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![Fundação (FFMS) - [IN]Pertinente](https://podcast-api-images.s3.amazonaws.com/corona/show/2108484/logo_300x300.jpeg)
É possível falar de Felicidade na Economia? Existem formas de a medir? Ter mais rendimento é sinónimo de Felicidade? As pessoas mais ricas de hoje são mais felizes que as pessoas ricas de há 100 anos? Este episódio arranca com a pergunta do Hugo van der Ding: ‘Joana, és feliz?’
A Felicidade tem muito que se lhe diga e, na Economia, também: a Joana Pais que o diga. Em conjunto com o Hugo, irá desmistificar a ideia de que o rendimento é a única medida do bem-estar, explicando diferenças que parecem subtis como a de ser feliz na vida ou com a vida, ou a felicidade que se experimenta e a que se recorda. É verdade: por incrível que possa parecer, a Economia tem uma vasta área dedicada ao estudo da Felicidade. Venha conhecê-la em pouco mais de 45 minutos.
Medidas de felicidade:
Daniel Kahneman and Alan B. Krueger (2006). Developments in the Measurement of Subjective Well-Being. Journal of Economic Perspectives, 20 (1): 3-24.
Dados e relatórios:
Sustainable Development Solutions Network, Nações Unidas. World Happiness Report
https://worldhappiness.report
OCDE. Better Life Initiative.
https://www.oecd.org/wise/better-life-initiative.htm
European Values Study
https://europeanvaluesstudy.eu
Relação entre rendimento e felicidade:
Easterlin R. A. (1974). Does Economic Growth Improve the Human Lot? Some Empirical Evidence. Nations and Households in Economic Growth, Academic Press: 89-125
Brickman P, Coates D e Janoff-Bulman R. (1978). Lottery winners and accident victims: is happiness relative? J Pers Soc Psychol. 36(8): 917-27
Lindqvist E, Östling R e Cesarini D (2020). Long-Run Effects of Lottery Wealth on Psychological Well-Being. The Review of Economic Studies 87(6): 2703–2726.
Gardner J e Oswald A. (2001). Does money buy happiness? A longitudinal study using data on windfalls. Royal Economic Society.
Felicidade recordada e felicidade vivenciada:
Kahneman D, Fredrickson B. L., Schreiber C. A. e Redelmeier D. A. (1993). When More Pain Is Preferred to Less: Adding a Better End. Psychological Science, 4(6): 401–405.
Confiança:
Helliwell J e Wang S (2011). Trust and Wellbeing. NBER. Working Paper 15911.
Consequências da felicidade:
Oswald A, Proto E e Sgroi D (2015). Happiness and Productivity. Journal of Labour Economics, 33 (4). pp. 789-822.
Danner DD, Snowdon DA e Friesen WV (2001). Positive emotions in early life and longevity: findings from the nun study. J Pers Soc Psychol. 80(5):804-13. PMID: 11374751.
Este episódio contém informações que podem ser chocantes para muitos ouvidos:
1. Dormir é fundamental.
2. Há um número de horas abaixo do qual prejudicamos seriamente o funcionamento do nosso corpo.
3. O que perdemos numa noite ‘em claro’ é irrecuperável.
Está preparado/a para isto? É que a Inês Lopes Gonçalves não se vai cansar de fazer perguntas para perceber a razão pela qual abandona o que fôr para ir dormir; e o biólogo Paulo Gama Mota explicará como funciona o sono nas profundezas do nosso organismo, indo mais longe, até: falará dos animais que dormem com apenas metade do cérebro, contará o porquê de alguns (como nós) não hibernarem, e referirá muitas doenças a que nos podemos seriamente habilitar se não dormirmos como deve ser.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS:
Walker, Mathew (2019). Porque dormimos. Ed. Desassossego.
https://www.fnac.pt/Porque-Dormimos-Matthew-Walker/a6539256?gclid=Cj0KCQjwhsmaBhCvARIsAIbEbH7oimC2F5k4SNZjFYRDhndZlLRKaUvUSBjYlW9d7VMUOrUDyU7l_hEaAhckEALw_wcB&gclsrc=aw.ds&origin=google_pla_promotion
(Ungurean et al., 2020) :
https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2468867319301993
Manger & Siegel (2020) Do all mammals dream? J. Comparative Neurology. https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/cne.24860
Ungurean, G., Van Der Meio, J., Rattenborg, N. C. & Lesku, J. A. 2020. Evolution and plasticity of sleep. Current Opinion in Physiology, 15, 111-119.
BIOS
INÊS LOPES GONÇALVES
Inês Lopes Gonçalves é uma pessoa, função que acumula com as de radialista, locutora e apresentadora de televisão. Na rádio é actualmente uma d'As Três da Manhã da Rádio Renascença, na televisão é a anfitriã do talk show Traz Pr'á Frente, na RTP e RTP Memória.
Fez rádio na Antena 3, foi apresentadora do 5 Para a Meia Noite na RTP e desde 2017 que é uma das caras do Festival da Canção. O seu percurso começou na informação como jornalista na Rádio Renascença, passou pela Sport Tv, Canal Q, e colaborou com as revistas Time Out, Sábado e semanário Expresso.
PAULO GAMA MOTA
Paulo Gama Mota é biólogo, doutorado pela Universidade de Coimbra, Professor Associado do Departamento de Ciências da Vida da FCTUC e investigador do CIBIO. Investiga o comportamento animal e a compreensão das suas causas evolutivas, incluindo a comunicação animal e selecção sexual. É docente em áreas relacionadas com a evolução e a evolução do comportamento. Mantém um grande interesse pela comunicação de ciência, tendo sido Director de vários museus e responsável pelo projecto e Director do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra (2006-2015). Comissariou várias exposições de ciência e coordenou vários projectos de ciência cidadã, sempre com a preocupação de aproximar os cidadãos da ciência.
Suleimão: Magnífico. Atatürk: Republicano. Erdogan?
Lawrence da Arábia também lá esteve mas a importância política da Turquia escreve-se muitos anos antes deste personagem. Raquel Vaz-Pinto e Pedro Vieira, num raid de 45 minutos, levam-nos aos séculos das contendas históricas que levaram à queda de Constantinopla, aos vários cercos de Viena, ao legado republicano de Atatürk e, mais recentemente a… Erdogan. Estaremos a regressar ao tempo dos sultões?
A menos de um ano das próximas eleições turcas, vale a pena compreender o contexto e refletir sobre a importância de um país vizinho da Europa que conta ‘apenas’ com mais de 80 milhões de habitantes.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS:
Atatürk, Andrew Mango
The Ottomans, Marc David Baer
Istambul, Orhan Pamuk
A Bastarda de Istambul, Elif Shafak
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RAQUEL VAZ-PINTO
É Investigadora do Instituto Português de Relações Internacionais (IPRI) da Universidade Nova de Lisboa e Prof. Auxiliar Convidada da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da mesma Universidade, onde lecciona a disciplina de Estudos Asiáticos.
Foi Presidente da Associação Portuguesa de Ciência Política de 2012 a 2016. Autora de vários artigos e livros entre os quais A Grande Muralha e o Legado de Tiananmen, a China e os Direitos Humanos editado pela Tinta-da-China e Os Portugueses e o Mundo editado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.
Os seus interesses de investigação são Política Externa e Estratégia Chinesa; os EUA e o Indo- Pacífico; a Europa e o Mundo; e Liderança e Estratégia.
É comentadora residente da rádio TSF. É membro da Comissão Científica do Fórum Futuro e consultora da Administração da Fundação Calouste Gulbenkian.
PEDRO VIEIRA
Pedro Vieira nasceu em Lisboa, em 1975.
Licenciado pela Escola Superior de Comunicação Social, trabalhou no Canal Q das Produções Fictícias e é, atualmente, guionista e pivô do programa O Último Apaga a Luz da RTP3.
É responsável pela Comunicação do Cinema São Jorge e foi consultor de Comunicação na Booktailors.
Trabalha como ilustrador freelancer e escreve livros como se não houvesse amanhã.
De que falamos quando falamos de solidão? Em que circunstâncias é nociva? E, até que ponto prejudica o ser humano? Será a solidão um problema de saúde pública?
A psicóloga social Luísa Lima acha que sim. Em conjunto com Ana Markl, irá desbravar, neste episódio, todos os ângulos da solidão, desde o momento em que se torna sofrimento à forma como interfere na sociabilização, quais os custos que tem para o indivíduo, e as formas certas como ‘o outro’, o que não se sente miseravelmente só, pode ajudar.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS:
Berkman, L. F., & Syme, S. L. (1979). Social networks, host resistance, and mortality: A nine-year follow-up study of Alameda County residents. American Journal of Epidemiology, 109, 186–204.
Cacioppo J. T., Cacioppo S. (2014). Social relationships and health: The toxic effects of perceived social isolation. Social & Personality Psychology Compass, 8, 58–72.
Cacioppo, J.T., & Patrick, W. (2009). Loneliness: Human Nature and the Need for Social Connection. W. W. Norton & Company
Cohen, S. (2004). Social relationships and health. American Psychologist, 59 (8), 676-684.
Holt-Lunstad, J., Smith, T. B., Baker, M., Harris, T., & Stephenson, D. (2015). Loneliness and social isolation as risk factors for mortality: a meta-analytic review. Perspectives on Psychological Science, 10(2), 227-237.
Lima, M.L. (2018). Os laços sociais e a saúde. Nós e os outros – o poder dos laços sociais. Lisboa: Fundação Francisco Manuel dos Santos.
Lima, M.L. (2019). Associem-se! Pela vossa saúde!. Revista Análise Associativa, 6, 14-27. Disponível em https://www.cpccrd.pt/wp-content/uploads/2020/01/An%C3%A1lise-Associativa-n.%C2%BA-6-Fev-2019.pdf
Lima, M.L., Camilo, C., Quintal, F., Palacin-Lois, M. (2021) It is not enough to be a member: Conditions for health benefits in associative participation (Ser membro no es suficiente: condiciones em las que la participación associativa reporta benefícios para la salud). International Journal of Social Psychology, 36(3), 458-486. DOI: 10.1080/02134748.2021.1942682
Lima, M.L. (2021, Julho). Combater a solidão: uma luta coletiva. Palestra TedEx Aveiro disponível em: https://www.ted.com/talks/luisa_pedroso_de_lima_fighting_loneliness_a_collective_struggle?language=pt
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ANA MARKL
Ana Markl nasceu em Lisboa, em 1979, com uma total inaptidão para tomar decisões, pelo que se foi deixando levar pelas letras: licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas porque gostava de ler e escrever, mas acabou por se formar em Jornalismo pelo CENJOR. Começou por trabalhar no jornal Blitz para pôr a render a sua melomania, mas extravasou a música e acabou por escrever sobre cultura e sociedade para publicações tão díspares como a Time Out, o Expresso ou até mesmo a Playboy. Manteve o pé na imprensa, mas um dia atreveu-se a fazer televisão. Ajudou a fundar o canal Q em 2010, onde foi guionista e apresentadora. Finalmente, trocou a televisão pela rádio, um velho amor que ainda não consumara. Trabalha desde 2015 na Antena 3 como locutora e autora.
LUÍSA PEDROSO DE LIMA
Licenciou-se em Psicologia na Universidade de Lisboa. É Professora Catedrática de Psicologia Social, Diretora do ISCTE_Saúde e Presidente do Conselho Científico no ISCTE, onde desenvolve desde 1982 uma ampla atividade no ensino e na orientação científica. A sua investigação incide sobre a aplicação da Psicologia Social a questões da saúde e do ambiente, e encontra-se refletida em numerosas publicações científicas. É autora do livro “Nós e os outros: O poder dos laços sociais” publicado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos. Foi presidente da Associação Portuguesa de Psicologia.
O que é a inflação? Como se mede? Os índices de que nos falam afetam igualmente todas as famílias?
Num episódio absolutamente pedagógico que faz ainda mais jus à missão da Fundação Francisco Manuel dos Santos - contribuir para uma sociedade mais informada - Joana Pais e Hugo van der Ding ‘atiram-se’ literalmente ao tema que tem estado na ordem do dia. O Hugo faz todas as perguntas que sempre quisemos fazer e a Joana responde, com o seu habitual talento para colocar em palavras simples o que parece fazer parte do mais complexo ‘economês’. Venha ouvir o que afinal quer dizer, em termos práticos, a palavra inflação.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS:
. BCE, o BdP e Política Monetária:
https://www.ecb.europa.eu/ecb/educational/explainers/html/index.pt.html
https://www.bportugal.pt/page/o-que-e-e-para-que-serve-politica-monetaria?mlid=878
. Mars Bar Standard:
Colchester, Nico (2006). The Mars Bar Standard. Financial Times, 3 de março de 2006. Disponível em: https://www.ft.com/content/34859346-b023-11e7-8076-0a4bdda92ca2 (Acesso a 11 de setembro de 2022)
. Efeitos assimétricos da inflação:
B. Carvalho, M. Esteves e S. Peralta (2022). Despesas Essenciais e Rendimento das Famílias: Efeitos Assimétricos da Inflação. Portugal, Balanço Social 2022 – Nota intercalar.
A. Ari, N. Arregui, S. Black, O. Celasun, D. Iakova, A. Mineshima, V, Mylonas, I. Parry, I. Teodoru, K. Zhunussova (2022). Surging Energy Prices in Europe in the Aftermath of the War: How to Support the Vulnerable and Speed up the Transition Away from Fossil Fuels. Fundo Monetário Internacional. Working Paper No. 2022/152.
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JOANA PAIS
Joana Pais é professora de Economia no ISEG da Universidade de Lisboa. Obteve o seu Ph.D. em Economia na Universitat Autónoma de Barcelona em 2005. Atualmente é coordenadora do programa de Mestrado em Economia e do programa de Doutoramento em Economia, ambos do ISEG, e membro da direção da unidade de investigação REM - Research in Economics and Mathematics. É ainda coordenadora do XLAB – Behavioural Research Lab, um laboratório que explora a tomada de decisão e o comportamento económico, político e social, suportado pelo consórcio PASSDA (Production and Archive of Social Science Data). Os seus interesses de investigação incluem áreas como a teoria de jogos, em particular, a teoria da afetação (matching theory), o desenho de mercados, a economia comportamental e a economia experimental.
HUGO VAN DER DING
Hugo van der Ding nasceu nos finais dos anos 70 ao largo do Golfo da Biscaia, durante uma viagem entre Amesterdão e Lisboa, e cresceu numa comunidade hippie nos arredores de Montpellier. Estudou História das Artes Decorativas Orientais, especializando-se em gansos de origami. Em 2012, desistiu da carreira académica para fazer desenhos nas redes sociais. Depois do sucesso de A Criada Malcriada deixou de precisar de trabalhar. Ainda assim, escreve regularmente em revistas e jornais, é autor de alguns livros e podcasts, faz ocasionalmente teatro e televisão, e continua a fazer desenhos nas redes sociais
Sabia que a cor não existe na realidade? Que tudo se trata de luz e da forma como ela incide nos objetos? Que a visão da cor depende do número de cones (células do olho) de que dispomos? E que é pela associação das cores percebidas por esses cones que o nosso cérebro constrói uma gama maior ou menor?
Assim é. Paulo Gama Mota e Inês Lopes Gonçalves partem da experiência do ‘The Dress’ (se, na altura, não viu este ‘fenómeno’ nas redes sociais, experimente agora nas referências deste episódio) até ao mundo da explicação da cor. Saiba por que razão os pássaros conseguem ver ultravioletas e nós não, desmistifique a ideia de que o seu cão vê a preto e branco, e conheça o recordista da visão a cores: um camarão, também ele colorido, que dispõe de 12 cones podendo, por isso, associar nada mais, nada menos do que 12 cores em simultâneo. Venha ouvir, ‘ao vivo e a cores’.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS:
The Dress:
https://en.wikipedia.org/wiki/The_dress
Mota, P. G. – (2021) As cores, cá fora e lá dentro. Sigila. 47: 47-56.
Lotto, Beau – Deviate. The science of seeing differently.
https://www.fnac.pt/Deviate-The-Creative-Power-of-Transforming-Your-Perception-Beau-Lotto/a1612308?gclid=CjwKCAjwyaWZBhBGEiwACslQo6cigsukL8ltibBXw33nCPHN5lBvCRY_e6DPiRsADyoEVB-JW9x-txoCcjEQAvD_BwE&gclsrc=aw.ds&origin=google_pla_livro
Uma descrição simples:
https://ed.ted.com/lessons/how-we-see-color-colm-kelleher
Nos animais:
https://askabiologist.asu.edu/colors-animals-see
Peter Godfrey-Smith. Em ‘Outras mentes’, o autor discute (capítulo 5), o facto de os polvos não terem qualquer visão de cores e conseguirem ao mesmo tempo desenvolver mimetismo cromático com mudanças de cor da sua pele. Um mistério por resolver.
https://www.wook.pt/autor/peter-godfrey-smith/131091
Para uma leitura aprofundada sobre visão animal:
Land & Nilsson. 2012. Animal eyes. Oxford U.P. 2nd Ed.
Constância da cor – Uma excelente TED talk de Beau Lotto.
https://www.ted.com/talks/beau_lotto_optical_illusions_show_how_we_see
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INÊS LOPES GONÇALVES
Inês Lopes Gonçalves é uma pessoa, função que acumula com as de radialista, locutora e apresentadora de televisão. Na rádio é atualmente uma d'As Três da Manhã da Rádio Renascença, na televisão é a anfitriã do talk show Traz Pr'á Frente, na RTP e RTP Memória.
Fez rádio na Antena 3, foi apresentadora do 5 Para a Meia Noite na RTP e desde 2017 que é uma das caras do Festival da Canção. O seu percurso começou na informação como jornalista na Rádio Renascença, passou pela Sport Tv, Canal Q, e colaborou com as revistas Time Out, Sábado e semanário Expresso.
PAULO GAMA MOTA
Paulo Gama Mota é biólogo, doutorado pela Universidade de Coimbra, Professor Associado do Departamento de Ciências da Vida da FCTUC e investigador do CIBIO. Investiga o comportamento animal e a compreensão das suas causas evolutivas, incluindo a comunicação animal e seleção sexual. É docente em áreas relacionadas com a evolução e a evolução do comportamento. Mantém um grande interesse pela comunicação de ciência, tendo sido Diretor de vários museus e responsável pelo projeto e Diretor do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra (2006-2015). Comissariou v
Há canais que mudaram o mundo e que também nos ajudaram a mudar o mundo.
Três deles tiveram uma influência decisiva na política: estamos obviamente a referir-nos aos canais que nasceram em Veneza, no Egipto e no Panamá.
Neste episódio, Raquel Vaz-Pinto e Pedro Vieira prestam homenagem ao ‘O Tal Canal’, um programa que fez história na televisão portuguesa, e usam-no como ponto de partida.
A viagem começa em Veneza, cidade onde nasceu a ‘primeira economia virtual’ e de onde um homem, chamado Enrico Dandolo, tornou Itália dona de outros mundos atravessando o mar (e criando um mar de sangue pelo caminho). O Egipto é o destino que se segue, com Napoleão a mapear o país e a ópera Aida a ser encomendada para inaugurar o Canal do Suez. A última paragem, mais conturbada, é no Panamá, país tornado independente pela ‘influência’ dos americanos e onde se construiu o tão famoso Canal, graças à habilidade de um presidente chamado Theodore Roosevelt.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS:
Parting the Desert, the creation of the Suez Canal, Zachary Karabell
The Path between the Seas, David McCullough
City of Fortune, Roger Crowley
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RAQUEL VAZ-PINTO
É Investigadora do Instituto Português de Relações Internacionais (IPRI) da Universidade Nova de Lisboa e Prof. Auxiliar Convidada da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da mesma Universidade, onde lecciona a disciplina de Estudos Asiáticos.
Foi Presidente da Associação Portuguesa de Ciência Política de 2012 a 2016. Autora de vários artigos e livros entre os quais A Grande Muralha e o Legado de Tiananmen, a China e os Direitos Humanos editado pela Tinta-da-China e Os Portugueses e o Mundo editado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.
Os seus interesses de investigação são Política Externa e Estratégia Chinesa; os EUA e o Indo- Pacífico; a Europa e o Mundo; e Liderança e Estratégia.
É comentadora residente da rádio TSF. É membro da Comissão Cientifica do Fórum Futuro e consultora da Administração da Fundação Calouste Gulbenkian.
PEDRO VIEIRA
Pedro Vieira nasceu em Lisboa, em 1975.
Licenciado pela Escola Superior de Comunicação Social, trabalhou no Canal Q das Produções Fictícias e é, atualmente, guionista e pivô do programa O Último Apaga a Luz da RTP3.
É responsável pela Comunicação do Cinema São Jorge e foi consultor de Comunicação na Booktailors.
Trabalha como ilustrador freelancer e escreve livros como se não houvesse amanhã.
Há quem o demonize, dizendo que veio arruinar o modo como nos relacionamos.
Há quem o use com imensa sabedoria e inclusivamente o defenda como forma de criar novas formas de relacionamento. Seja como for, o mundo digital, veio para ficar: pensar que voltaremos atrás, é uma perfeita ilusão.
Ana Markl recebe Luísa Lima para uma nova ‘mini-série’ de episódios, desta vez dedicada aos Laços Sociais. O arranque não poderia ser melhor, com a exploração desta dualidade mundo físico-mundo digital, dos efeitos que provoca em nós e na maneira como interagimos com o outro. Esteja aberto à surpresa de saber que, afinal, também existem vantagens nas relações estabelecidas online; e fique mais desperto para a importância do Sincronismo. Quer saber o que é? Venha ouvir.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS:
Nós e os Outros, o poder dos laços sociais, Maria Luísa Pedroso de Lima
https://www.ffms.pt/pt-pt/livraria/nos-e-os-outros-o-poder-dos-lacos-sociais
Barak, A. & Suler, J. (2008). Reflections on the psychology and social science of cyberspace. In A.
Barak (Ed.), Psychological aspects of cyberspace: theory, research, applications (pp. 1-12).
Cambridge University Press.
Jetten, J., Reicher, S., Haslam, A., & Cruwys, T. (2020). Together Apart: the Psychology of
COVID-19. SAGE Publications.
Lima, M.L., Marques, S., Muiños, G., & Camilo, C. (2017). All you need is Facebook friends
Associations between online and face to face friendships and health. Frontiers in Psychology,
8:68. doi: 10.3389/fpsyg.2017.00068
Turkle, S. (2005). The Second Self, Twentieth Anniversary Edition: Computers and the Human
Spirit. The MIT Press.
Turkle, S. (2015). Reclaiming Conversation: The Power of Talk in a Digital Age. Penguin Press
Valdesolo, P., & Desteno, D. (2011). Synchrony and the social tuning of compassion. Emotion (Washington, D.C.), 11(2), 262–266. https://doi.org/10.1037/a0021302
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ANA MARKL
Ana Markl nasceu em Lisboa, em 1979, com uma total inaptidão para tomar decisões, pelo que se foi deixando levar pelas letras: licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas porque gostava de ler e escrever, mas acabou por se formar em Jornalismo pelo CENJOR. Começou por trabalhar no jornal Blitz para pôr a render a sua melomania, mas extravasou a música e acabou por escrever sobre cultura e sociedade para publicações tão díspares como a Time Out, o Expresso ou até mesmo a Playboy. Manteve o pé na imprensa, mas um dia atreveu-se a fazer televisão. Ajudou a fundar o canal Q em 2010, onde foi guionista e apresentadora. Finalmente, trocou a televisão pela rádio, um velho amor que ainda não consumara. Trabalha desde 2015 na Antena 3 como locutora e autora.
LUÍSA PEDROSO DE LIMA
Licenciou-se em Psicologia na Universidade de Lisboa. É Professora Catedrática de Psicologia Social, Diretora do ISCTE_Saúde e Presidente do Conselho Científico no ISCTE, onde desenvolve desde 1982 uma ampla atividade no ensino e na orientação científica. A sua investigação incide sobre a aplicação da Psicologia Social a questões da saúde e do ambiente, e encontra-se refletida em numerosas publicações científicas. É autora do livro “Nós e os outros: O poder dos laços sociais” publicado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos. Foi presidente da Associação Portuguesa de Psicologia. É Honorary Professor na Universidade de Bath.
Num episódio que relembra as escolhas de alguém muito ilustre, Hugo van der Ding fala com a Joana Pais sobre os seus livros de Economia preferidos.
Na lista estão alguns prémios Nobel mas, o grande objetivo destas recomendações, é precisamente o de tornar a Economia mais do interesse comum e demonstrar como não é uma ‘ilha’ só para os génios da Matemática ou os fanáticos por números.
Gravado ao vivo na Feira do Livro de Lisboa, este é um episódio a não perder e que lhe vai abrir o apetite para temas da Economia que, afinal, estão verdadeiramente próximos de todos nós.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS:
Insights into Game Theory. E. Gura e M. Maschler (Eps. 1 e 9)
Discovering prices. Paul Milgrom (Ep. 2)
Thinking, Fast and Slow. D. Kahneman (Ep. 3)
Nudge. R. Thaler e C. Sunstein (Ep. 4)
Who gets what and why. A. E. Roth. (Eps. 2 e 5)
Poor Economics. A. Banerjee e E. Duflo. (Ep. 6…)
Doughnut Economics: Seven Ways to Think like a 21st century Economist. K. Raworth. (Ep. 8)
Economics for the Common Good. J. Tirole. (Todos os Eps.)
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JOANA PAIS
Joana Pais é professora de Economia no ISEG da Universidade de Lisboa. Obteve o seu Ph.D. em Economia na Universitat Autònoma de Barcelona em 2005. Atualmente é coordenadora do programa de Mestrado em Economia e do programa de Doutoramento em Economia, ambos do ISEG, e membro da direção da unidade de investigação REM - Research in Economics and Mathematics. É ainda coordenadora do XLAB – Behavioural Research Lab, um laboratório que explora a tomada de decisão e o comportamento económico, político e social, suportado pelo consórcio PASSDA (Production and Archive of Social Science Data). Os seus interesses de investigação incluem áreas como a teoria de jogos, em particular, a teoria da afetação (matching theory), o desenho de mercados, a economia comportamental e a economia experimental.
HUGO VAN DER DING
Hugo van der Ding nasceu nos finais dos anos 70 ao largo do Golfo da Biscaia, durante uma viagem entre Amesterdão e Lisboa, e cresceu numa comunidade hippie nos arredores de Montpellier. Estudou História das Artes Decorativas Orientais, especializando-se em gansos de origami. Em 2012, desistiu da carreira académica para fazer desenhos nas redes sociais. Depois do sucesso de A Criada Malcriada deixou de precisar de trabalhar. Ainda assim, escreve regularmente em revistas e jornais, é autor de alguns livros e podcasts, faz ocasionalmente teatro e televisão, e continua a fazer desenhos nas redes sociais. Desde 2019 é um dos apresentadores do programa Manhãs da 3, na Antena 3.
Mas, afinal, por que razão coopera o ser humano?
Que razões fomentam a cooperação?
Existem diferenças entre culturas?
Que se altera quando a cooperação é consciente?
O que leva o ser humano a ser altruísta, ou seja, a ajudar alguém que nem conhece, sem qualquer benefício?
Será que a reputação afecta a nossa forma de ser cooperantes ou altruístas?
Se no episódio anterior ficou à espera ‘das cenas dos próximos capítulos’, acredite que, com esta Parte II, vai ficar a querer saber ainda mais. Já o dissemos antes: este é um dos temas que mais fascina o Paulo Gama Mota e, com a ajuda da Inês Lopes Gonçalves, vai compreender ainda melhor como, o facto de sermos simultaneamente Anjos e Demónios, se estuda não apenas observando outras espécies animais mas também usando teorias como a Teoria dos Jogos ou viajando pelo cérebro de seres humanos com níveis diferentes de empatia.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS:
LIVROS:
Sobre a cultura e a cooperação e a evolução humana:
Robert Boyd (2018) – A different kind of animal.
https://www.fnac.pt/mp11150313/A-Different-Kind-Of-Animal-How-Culture-Transformed-Our-Species-The-University-Center-For-Human-Values-Series-46?Origin=fnac_google
O sublinhar da extraordinária cooperação na nossa espécie e a proposta de que ela resulta de um processo de selecção de grupo:
Edward Wilson (2012) – A conquista da Terra.
https://www.wook.pt/livro/a-conquista-da-terra-e-o-wilson/15222111
Uma fascinante tese, muitíssimo bem apoiada e articulada, sobre a evolução humana, com base num processo de auto-domesticação:
Richard Wrangham (2019) – The goodness paradox.
https://www.amazon.com/Goodness-Paradox-Relationship-Violence-Evolution/dp/1101870907
Ao contrário do que é a impressão que as pessoas têm, baseada na forma como as notícia são produzidas – só há notícia do que corre mal -, Pinker mostra com muitos dados recolhidos que a violência tem diminuído historicamente:
Steven Pinker (2011) – Os anjos bons da nossa Natureza.
https://www.bertrand.pt/livro/os-anjos-bons-da-nossa-natureza-steven-pinker/18616206?gclid=CjwKCAjw2rmWBhB4EiwAiJ0mtSYmQLKATHoqDqjOjMmoSNWlxV4shvXZ2iKbREKHYMoARASeWj1KKhoCVIsQAvD_BwE
VÍDEOS:
Uma excelente entrevista com Richard Wrangham
https://www.youtube.com/watch?v=YJF01_ztxwY
BIOS
INÊS LOPES GONÇALVES
Inês Lopes Gonçalves é uma pessoa, função que acumula com as de radialista, locutora e apresentadora de televisão. Na rádio é actualmente uma d'As Três da Manhã da Rádio Renascença, na televisão é a anfitriã do talk show Traz Pr'á Frente, na RTP e RTP Memória.
Fez rádio na Antena 3, foi apresentadora do 5 Para a Meia Noite na RTP e desde 2017 que é uma das caras do Festival da Canção. O seu percurso começou na informação como jornalista na Rádio Renascença, passou pela Sport Tv, Canal Q, e colaborou com as revistas Time Out, Sábado e semanário Expresso.
PAULO GAMA MOTA
Paulo Gama Mota é biólogo, doutorado pela Universidade de Coimbra, Professor Associado do Departamento de Ciências da Vida da FCTUC e investigador do CIBIO. Investiga o comportamento animal e a compreensão das suas causas evolutivas, inclu
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4 comunicadores, 4 especialistas, 4 temas - Economia, Sociedade, Política e Ciência -, todas as semanas no [IN] Pertinente. Um confronto bem disposto entre a curiosidade e o saber. Porque quando há…

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