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![Fundação (FFMS) - [IN]Pertinente](https://podcast-api-images.s3.amazonaws.com/corona/show/2108484/logo_300x300.jpeg)
No arranque do novo ano, fazemos uma «revisão da matéria dada» em 2023 e destacamos os episódios mais surpreendentes da temporada anterior, apresentada por Hugo van der Ding e Hugo Figueiredo.
A dupla de Hugos baralhou e deu de novo, trazendo temas inesperados para o mundo da Economia. Questionaram para que servem as empresas e desmistificaram a produtividade. Falaram sobre como diferentes estados podem originar diferentes empresas explicaram a tão falada economia digital.
O locutor e o economista também investigaram o estado do ensino superior, a validade das propinas e encontraram o lado bom da Inteligência Artificial. Olharam ainda para a classe média, para o valor de uma vida e para o de um casamento. E, imagine, até descobriram que há economia na arte.
Foi um ano espetacular para a Economia [IN] Pertinente. A seleção que se segue, serve apenas de exemplo para o que poderá encontrar na terceira temporada.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS
O lado bom da Inteligência Artificial
Quanto vale uma vida?
A arte também é Economia?
Quanto vale um casamento?
Os restantes episódios estão disponíveis nas plataformas habituais de podcast e no site da Fundação.
BIOS
HUGO VAN DER DING
É muitas personagens. Locutor, criativo e desenhador acidental. Uma espécie de cartunista de sucesso instantâneo a quem bastou uma caneta Bic, uma boa ideia e uma folha em branco. Criador de personagens digitais de sucesso como a Criada Malcriada e Cavaca a Presidenta, também auto de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, Vamos Todos Morrer, podemos encontrá-lo, ou melhor ouvi-lo, todas as manhãs na Antena 3 ou por detrás dos bonecos que nos surgem todos os dias por aqui e ali.
HUGO FIGUEIREDO
É professor de Economia na Universidade de Aveiro, investigador do CIPES - Centro de Investigação em Políticas do Ensino Superior e colaborador do GOVCOPP – Unidade de Investigação em Governança, Competitividade e Políticas Públicas. É licenciado em Economia pela Universidade do Porto e doutorado em Ciências Empresariais pela Universidade de Manchester. Os seus interesses de investigação centram-se nas áreas da economia do trabalho, da educação e do ensino superior.
Chegou 2024 e, com ele, a seleção dos episódios do [IN] Pertinente Ciência que mais se destacaram no ano que passou.
A batuta da terceira temporada esteve a cargo da Inês Lopes Gonçalves e do Nuno Maulide, que trouxeram para os nossos ouvidos todas as maravilhas do mundo da química.
Inês e Nuno não se pouparam a esforços para demonstrarem como a química está em toda a parte e mesmo no meio de nós. Falaram da química das emoções, da química forense, da que se encontra naquilo que comemos e em tudo o que pomos na pele ou nos cabelos. Viajaram pelo mundo das drogas, entraram lar adentro e chegaram à cozinha, explicaram a química do clima e encontraram-na até no Natal.
Não foi fácil escolher entre tantos e tão bons episódios; mas acredite que os excertos dos quatro que lhe trazemos são um ótimo aperitivo para todos os restantes.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS
Há química entre nós?
A química dos filmes é mesmo a sério?
A química na cozinha (I)
A química na cozinha (II)
A química do Natal
Os restantes episódios estão disponíveis nas plataformas habituais de podcast e no site da Fundação.
BIOS
INÊS LOPES GONÇALVES
É uma pessoa, função que acumula com as de radialista, locutora e apresentadora de televisão. Na rádio, é atualmente uma d’As Três da Manhã da Rádio Renascença, na televisão é anfitriã do talk show Traz Pr’a Frente, na RTP e RTP Memória.
Fez rádio na Antena 3, foi apresentadora do 5 Para a Meia Noite na RTP, e desde 2017 que é uma das caras do Festival da canção. O seu percurso começou na informação como jornalista da Rádio Renascença, passou pela Sport TV, Canal Q, e colaborou com as revistas Time Out, Sábado e semanário Expresso.
NUNO MAULIDE
Nascido em Lisboa em 1979, é professor catedrático premiado e diretor do Instituto de Química Orgânica da Universidade de Viena. Foi eleito Cientista do Ano na Áustria, em 2018.
Estudou Piano e Química em Lisboa, tendo realizado estadas de investigação nas Universidade Católica de Louvain, École Polytechnique em Paris e na Universidade de Stanford. Em 2009, assumiu o cargo de chefe de equipa no Instituto Max Planck para a Investigação sobre o Carvão, em Mülheim an der Ruhr (Alemanha).
Desde 2013, ocupa a cátedra de Síntese Orgânica na Universidade de Viena. É autor do best-seller «Como se Transforma Ar em Pão» e de «Como Desvendar o Quebra-Cabeças da Origem da Vida?», livros em que procura desmistificar a Química e explicar como é omnipresente nas nossas vidas.
Em 2023, Ana Sofia Martins e José Santana Pereira fizeram as honras da casa deste tema que toca tantos aspetos das nossas vidas e imprimiram uma toada mais prática na Política [IN] Pertinente.
Com eles foi possível espreitar outros ângulos, como o do entretenimento, o das sondagens, o que se pode encontrar nos bastidores do governo, como funciona o sistema eleitoral e a igualdade que a democracia trouxe. A dupla debateu também o populismo e os portugueses, a corrupção, como se formam as preferências políticas, as teorias da conspiração e ainda como a beleza e as emoções estão presentes e influenciam a política.
Neste episódio, deixamos-lhe uma seleção dos momentos mais marcantes - subjetiva por certo -, mas poderá sempre partir à descoberta de outros episódios deste ano pródigo em novidades.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS
Os restantes episódios estão disponíveis nas plataformas habituais de podcast e no site da Fundação Francisco Manuel dos Santos.
BIOS
ANA SOFIA MARTINS
Apresentadora, modelo e atriz portuguesa. Foi descoberta por uma agência de modelos aos 14 anos e desde então até vingar na moda, foi um passo. Participou em inúmeras campanhas de publicidade e editoriais nacionais e internacionais. Na televisão, após a sua passagem pela MTV Portugal como apresentadora, estreou-se na representação, num dos projectos de maior sucesso da TVI. O seu currículo conta ainda com projectos de ficção internacionais, com destaque para Devils 2, entre outros ainda por estrear brevemente. A par da sua carreira profissional as causas sociais são uma das grandes preocupações da actriz. Exemplo disso é o apadrinhamento da Casa de Acolhimento Casa Nova.
JOSÉ SANTANA PEREIRA
José Santana Pereira (Nisa, 1982) é professor de Ciência Política no ISCTE, investigador e membro do consórcio Sondagens ICS-ISCTE. Doutorado em Ciências Políticas e Sociais pelo Instituto Universitário Europeu de Florença, tem, nos últimos 15 anos, desenvolvido investigação na área do comportamento eleitoral e da opinião pública, bem como sobre sistemas eleitorais, a relação entre política e entretenimento, ou os efeitos dos média e das campanhas.
As gerações anteriores queriam mudar o mundo; as de agora desejam mudar o seu modo de vida.
As gerações anteriores preconizavam a resistência; as de hoje celebram a existência .
As gerações anteriores lutavam pela igualdade de género; as de agora lutam pela fluidez de género.
As gerações anteriores usavam o seu quarto como território de autonomia e individualidade; as de hoje usam o espaço virtual para o mesmo efeito.
Ana Markl e Vítor Sérgio Ferreira guardaram para o último episódio do ano um tema fascinante: as culturas juvenis. As diferenças entre gerações são notórias e não se resumem aos exemplos citados acima. É que a forma como encaram o corpo, a maneira como comunicam entre si, as referências que procuram em culturas mais distantes, a forma como se exprimem e são capazes de se associar, viver e respeitar na diferença, não têm nada a ver com o que eram as práticas de outros tempos.
Regidos por valores como os da autenticidade, diferença e simplicidade, os jovens de hoje estão a fazer revoluções silenciosas, mas nem por isso menos eficazes. Talvez seja mais interessante compreender e acompanhar: afinal, eles sim, são o futuro.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS
Ferreira, V. S.(2017) Revigoramento, rejuvenescimento e aperfeiçoamento do corpo: culturas somáticas na sociedade portuguesa contemporânea, Política e Trabalho, Revista de Ciências Sociais, 47, pp.75-96
Ferreira, V. S.(2016) Aesthetics of youth scenes: from arts of resistance to arts of existence, Young Vol. 24, 1, pp.66-81
Ferreira, V. S.(2009) Youth scenes, body marks and bio-sociabilities, Young Vol. 17, 3, pp.285-306
Ferreira, V. S.(2008) Ondas, Cenas e Microculturas Juvenis, Plural - Revista do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da USP, 15, pp.99-128
Ferreira, V. S.(2008) Marcas que Demarcam: Tatuagem, Body Piercing e Culturas Juvenis, Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais
BIOS
ANA MARKL
Nasceu em Lisboa, em 1979, com uma total inaptidão para tomar decisões, pelo que se foi deixando levar pelas letras; licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas porque gostava de ler e escrever, mas acabou por se formar em Jornalismo pelo CENJOR. Começou por trabalhar no jornal Blitz para pôr a render a sua melomania, mas extravasou a música e acabou por escrever sobre cultura e sociedade para publicações tão díspares como a Time Out, o Expresso ou mesmo a Playboy. Manteve o pé na imprensa, mas um dia atreveu-se a fazer televisão. Ajudou a fundar o Canal Q em 2010, onde foi guionista e apresentadora. Finalmente trocou a televisão pela rádio, um velho amor que ainda não consumara. Trabalha desde 2015 na Antena 3 como locutora e autora.
VÍTOR SÉRGIO FERREIRA
É doutorado em Sociologia, com especialidade de Sociologia da Educação, Cultura e Comunicação, pelo ISCTE-IUL, Portugal (2006).
Atualmente, é investigador principal no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. É coordenador do grupo de pesquisa LIFE – Percursos de Vida, Desigualdades e Solidariedades, e vice-coordenador do Observatório Permanente da Juventude.
Será que as relações são motivadas pela racionalidade económica? O casamento e a parentalidade potenciam desigualdades? Quais as consequências de crescer numa família monoparental?
Na altura em que se celebra o Natal e como forma de marcar o último episódio desta temporada e da dupla de Hugos, vamos falar de famílias na perspetiva mais fria e objetiva: a da Economia.
Hugo Figueiredo traz à colação dois autores americanos de renome nesta área, Melissa Kearney e Gary Becker, para referir dados que não são animadores: a tendência para a monoparentalidade é um reflexo de como a instituição do casamento favorece os mais qualificados e com maior rendimento, potenciando as desigualdades sociais.
É legítimo, no entanto, colocar a pergunta: sendo a realidade social dos EUA tão diferente da nossa, será que em Portugal o mesmo se está a verificar? Faça play e despeça o ano do [IN] Pertinente Economia com um dos mais brilhantes episódios de 2023.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS
Gary S. Becker, "The Economic Way of Looking at Life" (Coase-Sandor Institute for Law & Economics Working Paper No. 12, 1993).
Becker, G. S. (1991). A treatise on the family: Enlarged edition. Harvard University Press.
Adshade, M. (2013). Dollars and sex: How economics influences sex and love. Chronicle Books.
Goldin, C., & Katz, L. F. (2002). The power of the pill: Oral contraceptives and women’s career and marriage decisions. Journal of political Economy, 110(4), 730-770.
Kearney, M. S. (2023). The Two-Parent Privilege: How Americans Stopped Getting Married and Started Falling Behind. University of Chicago Press.
Kearney, M. S., & Levine, P. B. (2017). The economics of nonmarital childbearing and the marriage premium for children. Annual Review of Economics, 9, 327-352. 15
Autor, D., Dorn, D., & Hanson, G. (2019). When work disappears: Manufacturing decline and the falling marriage market value of young men. American Economic Review: Insights, 1(2), 161-178.
Anelli, M., Giuntella, O., & Stella, L. (2021). Robots, marriageable men, family, and fertility. Journal of Human Resources, 1020-11223R1.
Buss, D. M. (1989). Sex differences in human mate preferences: Evolutionary hypotheses tested in 37 cultures. Behavioral and brain sciences, 12(1), 1-14.
Chiappori, Pierre-André, Bernard Salanié, and Yoram Weiss. 2017. "Partner Choice, Investment in Children, and the Marital College Premium." American Economic Review, 107 (8): 2109-67.
Chiappori, P. A., Dias, M. C., & Meghir, C. (2018). The marriage market, labor supply, and education choice. Journal of Political Economy, 126(S1), S26-S72.
Bruze, G. (2015), Male and Female Marriage Returns to Schooling. International Economic Review, 56: 207-234.
Chiappori, P. A. (2020). The theory and empirics of the marriage market. Annual Review of Economics, 12, 547- 578.
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HUGO VAN DER DING
É muitas personagens. Locutor, criativo e desenhador acidental. Uma espécie de cartunista de sucesso instantâneo a quem bastou uma caneta Bic, uma boa ideia e uma folha em branco. Criador de personagens digitais de sucesso como a Criada Malcriada e Cavaca a Presidenta, também auto de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, Vamos Todos Morrer, podemos encontrá-lo, ou melhor ouvi-lo, todas as manhãs na Antena 3 ou por detrás dos bonecos que nos surgem todos os dias por aqui e ali.
HUGO FIGUEIREDO
É professor de Economia na Universidade de Aveiro, investigador do CIPES - Centro de Investigação em Políticas do Ensino Superior e colaborador do GOVCOPP – Unidade de Investigação em Governança, Competitividade e Políticas Públicas. É licenciado em Economia pela Universidade do Porto e doutorado em Ciências Empresariais pela Universidade de Manchester. Os seus interesses de investigação centram-se nas áreas da economia do trabalho, da educação e do ensino superior.
Natal é cheiro a pinheiro e canela, é o prazer dos chocolates ou do bolo-rei e quem sabe, um charuto depois da ceia. É neve e o pai natal a voar no céu com as suas renas (na nossa imaginação, claro), muitos, muitos embrulhos e emoções boas.
Neste momento, deve estar a perguntar-se: mas como é que há química no Natal? Acredite ou não, há! O tema deste episódio saiu da cabeça do Nuno Maulide e claro que a Inês Lopes Gonçalves adorou a ideia de o desafiar com perguntas sobre esta época festiva, que parecem não ter química em lado nenhum.
Os cheiros que nos consolam, o açúcar que nos alegra, as emoções que partilhamos e até o Pai Natal estão cheios de componentes que, ‘magicamente’, constroem o tão famoso espírito natalício.
É com ele que dizemos adeus a esta dupla. Um episódio que vale a pena saborear.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS
The chemistry of chocolate
Chocolate toxicais in animals
Cinnamaldehyde, fenilpropanoide
Molécula da semana - cinamaldeido
The noses
Polydipsia
Uma química irresistível
Cigar chemistry
What happens in your brain when you give a gift?
A chemistry overview of the beautiful miniature forest known as mosses
Mauve: the history of the colour that revolutionised the world
The Science of Santa
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INÊS LOPES GONÇALVES
É uma pessoa, função que acumula com as de radialista, locutora e apresentadora de televisão. Na rádio, é atualmente uma d’As Três da Manhã da Rádio Renascença, na televisão é anfitriã do talk show Traz Pr’a Frente, na RTP e RTP Memória.
Fez rádio na Antena 3, foi apresentadora do 5 Para a Meia Noite na RTP, e desde 2017 que é uma das caras do Festival da canção. O seu percurso começou na informação como jornalista da Rádio Renascença, passou pela Sport TV, Canal Q, e colaborou com as revistas Time Out, Sábado e semanário Expresso.
NUNO MAULIDE
Nascido em Lisboa em 1979, é professor catedrático premiado e diretor do Instituto de Química Orgânica da Universidade de Viena. Foi eleito Cientista do Ano na Áustria, em 2018.
Estudou Piano e Química em Lisboa, tendo realizado estadas de investigação nas Universidade Católica de Louvain, École Polytechnique em Paris e na Universidade de Stanford. Em 2009, assumiu o cargo de chefe de equipa no Instituto Max Planck para a Investigação sobre o Carvão, em Mülheim an der Ruhr (Alemanha).
Desde 2013, ocupa a cátedra de Síntese Orgânica na Universidade de Viena. É autor do best-seller «Como se Transforma Ar em Pão» e de «Como Desvendar o Quebra-Cabeças da Origem da Vida?», livros em que procura desmistificar a Química e explicar como é omnipresente nas nossas vidas.
De que forma as emoções impactam o modo como vemos a política? Votamos em melhores argumentos ou em melhores sentimentos? Pessoas de esquerda e de direita têm as mesmas predisposições emocionais? As emoções expressas pelos políticos são espontâneas ou parte de uma estratégia?
Ana Sofia Martins e José Santana Pereira despedem-se de 2023 com um tema poderoso. Neste último episódio irão falar de exemplos nacionais e internacionais, referir resultados de estudos e analisar um pouco mais em detalhe slogans de campanha emblemáticos como ‘Yes, we can’ ou ‘Razão e coração’. Não faltará a menção à política no feminino e ao escrutínio das mulheres no que toca às emoções. E, para fechar da melhor maneira, Ana Sofia fará a pergunta mais difícil de todas: haverá lugar para o amor, na política?
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS
Amaral Dias, Joana (2014), O cérebro da política: como a personalidade, emoção e cognição influenciam as escolhas políticas. Lisboa: Edições 70
Mints, Alex, Valentino, Nicholas A. e Wayne Carly (2022). Beyond rationality: behavioural political science in the 21st century. Cambridge: Cambridge University Press
Pimentel, José Maria, e Amaral Dias, Joana (2019), Psicologia política: personalidade, emoção, moral e cognição. Episódio 55 do Podcast ’45 graus’.
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ANA SOFIA MARTINS
Apresentadora, modelo e atriz portuguesa. Foi descoberta por uma agência de modelos aos 14 anos e desde então até vingar na moda, foi um passo. Participou em inúmeras campanhas de publicidade e editoriais nacionais e internacionais.
Na televisão, após a sua passagem pela MTV Portugal como apresentadora, estreou-se na representação, num dos projectos de maior sucesso da TVI. O seu currículo conta ainda com projectos de ficção internacionais, com destaque para Devils 2, entre outros ainda por estrear brevemente.
A par da sua carreira profissional as causas sociais são uma das grandes preocupações da actriz. Exemplo disso é o apadrinhamento da Casa de Acolhimento Casa Nova.
JOSÉ SANTANA PEREIRA
É professor de Ciência Política no ISCTE, investigador e membro do consórcio Sondagens ICS-ISCTE.
Doutorado em Ciências Políticas e Sociais pelo Instituto Universitário Europeu de Florença, tem, nos últimos 15 anos, desenvolvido investigação na área do comportamento eleitoral e da opinião pública, bem como sobre sistemas eleitorais, a relação entre política e entretenimento, ou os efeitos dos média e das campanhas.
Na geração dos avós dos jovens de hoje, tirar um curso era só para alguns; um curso superior era uma garantia de trabalho; o trabalho era (o mesmo) para toda a vida.
Os tempos mudaram, fazendo com que muitas destas coisas sejam hoje vividas de outra forma. É verdade que tirar um curso superior se democratizou e que os jovens têm mais liberdade para escolher aquilo em que querem trabalhar, mas… será isso sinómino de estabilidade ou segurança, e que podem sonhar com o trabalho ideal? Ou será que, como tanta gente apregoa, fazem parte de «uma geração de descontentes, mimados, que não sabem o que querem»?
O investigador Vítor Sérgio Ferreira vai contar todos os desafios que se colocam aos jovens de hoje ao entrar no mercado de trabalho: a volatilidade, os estágios eternos, a necessidade de atualização permanente, a precariedade cujo termo foi «suavizado» com a palavra «flexibilidade» , assim como tantos outros. Ser jovem é um desafio, mas ainda há espaço para se poder sonhar.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS
Jovens e gerações em tempos de crise
Observatório da Emigração
Imagens e políticas de juventude na viragem neoliberal
A pedagogização de novas profissões de sonho
Ser Dj não é só soltar o play
Das Belas Artes às artes de tatuar
Os Jovens em Portugal, hoje
Margarida Gaspar de Matos, Saúde Psicológica e Bem-estar
Renato Miguel do Carmo, Ana Rita Matias, Retratos da Precariedade
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ANA MARKL
Nasceu em Lisboa, em 1979, com uma total inaptidão para tomar decisões, pelo que se foi deixando levar pelas letras; licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas porque gostava de ler e escrever, mas acabou por se formar em Jornalismo pelo CENJOR. Começou por trabalhar no jornal Blitz para pôr a render a sua melomania, mas extravasou a música e acabou por escrever sobre cultura e sociedade para publicações tão díspares como a Time Out, o Expresso ou mesmo a Playboy. Manteve o pé na imprensa, mas um dia atreveu-se a fazer televisão. Ajudou a fundar o Canal Q em 2010, onde foi guionista e apresentadora. Finalmente trocou a televisão pela rádio, um velho amor que ainda não consumara. Trabalha desde 2015 na Antena 3 como locutora e autora.
VÍTOR SÉRGIO FERREIRA
É doutorado em Sociologia, com especialidade de Sociologia da Educação, Cultura e Comunicação, pelo ISCTE-IUL, Portugal (2006).
Atualmente, é investigador principal no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. É coordenador do grupo de pesquisa LIFE – Percursos de Vida, Desigualdades e Solidariedades, e vice-coordenador do Observatório Permanente da Juventude.
Como se contabiliza o talento?
Que valor tem a criatividade?
Os mercados da arte regem-se pelas mesmas regras dos outros?
Neste episódio vamos falar de artes visuais, de pintura, escultura, mas também de rock and roll e outras formas de arte. Tudo porque a arte é um mercado importante e peculiar. Peculiar na forma como se rege, como modifica as perceções de valor, como eleva determinados artistas ao ‘Olimpo’ e deixa outros pelo caminho, aos quais não falta talento.
É verdade: a arte também é economia e a nossa dupla de Hugos vai explicar as nuances que tornam este ‘setor’ das nossas vidas algo tão importante e, vamos dizê-lo, original até na forma como aborda a própria… Economia. Abramos alas à arte.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS
A Arte como Bem Económico:
Heffetz, O., & Frank, R. H. (2011). Preferences for Status: evidence and economic implications. in Handbook of Social Economics (vol. 1, pp. 69-91). North-Holland.
Michael Schneider (2007) The Nature, History and Significance of the Concept of
Positional Goods, History of Economics Review, 45:1, 60-81, doi: 10.1080/18386318.2007.11681237
W.J. Baumol and W.G. Bowen (1966). Performing Arts - The Economic Dilemma. A study of problems common to Theater, Opera, Music and Dance. New York, The Twentieth Century Fund.
Veblen, T. (1899). The Theory of the Leisure Class. Oxford University Press.
O Mercado da Arte:
Fraiberger, S. P., Sinatra, R., Resch, M., Riedl, C., & Barabási, A. L. (2018). Quantifying Reputation and Success in Art. Science, 362(6416), 825-829.
Resch, M. (2021). How to Become a Successful Artist. Phaidon.
Abbing, H. (2008). Why are Artists Poor?: the exceptional economy of the arts (p. 368). Amsterdam University Press.
Uma Perspetiva Económica sobre a Música:
Krueger, A. B. (2019). Rockonomics: a backstage tour of what the music industry can teach us about economics and life. Currency.
Talento, Sorte ou Influência?:
Salganik, M. J., & Watts, D. J. (2008). Leading the herd astray: An experimental study of selffulfilling prophecies in an artificial cultural market. Social psychology quarterly, 71(4), 338- 55.
Goldin, C., & Rouse, C. (2000). Orchestrating impartiality: The impact of “blind” auditions on female musicians. American economic review, 90(4), 715-741.
Porque é que se fala tanto do ‘efeito de estufa’?
Porque é que já não se fala do buraco na camada de ozono?
Porque que quando se resolve uma questão climática aparece logo outra a seguir?
Será que a química também explica tudo isto? O cientista Nuno Maulide acha que sim e Inês Lopes Gonçalves quis saber como. E por isso, neste episódio, vai ouvir falar muito de gases (os da atmosfera e muitos outros), de estrume e de vacas. Vai também perceber como o gelo guarda ‘cápsulas do tempo’, permitindo-nos conhecer a qualidade do ar noutras eras.
Vai ouvir como o ser humano é capaz de criar soluções absolutamente inovadoras para as questões climáticas; e como seria relativamente simples resolver, por exemplo, o problema do excesso de dióxido de carbono na atmosfera.
Respire fundo: neste ‘A química do clima’, Inês Lopes Gonçalves e Nuno Maulide vão dar o seu melhor para trazer um pouco de luz sobre estes assuntos. Quimicamente falando, claro.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS
BIOS
INÊS LOPES GONÇALVES
Radialista, locutora e apresentadora de televisão. Na rádio, é atualmente uma d’As Três da Manhã da Rádio Renascença, na televisão é anfitriã do talk show Traz Pr’a Frente, na RTP e RTP Memória.
NUNO MAULIDE
Professor catedrático premiado e diretor do Instituto de Química Orgânica da Universidade de Viena. Foi eleito Cientista do Ano na Áustria, em 2018.
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4 comunicadores, 4 especialistas, 4 temas - Economia, Sociedade, Política e Ciência -, todas as semanas no [IN] Pertinente. Um confronto bem disposto entre a curiosidade e o saber. Porque quando há…

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