Para dar nome às coisas

Para dar nome às coisas

By Natália SousaSociety & Culture
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Para dar nome às coisas episodes

  • S03EP102 - Não esqueça de celebrar os seus passos
    Eu não sei você, mas eu tenho uma lista gigante de "quero chegar lá", mas me esqueço sempre de visitar a lista do "eu já cheguei". Toda vez que eu pego a Marginal para ir trabalhar, eu esqueço que eu repeti quatro vezes no exame do DETRAN. Toda vez que eu sinto que eu poderia fritar um ovo, enquanto eu dirijo, eu tendo a esquecer do quanto aquilo já foi um desejo intenso pra mim. Do quanto eu queria demais conseguir fazer aquilo um dia. E aquele dia, chegou, e eu comemorei, mas como quase todas as outras coisas da minha lista de "já cheguei", eu não voltei mais pra elas.
    Eu não sei como são as suas entrevistas de emprego, mas a maioria das que eu já participei, sempre tem a pergunta: o que você quer ser daqui cinco anos? Quando, na verdade, o melhor medidor de sucesso de uma pessoa, deveria ser: o que pra você era extremamente difícil e que hoje você faz com facilidade? Hoje, só por hoje, no lugar de pensar onde você quer chegar, faça uma lista dos lugares, das transformações, das compreensões, das realizações que você já realizou. Só por hoje, faça da sua lista de "já cheguei lá" a coisa mais importante da sua vida.
    edição @valdersouza1 identidade visual @amandafogaça texto: @natyops 00:01
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    52 min
  • S03EP101 - Procrastinação (amanhã eu deixo para depois)
    Procrastinação é quando a gente assina um cheque de desconforto pra semana que vem, mas vai pagando os juros todos os dias. E isso quer dizer que procrastinação não tem a ver com respeitar cansaço, nem com aceitar as pausas, nem com entender quais são os nossos limites e atendê-los.
    Procrastinação não é desmoronar no sofá, depois de 10 horas trabalhando, quando você tem um médico para marcar. Isso é outra coisa.
    E é importante ter isso posto, porque num tempo extremamente produtivista, é fácil achar que você tá procrastinando, quando na verdade, você só está suplicando para que alguém pare de escrever mais coisas numa lista em que você sempre tem a sensação de que está devendo. 
    Respeitar o seu cansaço não é procrastinação, jogar para amanhã algo que você está exauste demais pra fazer hoje, é saudável, não embarcar em demandas da moda pra respeitar a sua singularidade é louvável – chama limite.
    Dito isso, é preciso descobrir o que é, de fato, procrastinação. Nessa tentativa, eu descobri que ela é só a ponta do iceberg, o que quebra o casco do barco, o que paralisa a nossa navegação, está embaixo da água. É sobre isso que eu partilho nesse episódio. Você vem?
    edição @valdersouza1 identidade visual @amandafogaca texto @natyops
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    35 min
  • S03EP100 - Uma estrada em cem semanas
    Cem semanas. Setecentos dias. Quantas coisas aconteceram na sua vida nesses últimos dois anos? Quantas vezes você pensou que não ia dar conta, mas deu? Quantas vezes você achou que não ia dar pé, mas conseguiu, de algum jeito, alcançar a outra margem? Quantos aprendizados? Quantos novos sonhos? Quantos novos encontros, novas histórias? Quantos fracassos, quantos medos? Quantos dias, desses dias, você achou que não ia conseguir ficar de pé, mas ficou e isso mudou a sua compreensão sobre você? Quanto da sua coragem você
    descobriu? Quanto da sua persistência, da sua capacidade de recomeçar,
    da sua habilidade de se encontrar, depois de se perder? Quanto de você,
    você aprendeu? 
    edição @valdersouza1 texto @natyops identidade visual @amandafogaca • no Instagram @paradarnomeascoisas • no Twitter @paradarnome
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    34 min
  • S03EP99 - O Amor que a gente inventa
    Lembro da adolescência, das minhas paixões platônicas. A pessoa passava apertada pra ir no banheiro e eu já achava que ela estava correndo porque tinha ficado nervosa ao me ver. A pessoa coçava a testa e eu já acha que era um sinal pra me mostrar que estava sem aliança. Na idealização, a gente não vê a realidade, a gente não vê o outro, a gente só vê a história que a gente se contou. A notícia boa é que idealização é tipo açúcar, ela se dissolve quando a gente mexe. E mexer, nesse caso, é se movimentar da fantasia pra realidade. Às vezes é duro, mas como diz aquela sabedoria milenar: a verdade liberta.
    A nossa mesa de bar hoje foi sugerida por vocês <3. Te espero no @spotify, cê vem? edição @valdersouza1 identidade visual @amandafogaça texto @natyops
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    29 min
  • S03EP98 - Liberdade para ser quem é.
    Para mim, uma das grandes potências do autoconhecimento não é te fazer livre, como dizem que ser livre é, mas te libertar para que você possa experimentar a liberdade do seu jeito.
    Hoje eu sei que ter a agenda cheia de contatos não é liberdade para mim, mas viver relações profundas, encarando as minhas vulnerabilidades, assumindo o que eu não sei e compartilhando os meus medos, é.
    Hoje eu sei que sexo casual, para mim, não é liberdade, mas entrar numa conversa difícil e desconfortante na relação em que eu escolhi estar, é.
    Mas hoje eu também sei que não existe dez passos para ser livre, nem vento no rosto embalado a vácuo, muito menos liberdade que é igual para todo mundo. O que existe são estradas que fazem - ou não fazem - sentido pro nosso coração e é preciso viver e se observar pra encontrar as chaves que abrem o nosso peito - geralmente elas são únicas. Liberdade para ser - e viver - a gente não terceiriza, mas conhece dentro de si. 
    É por aí que vai a nossa mesa de bar, cê vem? hoje. Cê vem? / edição @valdersouza1 texto @natyops
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    40 min
  • S03EP97 - Saudade é para quem viveu
    Imagina que você mora em uma cidade que não tem angústia, nem medo, nem tristeza, nem vazio existencial, nem dúvida. Na verdade, quando eu digo que não tem, o que eu quero dizer é que ao menor sinal de qualquer uma dessas emoções ou sentimentos, a ordem é que você saque uma pílula colorida mágica do bolso e engula. Você faz isso até sem pensar, como um hábito, que você repete por muito tempo e que você nem sabe, exatamente, quem era você antes dele. No instante que você engole a pílula, todos os sentimentos e sensações que habitam em qualquer peito humano, desaparecem. Você não tem mais angústia, medo, tristeza, vazio existencial e nem dúvida. mas tem mais: você também não tem saudade. Porque saudade é um sentimento exclusivo de quem se comprometeu com a vida, de quem carimbou com o próprio peito a existência, de quem viveu entregue, de quem estava lá, quando estava lá. Saudade só sente quem viveu.
    é por aí que vai a nossa mesa de bar! cê vem? edição @valdersouza1 identidade visual: @amandafogaça texto e voz: @natyops
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    53 min
  • S03EP96 - Você respeita o teu tempo? (ou sobre falar não)
    Eu não sei você, mas por muito tempo as minhas decisões foram baseadas no clima de fora. O que me fazia dizer “sim” ou “não” era o quanto a minha resposta ia me deixar mais perto da expectativa do outro. Ou seja: se o outro esperava um “sim”, a chance de eu dizer “sim” era gigante. Se o outro esperava um “não”, a chance de eu dizer “não” era gigante. A minha preocupação em agradar as pessoas era tão grande, que eu só ia me preocupar com a minha resposta quando eu já estava lá, me arrumando pra aquela festa que eu não queria ir, enquanto eu fazia uma lista de mental de todas as coisas importantes que eu estava abrindo mão e que iam cobrar um preço mais tarde. A real é que por muito tempo, eu lidei com os meus desejos como aquela janela que corresponde às expectativas dos climas externos. Fazia o que era esperado, guiada pelas estações que aconteciam fora do meu peito e não dentro dele. Mas isso, aos poucos, tem mudado. Te conto mais no episódio que entra 00h01 no @spotify você vem?
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    50 min
  • S03EP95 - Depois do naufrágio ainda tem mar
    Acho que confiança é sobre isso. É menos sobre acreditar que tem domínio sobre o mar, sobre a vida, e mais sobre descobrir que você pode aprender a navegar, mesmo que o mar mude. mesmo que o barco afunde. mesmo que o destino, tão desejado, não chegue. Confiança, para mim, é sobre aprender a confiar na sua coragem de se refazer depois dos naufrágios e não há escola que ensine isso. nem teoria que alcance. é preciso se colocar no mar. é preciso se colocar na vida. e rasgar todos os mapas que apontem uma confiança que te compare com outra pessoa. não dá para ser confiante como ninguém, porque a experiência de navegar e de viver é única. o que ímporta é que você acredite que você pode se refazer, mesmo que o mar mude. mesmo que o barco afunde. mesmo que o destino, tão desejado, não chegue. 
    texto @natyops | edição @valdersouza1 | identidade visual @amandafogaca siga a gente: @paradarnomeascoisas no Instagram e @paradarnome no Twitter
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    47 min
  • S03EP94 - Propósito não pode ser prisão
    Em 2019, eu li um livro em que a autora contava como tinha encontrado o próprio propósito. Na época, eu fiquei com inveja da autora, porque eu ainda achava que propósito era uma coisa que a gente passa a vida tentando encontrar e, quando encontra, é só felicidade. É como um passaporte para a autorrealização, como um ingresso para o time dos que pertencem a um significado maior, como um bilhete de loteria premiado. Naquela época, eu acreditava que propósito era tipo encontrar dez reais andando na rua, tem gente que encontra fácil e tem gente que jamais vai encontrar. E eu queria demais ser a pessoa que encontra. Mas o tempo passou e eu vivi coisas que me levaram a esse lugar, o lugar do dez reais na rua, o lugar do encontro com o propósito, mas, pouco tempo depois disso acontecer, a frase que atribuem ao Veríssimo fez muito sentido para mim e é: “quando a gente acha que tem todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas.”
    segue a gente no Instagram: @paradarnomeascoisas
    #spotifypodcasts
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    41 min
  • S03EP93 - O ideal anula o possível

    O contrário de um plano possível não é um plano impossível, mas um plano ideal. Porque ideal, de acordo com o dicionário, é aquilo que é criado no entendimento ou na imaginação, ou seja: é sempre aquela coisa que é melhor no papel, que funciona mais fácil no planilha, que cabe melhor na agenda, que é perfeito no rascunho.


    É tipo aquela corrida que a gente fazia na aula de educação física na escola, cê lembra? No primeiro toque da sirene, a gente disparava, acreditando que conseguiria manter o ritmo por todo percurso, mas bastava chegar na segunda parte da quadra para gente descobrir que planos ideais são ótimos para dar impulso, mas a gente só consegue seguir na vida - e na pista - quando a gente se abre para os planos possíveis.

    É para abraçar a sua versão possível de hoje que o bar abre 00:01 no @spotify. Você vem e traz quem? Conta para gente? edição @valdersouza1 identidade visual @amandafogaça texto: @natyops

    54 min

About Para dar nome às coisas

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Oi, meu nome é Natália Sousa, sou jornalista, roteirista, escritora e comunicadora. Viciada em autoconhecimento, conversas profundas e mergulhos internos (mesmo quando desconfortáveis), criei o Para…

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