos

    A situação sanitária mundial um ano depois do início da  pandemia de Covid-19  em Wuhan, na China, a  corrida às vacinas com a  África a ser ignorada, a França perante a pandemia ,a esquerda francesa  na perspectiva da eleição presidencial de 2022 ,memórias cruzadas sobre a Argélia e a França, assim como a política estrangeira da  administração Biden, fazem parte dos focos de actualidade, nos semanários franceses.  

    5 min
  • Os primeiros 100 dias de Joe Biden para curar uma América dividida

    Abrimos esta Imprensa semanal, com CHALLENGE's, que divide a sua capa com os professores, o que vai mudar entre ordenados, formações ou condições de trabalho e Joe Biden, os primeiros 100 dias.  

    Numa América dividida como nunca, o novo presidente, vai lançar um vasto plano anti-crise para estancar a pandemia da Covid e acelerar a economia. Vai poder lançar verdadeiras reformas, ambiciosas e dispendiosas. Mas dispõe de pouco tempo. Em 100 dias, Roosevelt, pôde convencer com o seu New deal. Biden que assumiu o poder a 20 de janeiro terá de vacinar a América contra o vírus e contra Trump, nota, CHALLENGE's.

    Para a JEUNE AFRIQUE online, Joe Biden e África, o mandato do respeito anunciado. Visto, segurança, desenvolvimento... A política africana do novo Presidente americano lê-se tanto nas declarações de intenções como na composição da nova administração.

    O momento em que Joe Biden prestou juramento como 46° Presidente dos Estados Unidos foi de alívio numa América sufocada desde que Donald Trump recusou reconhecer a sua derrota e certos dos seus apoiantes assaltaram o Capitólio.

    Em relação à África nada de grandes entusiasmos a não ser razão. Claro que a imagem de Biden em África contrasta com a do seu predecessor. E rapidamente a arquitectura do governo Biden escolheu o adjectivo respeitosa para qualificar a diplomacia que terá com o continente africano, que se traduzirá numa mudança de tom e mais concretamente numa provável anulação das restrições de vistos impostas a cidadãos da Nigéria, do Sudão ou da Somália, acrescenta, JEUNE AFRIQUE on line.  

    Por seu lado, COURRIER INTERNATIONAL, faz a sua capa com as redes sociais que ditam a lei. Depois do assalto ao Capitólio, os gigantes da Internet lançaram-se numa censura inédita contra Donald Trump. Compete aos gigantes tecnológicos fixar os limites da liberdade de expressão? Que impacto isso tem na democracia? Como regular a informação na Internet?

    Facebook, Snapchat, Twitter e outros grandes tecnológicos foram os primeiros a destituir Trump, ganhando os eleitos do Congresso. Privando Trump das suas plataformas preferidas, as redes sociais impediram-no de causar estragos, escreve, The Atlantic. Mas os gigantes da Internet, silenciaram também os utilizadores conservadores da rede social Parler, levantando questões sobre a liberdade de expressão, a supremacia do Amazon e dos outros grupos tecnológicos e o problema do arquivo dos conteúdos.

    Gestão das redes sociais, perigo para a democracia

    A Internet tem de ser gerido como um serviço público. Não se pode abandonar o controlo das opiniões e das informações a consórcios privados. O mundo inteiro tem de se proteger contra os gigantes digitais, acrescenta, COURRIER INTERNATIONAL, citando a imprensa americana.

    A mesma publicação faz também referência a Portugal e a terceira vaga da pandemia da Covid que não perdoa. Em casa de novo, escreveu, Público, a 14 de janeiro, logo depois do anúncio de um novo confinamento. Quase todo o comércio fechado, com excepção para o sector da alimentação. Uma solução drástica, quando o país regista um pico de mortalidade devido à Covid-19. Um quadro sombrio para a maioria dos habitantes e comerciantes, sublinha, COURRIER INTERNATIONAL.

    L'OBS, titula, crianças do Hospital Pitié, em tempos de Covid. "Viver numa estrutura enclausurada não é vida. Viemos para aqui para sairmos", afirma, uma paciente à reportagem do escritor Emmanuel Carrère, na enfermaria de pedopsiquiatria do Hospital parisiense. Isto quando os psiquiatras já anunciam uma terceira vaga psiquiátrica da Covid, nota, L'OBS. 

    Por seu lado, LE POINT, destaca em capa, Mila, a grande entrevista. A jovem de 17 anos ameaçada pelo Islão radical, fala da cobardia dos franceses, da mini chária, da sexualidade e de Macron. Mila é a adolescente mais ameaçada de França, uma enésima vítima do obscurantismo islâmico radical, que vive escondida e protegida pela polícia, porque criticou a religião muçulmana e o Profeta Alá. "Há um ano que perdi a minha vida", afirma, a jovem Mila, na entrevista ao magazine Le POINT. 

    Enfim, L'EXPRESS, titula, o islamismo passado no scanner. O universitário Bernard Rougier, cujo livro, "Territórios conquistados do islamismo", aparece na próxima semana nas livrarias com uma nova edição afirma que a emergência de um ecosistema islamita alimenta uma lógica de ruptura com a sociedade global e suas instituições penetrando todos os cantos da nossa vida, inclusivé na literatura infantil ou brinquedos e vestuários para crianças, nota, L'EXPRESS.

    5 min
  • Futuros desafios de Joe Biden e fragilidades da democracia à luz de eventos

    Antes da tomada de posse de Jospeh Biden como quadragésimo sexto Presidente dos Estados Unidos da América, a maioria dos semanários franceses passam em revista os desafios, com os quais o novo chefe de Estado norte-americano será confrontado, bem como destacam a fragilidade da democracia  americana à luz  dos recentes eventos.  A vacinação contra a Covid através do mundo e  os  problemas enfrentados pela  África do Sul, é também um dos focos nas edições desta semana.   

    4 min
  • China no clube das grandes potências com USA e União europeia

    Abrimos esta Imprensa semanal com LE POINT que faz a sua capa com uma entrevista exclusiva, Segredos do Poder, com Bruno Le Maire, ministro francês da Economia.  

    Na entrevista, por ocasião da publicação do seu livro, o Anjo e a Besta, o ministro Bruno Le Maire, explica as decisões económicas, industriais e financeiras de França, fala de mulheres e de homens políticos nacionais e internacionais, esclarece sobre os meandros das negociações entre dirigentes do mundo inteiro, onde tudo é brutal, mas também se refere à crise sanitária e económica sem precedentes e à potência da China.

    A China entrou no clube das grandes potências, tirou milhões de pesssoas da pobreza e teve sucesso na sua transição tecnológica. Mas o seu modelo tem também fraquezas como uma dívida excessiva e desemprego de massa, sem contar com o seu regime político, cujos valores e funcionamento não partilhamos, afirma, Bruno Le Maire, na entrevista ao semanário, LE POINT. 

    Brexit, adeus e "good luck", boa sorte, é a capa do COURRIER INTERNATIONAL. Após 47 anos de adesão e um longo período de divórcio, o Reino Unido deixou a União europeia.

    Por seu lado, L'EXPRESS, pergunta em capa se ainda se pode acreditar?, a proposito das vacinas anti-Covid. Atrasos na vacinação, falta de doses, ainda se pode corrigir o tiro? Com o governo a acelerar caoticamente a campanha de vacinação, o verdadeiro desafio nos próximos meses será a disponibilidade das vacinas em quantidade suficiente. Mas a estratégia europeia coloca problema assim como a questão da confiança nos políticos.

    Um próximo do Presidente Macron, reconhece sem rodeios, que finalmente, a vacina é como a participação numa eleição, isso coloca a questão da adesão democrática, acrescenta, L'EXPRESS. 

    Incesto, o fim de um tabu em França

    Incesto, o fim de um tabu, é o tema de capa do semanário, L'OBS. Na Família grande, título do seu livro, Camille Kouchner, filha do antigo ministro dos Negócios estrangeiros, Bernard Kouchner, afirma que o seu irmão gémeo, foi vítima desde a adolescência de abuso sexual, por parte do seu padrasto, o constitucionalista, Olivier Duhamel. 30 anos depois, ela conta como é que esse terrível segredo devastou a vida do irmão e familiares. 

    Na entrevista, Camille Kouchner, afirma que decidiu escrever o livro porque já não conseguia manter-se em silêncio. O livro nasceu duma necessidade, testemunhar o incesto e mostrar que durou muitos anos e que é extremamente difícil ultrapassar o silêncio. Não escrevi o livro em nome do meu irmão, mas em nome das irmãs e sobrinhas e todas aquelas que sofreram com o incesto, sublinha, Camille Kouchner, nas páginas do L'OBS.

    Sobre o continente africano, JEUNE AFRIQUE on line, refere-se ao Senegal, onde o financiamento dos partidos políticos continua a ser um tabu. O ministério do Interior, ameaçou dissolver o partido Pastef, do opositor, Ousmane Sonko, que acaba de lançar um apelo internacional à recolha de fundos.

    Sonko, afirma que durante a campanha das presidenciais de 2019, houve situações caricatas com o partido a não participar em comícios porque não havia combustível para os seus carros se deslocar. "Sou o mais pobre dos presidentes de partidos políticos no Senegal", afirma, Sonko, à JEUNE AFRIQUE online.

    5 min
  • Balanço do Ano nos semanários franceses

    Neste   início  de  mais  um  ano, as   edições   dos  semanários   caracterizam-se   pelo  balanço de um  ano político, económico  e  social marcado pela  crise  sanitária mundial, a  eleição presidencial  norte-americana  e  pelas consequências psico-sociais da nova civilização do ecrã.

    5 min
  • Impossível haver dois franceses na mesma sala com a mesma opinião

    Abrimos esta Imprensa semanal com L'OBS, que dedica a sua capa a Kamala Harris e o título eles vão desconfinar em 2021. Um especial no qual colabora grandes assinaturas da intelectualidade cultural e política francesas. 

    A antiga ministra da Justiça, Christiane Taubira, escreve que Kamala Harris, é jamaicana e índia de origem, a primeira mulher a ocupar as funções de vice-presidente dos Estados Unidos e encarna a esperança da América e do mundo pós-Trump.

    Kamala Harris é bela, é elegante, é ágil e mesmo felina como Obama, mas é também desconcertante, numa América desconcertante. Todos os americanos são descendentes de imigrantes, sublinha, Christiane Taubira.  

    Por seu lado, L'EXPRESS, faz a sua capa com Emmanuel Macron, que nunca disse tudo aos franceses. Numa grande entrevista ele faz a sua confissão e fala da crise sanitária, da conspiração e da identidade. "Fui mal entendido quando eu disse que somos um povo gaulês de refractários, mas eu também sou refractário." 

    Somos um país que pode fabricar os coletes azuis, podemos ser um povo extremamente duro verbalmente, mas ao mesmo tempo somos um dos países da Europa onde o confinamento foi mais bem repeitado, afirma, Macron.

    Sobre o racismo, Macron afirma sem papas na língua que ser branco em França é um privilégio, não é sua escolha, mas "é um facto que um homem branco tem mais facilidades de ser Presidente, de ter uma casa, um emprego que um asiático, um árabe ou um negro, uma mulher asiática ou uma mulher negra, sublinha, Macron.  

    Os franceses partilham uma língua, uma história, uma geografia ou uma cultura. Mas ser francês é também um espírito e uma ideia a defender.

    Impossível dois franceses na mesma sala com a mesma opinião

    "Identidade francesa é uma questão de todos os franceses," dizia o historiador, Fernand Braudel. Porque se existem mesmo 67 milhões maneiras de ser francês, só há uma França. Plural, sem dúvidas nenhumas pois estamos no país de 365 queijos diferentes, de um número igual ou maior de opiniões e assuntos de divisão, onde se berra sobre Colbert ou Voltaire, onde querelas e polémicas estão acima do diálogo e da concórdia.

    Mas França é também esta nação onde se manifesta em defesa de batatas fritas e maionese francesas ou se defende enfermeiras e se cante a Marselhesa, hino nacional francês. É impossível haver dois franceses numa mesma sala que tenham a mesma opinião sobre o que quer que seja. A França fez os franceses assim, escreveu, Paul Valéry, acrescenta, L'EXPRESS.

    As viagens que fizeram a França fazem a capa do semanário LE POINT. "A nossa História só se explica através do mundo", escreveu o historiador, Michelet.  O historiador tinha razão porque a França construiu-se viajando pelo mundo. A França dos navegadores de Luis XIV, a França da expansão por terras americanas, como Luisiana e Mississipi, dos irmãos normandos de Sumatra, a Françafrica do Gabão, do Congo Brazaville, do Zaire, da colonização da África negra, ou a África equatorial francesa.

    Porque todos os caminhos vão dar a Roma, grandes escritores como Stendhal, foram inspirar-se na Itália, ou porque a França é aventureira, Napoleão, esteve no Egito das Pirâmides, na Alemanha, em Áustria e em toda a Europa e o filósofo Tocqueville, atravessou o Atlântico, para ir escrever seu clássico Da Democracia na América, acrescenta, LE POINT.

    Enfim, a JEUNE AFRIQUE online, refere-se ao Uganda, o que se tem de saber sobre Yoweri Museveni, bem posicionado para ser presidente vitalício. Aos 76 anos, dos quais 34 anos no poder, o chefe de Estado ugandês, concorrerá para um sexto mandato a 14 de janeiro. Para já fez tudo para não dar chance nenhuma aos seus adversários. Pouco inclinado à reforma, Museveni, fez saltar o imperativo constitucional de dois mandatos presidenciais, logo em 2005, e em 2017,  suprimiu a idade limite que era de 75 anos, para se concorrer à magistratura suprema, nota, JEUNE AFRIQUE. 

    5 min
  • Impacto mundial da Covid-19 em destaque nas revistas francesas

    Num ano que se aproxima do fim, o impacto mundial da pandemia de Covid-19 é destacado nas revistas francesas desta semana. Fome, desemprego, vacinas e “fake-news” são alguns dos temas dominantes.

    Começamos com o Courrier International que faz manchete com o amor em tempos de covid-19, mas que destaca, nas páginas interiores, realidades muito menos românticas. É o caso da fome de milhões de famílias nos Estados Unidos já que em nove meses os pedidos de ajuda alimentar subiram vertiginosamente. Em França, a pandemia dá o golpe de graça ao emprego com o fecho de fábricas e deslocalizações que ameaçam o tecido industrial e as famílias.

    O Courrier International  tem também uma chamada de primeira página sobre o Brexit intitulada “Reino Unido: Adeus União Europeia e bom declínio”. O redactor do artigo do The Daily Telegraph defende que a saída da União Europeia é uma libertação.

    A revista publica, também, um artigo sobre o artista Davido descrito como “o som da contestação na Nigéria”. “Estrela mundial do afrobeat, o cantor nigeriano era conhecido por fazer dançar o seu país, mas nos últimos meses os seus ritmos transformaram-se na batida da revolta”.

    La Vie faz manchete com o “Líbano, um país à procura de esperança”, com uma fotografia em grande formato de uma pessoa na varanda de um prédio destruído a olhar para o devastado porto de Beirute, quatro meses depois da explosão de nitrato de amónio. 

    Outro destaque nesta revista vai para o que é descrito como “a bomba relógio dos cancros” em tempos de Covid-19 devido a atrasos no diagnóstico e a operações adiadas.

    L’Obs titula em primeira página “Na cabeça dos conspiradores”, em torno das “fake news”, da Covid-19, das vacinas, etc. “A teoria da conspiração é um fenómeno cada vez mais espalhado”, alerta.

    Ainda nesta revista, destaque para o chamado “Pantera Negra”, o congolês Emery Mwazulu Diyabanza que quer dar a África obras que estão nos museus franceses.

    L’Obs publica, também, um artigo sobre o futebolista francês de origem portuguesa, Antoine Griezmann, que rompeu o contrato com a Huawey para denunciar a participação do grupo chinês na repressão contra os uiguires.

    Le Point faz manchete com “as viagens que construíram a França” a nível artístico, político e científico.

    A revista também publica uma reportagem sobre descobertas arqueológicas em tempos de Covid-19 e poucos turistas, nomeadamente em Saqqarah, a grande necrópole no sul do Cairo, no Egipto.

    Le Point também publica um dossier sobre como o Presidente francês Emmanuel Macron renova com a tradição literária da língua francesa, algo que se teria perdido desde François Mitterrand.

    Na capa da L’Express, pode ler-se o título “Dinheiro fácil: a armadilha dos vícios” numa referência às dívidas soberanas dos Estados. “Os países nunca foram tão solicitados para salvar as economias do colapso”, escreve a revista.

    Outro destaque, nas páginas interiores, é a implicação da Eritreia na ofensiva lançada pela Etiópia contra a região do Tigré. A revista explica “porque é que os antigos inimigos se aliaram”.

     

    4 min

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Neste programa passamos em revista os destaques dos semanários editados em França.

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