
Sign up to save your podcasts
Or

![Fundação (FFMS) - [IN]Pertinente](https://podcast-api-images.s3.amazonaws.com/corona/show/2108484/logo_300x300.jpeg)
Como se define, hoje, esta classe que não é nem alta nem baixa? Como se chega à classe média? Por que razão a maioria das pessoas acha que está abaixo ou acima dela? Que importância tem a classe média para a Economia?
Sobram comentários, artigos e opiniões acerca de como as crises recentes têm abalado a classe média: perda do poder de compra, perdas significativas na qualidade de vida. Quem se pode incluir na classe média?
O Hugo van der Ding quis saber e o Hugo Figueiredo traz, neste episódio, uma definição mais rica desta classe, baseada na dimensão dos rendimentos, mas olhando também para muitas outras, como a das escolhas culturais, ou o lugar onde se vive.
A nossa dupla de Hugos vai explicar como o ‘aperto’ da classe média tem consequências políticas importantes e, partindo daí, como outras se podem desenhar. É que uma classe média saudável é sinónimo de uma Economia saudável. Estará Portugal consciente disso?
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS
Simulador Eurostat;
Simulador OCDE;
Simulador PEW Research Center;
Reeves, Richard V., Katherine Guyot, and Eleanor Krause. "Defining the middle class: Cash, credentials, or culture." Brookings: Washington, DC, USA (2018): 24.
O “Aperto” da Classe Média:
OECD (2019), Under Pressure: The Squeezed Middle Class, OECD Publishing, Paris.
Derndorfer, J., & Kranzinger, S. (2021). The Decline of the Middle Class: New Evidence for Europe. Journal of Economic Issues, 55(4), 914-938.
Desigualdade de Rendimentos e Classe Média em Portugal:
Ferreira, P., Lopes, M. C., & Tavares, L. P. (2021), O Salário Médio em Portugal. Fundação Calouste Gulbenkian.
Peralta, S., Carvalho, B. P., & Esteves, M. (2023). Portugal, Balanço Social 2022. Nova School of Business and Economics.
Rodrigues, Carlos Farinha (20 de Março de 2023). Portugal Desigual. Um Retrato da Desigualdade de Rendimentos e da Pobreza no País
Desigualdade, Desenvolvimento e Desempenho Económico:
Stiglitz, J. E. (2012). The price of inequality: How today's divided society endangers our future. WW Norton & Company.
Easterly, W. The Middle Class Consensus and Economic Development. Journal of Economic Growth 6, 317–335 (2001).
Banerjee, Abhijit, V., and Esther Duflo. 2008. "What Is Middle Class about the Middle Classes around the World?" Journal of Economic Perspectives, 22 (2): 3-28.
Como Leões Marinhos: Corridas Posicionais e Efeitos de Desigualdade em Cascata:
Frank, R. H. (2012). The Darwin economy: Liberty, competition, and the common good, Princeton University Press.
Frank, R., A. Levine and O. Dijk (2014), “Expenditure Cascades”, Review of Behavioral Economics, Vol. 1/1-2, pp. 55-73,
Bertrand, M. and A. Morse (2016), “Trickle-Down Consumption”, Review of Economics and Statistics, Vol. 98/5, pp. 863-879
BIOS
ANA SOFIA MARTINS
Apresentadora, modelo e atriz portuguesa. Foi descoberta por uma agência de modelos aos 14 anos e desde então até vingar na moda, foi um passo. Participou em inúmeras campanhas de publicidade e editoriais nacionais e internacionais. Na
Diga lá se são mitos ou verdades:
Uma nódoa de vinho tinto sai com vinho branco.
Camisas com manchas amarelas só têm um destino: o caixote do lixo.
Mas pôr a roupa ao sol resolve-lhe o problema. Ou não?
Se não quer arriscar ou se tem todas as certezas, venha tirar a prova dos nove com a Inês Lopes Gonçalves e o cientista Nuno Maulide.
Desta vez, eles vão abrir armários, despensas, gavetas, as deste século e as de séculos anteriores, para explicarem o que anda dentro da multidão de frascos, bisnagas, sprays e quejandos que temos em casa para limpar, desinfetar, tirar nódoas ou lavar.
O Nuno vai falar-nos da química de todos estes produtos, mas, não contente com isso, a Inês ainda lhe irá perguntar sobre o efeito real das mezinhas do tempo das nossas bisavós. Nesta viagem, a dupla ainda nos levará a um passado distante, no qual o produto preferido para a lavagem das roupas era, nada mais, nada menos do que… a urina.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS
The chemistry of stain removal
The chemistry of cleaning
Cleaning your clothes with chemistry
From Gunpowder to Teeth Whitener: The Science Behind Historic Uses of Urine
Ammonia
Sabão
20 simple ways to keep mosquitoes away
How do mothballs work?
Tudo o que sempre quis saber sobre o sabão azul
Sabão azul: o poderoso desinfetante
BIOS
INÊS LOPES GONÇALVES
Inês Lopes Gonçalves é uma pessoa, função que acumula com as de radialista, locutora e
apresentadora de televisão. Na rádio, é atualmente uma d’As Três da Manhã da Rádio Renascença, na televisão é anfitriã do talk show Traz Pr’a Frente, na RTP e RTP Memória.
Fez rádio na Antena 3, foi apresentadora do 5 Para a Meia Noite na RTP, e desde 2017 que é uma das caras do Festival da canção. O seu percurso começou na informação como jornalista da Rádio Renascença, passou pela Sport TV, Canal Q, e colaborou com as revistas Time Out, Sábado e semanário Expresso.
NUNO MAULIDE
Nascido em Lisboa em 1979, é professor catedrático premiado e diretor do Instituto de Química Orgânica da Universidade de Viena.
Foi eleito Cientista do Ano na Áustria, em 2018.
Estudou Piano e Química em Lisboa, tendo realizado estadas de investigação nas Universidade Católica de Louvain, École Polytechnique em Paris e na Universidade de Stanford. Em 2009, assumiu o cargo de chefe de equipa no Instituto Max Planck para a Investigação sobre o Carvão, em Mülheim an der Ruhr (Alemanha).
Desde 2013, ocupa a cátedra de Síntese Orgânica na Universidade de Viena. É autor do best-seller “Como se Transforma Ar em Pão” e de “Como Desvendar o Quebra-Cabeças da Origem da Vida?”, livros em que procura desmistificar a Química e explicar que ela – a Química – é omnipresente nas nossas vidas.
Existem dicas para reconhecer uma sondagem fidedigna?
Como são exploradas as sondagens pelos media?
De que modo são lidas pelos políticos?
Que influência têm sobre a estratégia dos partidos?
Acredite, depois deste episódio vai achar as sondagens muito mais interessantes. Gostaria de ter dicas para reconhecer uma sondagem credível? O José Santana Pereira e a Ana Sofia Martins vão dar a receita. Não sabe o que querem dizer intervalo de confiança ou margem de erro? A dupla também vai explicar. E os partidos e seus políticos: como as utilizam para dar de novo ou baralhar? Pois é, este episódio vai demonstrar o quanto a velha frase proferida pelos políticos é verdadeira: é que ‘as sondagens valem (mesmo) o que valem’ e valem ainda mais quando sabemos como as interpretar.
Ouça o 1º episódio sobre este tema: Política: Como se fazem as sondagens?
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS
Magalhães, Pedro (2011) Sondagens, Eleições e Opinião Pública. Lisboa: Fundação Francisco Manuel dos Santos;
Bethlehem, Jelke (2018) Understanding Public Opinion Polls. Boca Raton, Florida: CRC Press;
Asher, Herb (2017). Polling and the Public: What Every Citizen Should Know. (9th edition). Washington, DC: CQ Press.
Pereira, Miguel (2019) Do Parties Respond Strategically to Opinion Polls? Evidence from Campaign Statements. Electoral Studies 59: 78-86.
Pereira, Miguel M. (2020). Responsive Campaigning: Evidence from European Parties. The Journal of Politics 82(4): 1183-1195.
Podcast [IN] Pertinente ‘Como se fazem as sondagens?’
BIOS
ANA SOFIA MARTINS
Apresentadora, modelo e actriz portuguesa. Foi descoberta por uma agência de modelos aos 14 anos e desde então até vingar na moda, foi um passo. Participou em inúmeras campanhas de publicidade e editoriais nacionais e internacionais.
Na televisão, após a sua passagem pela MTV Portugal como apresentadora, estreou-se na representação, num dos projectos de maior sucesso da TVI. O seu currículo conta ainda com projectos de ficção internacionais, com destaque para Devils 2, entre outros ainda por estrear brevemente.
A par da sua carreira profissional as causas sociais são uma das grandes preocupações da actriz. Exemplo disso é o apadrinhamento da Casa de Acolhimento “Casa Nova”.
JOSÉ SANTANA PEREIRA
José Santana Pereira (Nisa, 1982) é professor de Ciência Política no ISCTE, investigador e membro do consórcio Sondagens ICS-ISCTE.
Doutorado em Ciências Políticas e Sociais pelo Instituto Universitário Europeu de Florença, tem, nos últimos 15 anos, desenvolvido investigação na área do comportamento eleitoral e da opinião pública, bem como sobre sistemas eleitorais, a relação entre política e entretenimento, ou os efeitos dos média e das campanhas.
Temos a sensação de que vivemos um momento contrário ao que a história descreveu tantas vezes: o “êxodo” urbano. Será mesmo assim?
Estará a população a diminuir nas cidades e a aumentar fora delas?
E, saem todos, ou apenas os que podem?
Numa nova ‘trilogia de episódios’, Ana Markl recebe Gonçalo Antunes para conversar sobre o tema das Cidades. Este primeiro episódio promete reflexões interessantes: desde as razões históricas que levaram ao nascimento das cidades, à sua expansão no território ou à constatação de que, afinal, este “abandono” das cidades não é assim tão marcado, nem inédito.
A dupla que nos perdoe o ‘spoiler’, mas não há como resistir em revelar uma parte: 55% da população mundial vive nas cidades, mas esta é uma realidade muito recente. Talvez faça parte dos 45% que vive fora das cidades, mas, quem sabe, o seu futuro passará por elas?
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS
Livros:
Documentários:
BIOS
ANA MARKL
Nasceu em Lisboa, em 1979, com uma total inaptidão para tomar decisões, pelo que se foi deixando levar pelas letras; licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas porque gostava de ler e escrever, mas acabou por se formar em Jornalismo pelo CENJOR. Começou por trabalhar no jornal Blitz para pôr a render a sua melomania, mas extravasou a música e acabou por escrever sobre cultura e sociedade para publicações tão díspares como a Time Out, o Expresso ou mesmo a Playboy. Manteve o pé na imprensa, mas um dia atreveu-se a fazer televisão. Ajudou a fundar o Canal Q em 2010, onde foi guionista e apresentadora. Finalmente trocou a televisão pela rádio, um velho amor que ainda não consumara. Trabalha desde 2015 na Antena 3 como locutora e autora.
GONÇALO ANTUNES
Geógrafo, doutorado em Geografia e Planeamento Territorial pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (NOVA FCSH) da Universidade Nova de Lisboa. É professor universitário na NOVA FCSH, coordenador da Licenciatura em Geografia e Planeamento Regional e investigador integrado no Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais (CICS.NOVA).
É especialista em políticas de habitação, dinâmicas do mercado imobiliário, políticas públicas urbanas, geografia urbana, planeamento e ordenamento do território e em estudos urbanos. Dentro destas temáticas tem várias publicações, é coordenador de projetos científicos e organizou exposições enquanto curador, entre outras atividades de disseminação do conhecimento.
Está a revolucionar positivamente o ensino.
Vai trazer mais espaço para a criatividade.
Evita erros em algumas profissões.
Abre caminhos para uma maior especialização.
Surpreendida/o? Sim, estamos a falar da Inteligência Artificial, aquilo que agora anda nas bocas do mundo e não pelas melhores razões. Vista e comunicada pelo lado mais ‘papão’, na realidade também tem trazido muita evolução para a nossa sociedade e, o nosso especialista Hugo Figueiredo, apoiado pelo [IN] Pertinente Hugo van der Ding, vai explicar.
Desde as mudanças de paradigma no ensino (que já boa falta faziam) às alterações positivas no mundo do trabalho, a Inteligência Artificial afinal não é de temer mas antes a perspetivar como algo que permitirá uma maior capacitação de todos nós, a começar pela educação dos nossos filhos.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS
Educação à Prova de Bots e Robots:
A Inteligência Artificial Pode Salvar a Educação:
A Eficácia das Estratégias de Aprendizagem Activa:
Ensino Profissional e Adaptabilidade:
BIOS
Hugo van der Ding é muitas personagens. Locutor, criativo e desenhador acidental. Uma espécie de cartunista de sucesso instantâneo a quem bastou uma caneta Bic, uma boa ideia e uma folha em branco. Criador de personagens digitais de sucesso como a Criada Malcriada e Cavaca a Presidenta, também autor de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, Vamos Todos Morrer, podemos encontrá-lo, ou melhor ouvi-lo, todas as manhãs na Antena 3 ou por detrás dos bonecos que nos surgem todos os dias por aqui e ali.
Hugo Figueiredo é professor de Economia na Universidade de Aveiro, investigador do CIPES - Centro de Investigação em Políticas do Ensino Superior e colaborador do GOVCOPP – Unidade de Investigação em Governança, Competitividade e Políticas Públicas. É licenciado em Economia pela Universidade do Porto e doutorado em Ciências Empresariais pela Universidade de Manchester. Os seus interesses de investigação centram-se nas áreas da economia do trabalho, da educação e do ensino superior.
«Droga (segundo o Dicionário Priberam online):
O dicionário bem o diz e Inês Lopes Gonçalves, acompanhada pelo cientista Nuno Maulide, vai fazer jus a estas definições.
Damos-lhe a oportunidade de fazer uma verdadeira viagem ao mundo das drogas, sejam elas lícitas ou ilícitas, conhecidas ou desconhecidas, passando também pelo universo da batota, ou seja, por aquelas que facilmente consideramos como ‘não-drogas’, mas que, à luz das alterações que nos provocam, se enquadram na mesma categoria.
Nuno Maulide fala de estruturas moleculares, substâncias químicas e compostos, devidamente conduzido por Inês Lopes Gonçalves, que vai querer saber como todas elas modificam o nosso comportamento e a nossa saúde.
Acha que vamos falar só das pesadas? Nada disso: a partir deste episódio vai olhar para a sua bebida energética de forma bastante diferente.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS
BIOS
INÊS LOPES GONÇALVES
Inês Lopes Gonçalves é uma pessoa, função que acumula com as de radialista, locutora e apresentadora de televisão. Na rádio, é atualmente uma d’As Três da Manhã da Rádio Renascença, na televisão é anfitriã do talk show Traz Pr’a Frente, na RTP e RTP Memória.
Fez rádio na Antena 3, foi apresentadora do 5 Para a Meia Noite na RTP, e desde 2017 que é uma das caras do Festival da canção. O seu percurso começou na informação como jornalista da Rádio Renascença, passou pela Sport TV, Canal Q, e colaborou com as revistas Time Out, Sábado e semanário Expresso.
NUNO MAULIDE
Nascido em Lisboa em 1979, é professor catedrático premiado e diretor do Instituto de Química Orgânica da Universidade de Viena.
Foi eleito Cientista do Ano na Áustria, em 2018.
Estudou Piano e Química em Lisboa, tendo realizado estadas de investigação nas Universidade Católica de Louvain, École Polytechnique em Paris e na Universidade de Stanford. Em 2009, assumiu o cargo de chefe de equipa no Instituto Max Planck para a Investigação sobre o Carvão, em Mülheim an der Ruhr (Alemanha).
Desde 2013, ocupa a cátedra de Síntese Orgânica na Universidade de Viena. É autor do best-seller “Como se Transforma Ar em Pão” e de “Como Desvendar o Quebra-Cabeças da Origem da Vida?”, livros em que procura desmistificar a Química e explicar que ela – a Química – é omnipresente nas nossas vidas.
Para que serve uma sondagem?
É simples de fazer?
De que forma se escolhem os inquiridos?
E o formato das perguntas, é pensado?
Como se fazem sondagens em Portugal?
Reparamos mais nelas em tempo de eleições, mas as sondagens andam por todo o lado, e nem sempre são alvo de consensos. Há quem ache que não representam nada, há quem ache que dizem tudo, e muitos outros acham que são feitas de maneira pouco criteriosa.
Será verdade? O politólogo José Santana Pereira, com a ajuda da Ana Sofia Martins, vai explicar para que serve e como é feita uma sondagem rigorosa.
É que há muito trabalho anterior e posterior a um estudo destes; e são esses cuidados, feitos de ‘passos’ bem estudados, que constroem a credibilidade de uma sondagem. Venha conhecê-los: verá como a partir deste episódio a sua leitura das próximas sondagens será muito diferente… e sobretudo mais impermeável a ‘achismos’.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS
Magalhães, Pedro (2011) Sondagens, Eleições e Opinião Pública. Lisboa: Fundação Francisco Manuel dos Santos;
Bethlehem, Jelke (2018) Understanding Public Opinion Polls. Boca Raton, Florida: CRC Press;
Asher, Herb (2017). Polling and the Public: What Every Citizen Should Know. (9th edition). Washington, DC: CQ Press.
BIOS
ANA SOFIA MARTINS
Modelo, apresentadora e actriz portuguesa. Foi descoberta por uma agência de modelos aos 14 anos e desde então até vingar na moda, foi um passo. Participou em inúmeras campanhas de publicidade e editoriais nacionais e internacionais.
Na televisão, após a sua passagem pela MTV Portugal como apresentadora, estreou-se na representação, num dos projectos de maior sucesso da TVI. O seu currículo conta ainda com projectos de ficção internacionais, com destaque para Devils 2, entre outros ainda por estrear brevemente.
A par da sua carreira profissional as causas sociais são uma das grandes preocupações da actriz. Exemplo disso é o apadrinhamento da Casa de Acolhimento “Casa Nova”.
JOSÉ SANTANA PEREIRA
José Santana Pereira (Nisa, 1982) é professor de Ciência Política no ISCTE, investigador e membro do consórcio Sondagens ICS-ISCTE.
Doutorado em Ciências Políticas e Sociais pelo Instituto Universitário Europeu de Florença, tem, nos últimos 15 anos, desenvolvido investigação na área do comportamento eleitoral e da opinião pública, bem como sobre sistemas eleitorais, a relação entre política e entretenimento, ou os efeitos dos média e das campanhas.
Ainda não se podem remeter ao passado os temas relacionados com a vulnerabilidade da mulher: a violência doméstica persiste, os abusos continuam a ser frequentes, as mulheres ainda não perderam o receio de andar sozinhas numa rua escura, de trancar o carro ou de pedir a amigas que lhes digam que chegaram a casa em segurança.
Se é verdade que a consciência sobre estes temas já sofreu uma evolução, a realidade é que ainda continua muito por fazer. Ana Markl vai questionar a socióloga Anália Torres sobre toda esta narrativa ancestral do ‘sexo fraco’, naquele que é o último episódio desta dupla.
Anália Torres exemplificará com clareza, e muitas vezes recorrendo a dados e estudos, a relação entre o cultural e o biológico, a falência de muitas soluções que acabam por proteger mais os agressores do que as vítimas, a ineficiência das cidades para a segurança das mulheres, e muitas outras dimensões que fazem pensar no longo caminho ainda a percorrer.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS
Violências de género, Sofia Neves e Dália Costa (Coords.), Edições ISCSP: Coleção Estudos de Género
Género na rush hour of life: Trabalho, família e condições de vida em Portugal e na Europa, Anália Torres (Coord.), Francisco Manuel dos Santos
Os usos do tempo de homens e de mulheres em Portugal, Heloísa Perista et al., CESIS e CITE
BIOS
ANA MARKL
Ana Markl nasceu em Lisboa, em 1979, com uma total inaptidão para tomar decisões, pelo que se foi deixando levar pelas letras; licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas porque gostava de ler e escrever, mas acabou por se formar em Jornalismo pelo CENJOR. Começou por trabalhar no jornal Blitz para pôr a render a sua melomania, mas extravasou a música e acabou por escrever sobre cultura e sociedade para publicações tão díspares como a Time Out, o Expresso ou mesmo a Playboy. Manteve o pé na imprensa, mas um dia atreveu-se a fazer televisão. Ajudou a fundar o Canal Q em 2010, onde foi guionista e apresentadora. Finalmente trocou a televisão pela rádio, um velho amor que ainda não consumara. Trabalha desde 2015 na Antena 3 como locutora e autora.
ANÁLIA TORRES
Doutorada em Sociologia, professora catedrática e coordenadora da Unidade de Sociologia no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), da Universidade de Lisboa. Fundou e dirige o Centro Interdisciplinar de Estudos de Género (CIEG), do ISCSP. Integra a equipa responsável pela aplicação do European Social Survey em Portugal, desde 2002.
É perita nos temas do género, família, casamento, divórcio, relação trabalho/família, proteção de crianças e jovens, assédio moral e sexual, entre outros, criou vários cursos de mestrado e de pós-graduação nestes domínios. As investigações que tem dirigido têm servido de base a mudanças legislativas de que são exemplo a alteração da lei do divórcio ou as mudanças relativas ao assédio moral e sexual.
Integrou várias redes internacionais de pesquisa dos Framework Programs 6, 7 e do Horizon 2020 da Comissão Europeia. Foi Presidente da Associação Portuguesa de Sociologia (2002-2006) e da European Sociological Association (2009-2011). Integrou o painel de avaliação Institutions, values, beliefs and behaviour do European Research
Council (ERC)e ocupou vários cargos na International Sociological Associa5on. Faz parte do Conselho de Administração da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES) desde 2020.
Ver mais em www.analiatorres.com
O ensino superior massificou-se.
A massificação alterou o destino das pessoas que o frequentam.
Modificou a forma e o conteúdo dos cursos.
Ampliou a oferta de diplomados.
De que maneira isso se reflecte na economia?
Antigamente, os cursos superiores eram para as elites. Com a democracia veio também a democratização do ensino superior. Ajustes tiveram de ser feitos na qualidade e regulação; mas os números e os estudos demonstram que, hoje em dia, mais pessoas têm acesso a um futuro profissional melhor. Assim o dizem o economista Hugo Figueiredo e Hugo van der Ding, sem contudo deixar de pôr o dedo nas feridas que se abriram com a massificação.
E entre esses desafios estão a maior oferta de diplomados que não é acompanhada pela procura por parte das empresas, a necessidade de uma boa formação de base, ou as expectativas dos diferentes tipos de públicos que muitas vezes são goradas ao chegar ao mercado de trabalho. Então, valerá mesmo a pena investir anos num curso superior nos tempos que correm? Ouça até ao fim e saberá a resposta.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS
BIOS
HUGO VAN DER DING
Hugo van der Ding é muitas personagens. Locutor, criativo e desenhador acidental. Uma espécie de cartunista de sucesso instantâneo a quem bastou uma caneta Bic, uma boa ideia e uma folha em branco. Criador de personagens digitais de sucesso como a Criada Malcriada e Cavaca a Presidenta, também autor de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, Vamos Todos Morrer, podemos encontrá-lo, ou melhor ouvi-lo, todas as manhãs na Antena 3 ou por detrás dos bonecos que nos surgem todos os dias por aqui e ali.
HUGO FIGUEIREDO
É professor de Economia na Universidade de Aveiro, investigador do CIPES - Centro de Investigação em Políticas do Ensino Superior e colaborador do GOVCOPP – Unidade de Investigação em Governança, Competitividade e Políticas Públicas. É licenciado em Economia pela Universidade do Porto e doutorado em Ciências Empresariais pela Universidade de Manchester. Os seus interesses de investigação centram-se nas áreas da economia do trabalho, da educação e do ensino superior.
Estrôncio não tem nada a ver com estronço e tem tudo a ver com explosões.
Apesar de poder parecer, Césio não é nome próprio, mas um ingrediente que também as pode provocar.
O Iodo não é tão inocente quanto parece, pois também participa nas explosões.
Tudo o que tem Nitro pode ter perigo.
Há escalas que não são musicais e que medem o grau do verbo explodir.
O triângulo do fogo, neste episódio, não tem nada de místico.
Este é um episódio verdadeiramente explosivo, porque ajuda a compreender a química presente nas explosões, sejam elas químicas, nucleares ou mecânicas.
A Inês Lopes Gonçalves e o cientista Nuno Maulide vão começar pelas explosões mais simples e chegar a momentos dramáticos como os de Chernobyl ou Beirute.
Mas, como em qualquer bom episódio, neste não há apenas violência e drama; haverá também alegria, humor e nostalgia: quem não gosta de um bom fogo de artifício, quem nunca experimentou juntar Coca-Cola com Mentos, ou não se lembra das famosas ‘Petazetas’ que ‘estalavam na boca e não nas mãos’?
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS
Ever wonder about pop rocks?
Diet Coke and Mentos
The fire triangle
What are the different types of explosion?
What minerals produce colours in fireworks?
Exploding the mystery of blue fireworks
Alfred Nobel’s life and work
BIOS
INÊS LOPES GONÇALVES
Inês Lopes Gonçalves é uma pessoa, função que acumula com as de radialista, locutora e apresentadora de televisão. Na rádio, é actualmente uma d’As Três da Manhã da Rádio Renascença, na televisão é anfitriã do talk show Traz Pr’a Frente, na RTP e RTP Memória.
Fez rádio na Antena 3, foi apresentadora do 5 Para a Meia Noite na RTP, e desde 2017 que é uma das caras do Festival da canção. O seu percurso começou na informação como jornalista da Rádio Renascença, passou pela Sport TV, Canal Q, e colaborou com as revistas Time Out, Sábado e semanário Expresso.
NUNO MAULIDE
Nascido em Lisboa em 1979, é professor catedrático premiado e diretor do Instituto de Química Orgânica da Universidade de Viena. Foi eleito Cientista do Ano na Áustria, em 2018.
Estudou Piano e Química em Lisboa, tendo realizado estadas de investigação nas Universidade Católica de Louvain, École Polytechnique em Paris e na Universidade de Stanford. Em 2009, assumiu o cargo de chefe de equipa no Instituto Max Planck para a Investigação sobre o Carvão, em Mülheim an der Ruhr (Alemanha).
Desde 2013, ocupa a cátedra de Síntese Orgânica na Universidade de Viena. É autor do best-seller “Como se Transforma Ar em Pão” e de “Como Desvendar o Quebra-Cabeças da Origem da Vida?”, livros em que procura desmistificar a Química e explicar que ela – a Química – é omnipresente nas nossas vidas.
From the publisher's feed
4 comunicadores, 4 especialistas, 4 temas - Economia, Sociedade, Política e Ciência -, todas as semanas no [IN] Pertinente. Um confronto bem disposto entre a curiosidade e o saber. Porque quando há…

12 Listeners

8 Listeners

16 Listeners

6 Listeners

19 Listeners

86 Listeners

20 Listeners

0 Listeners

0 Listeners

0 Listeners

0 Listeners

0 Listeners

0 Listeners

8 Listeners

29 Listeners

4 Listeners

1 Listeners

3 Listeners

0 Listeners

0 Listeners

0 Listeners

3 Listeners

9 Listeners