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![Fundação (FFMS) - [IN]Pertinente](https://podcast-api-images.s3.amazonaws.com/corona/show/2108484/logo_300x300.jpeg)
Ao longo dos tempos, a História tem demonstrado como as cidades continuam a ser o El Dorado da esperança de tantas pessoas que, tendo uma vida difícil em locais afastados das grandes urbes, olham para as mesmas como o remédio para os seus problemas. Mas, será que é na cidade que mora realmente (e sempre) a solução?
Neste episódio, Cátia Batista e Hugo van der Ding, demonstram como não existe apenas uma resposta porque, tal como os países, as cidades e as pessoas não são todos iguais, também as circunstâncias determinam as soluções possíveis para cada um.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS:
Urbanization and its Discontents
https://scholar.harvard.edu/files/glaeser/files/urbanization_and_its_discontents_final.pdf
Testing Classic Theories of Migration in the Lab
https://novafrica.org/research/testing-classic-theories-of-migration-in-the-lab-2/
Great black migration puzzle
https://www.jstor.org/stable/2118311
Why doesn't labor flow from poor to rich countries? Micro evidence from the European integration experience:
https://ora.ox.ac.uk/objects/uuid:e69266ce-61c7-4178-82d1-5423afa20122
Cities don't make workers (much) more productive, but productive workers move to cities
https://voxdev.org/topic/labour-markets-migration/agricultural-productivity-and-rural-urban-wage-gaps-revisited-lessons-panel-data
Removing barriers to internal migration can boost a country’s productivity, albeit modestly and with heterogonous effects on original populations
https://voxdev.org/topic/labour-markets-migration/migration-end-poverty
Africa's urban future: the policy agenda for national governments
http://globaldev.blog/blog/africas-urban-future-policy-agenda-national-governments
BIOS
CÁTIA BATISTA
Cátia Batista é Professora Associada de Economia, e Fundadora e Directora Científica do centro de investigação NOVAFRICA, na Nova School of Business and Economics. Doutorada pelo Departamento de Economia da Universidade de Chicago, licenciou-se também em Economia na Universidade Católica Portuguesa. Obteve a Agregação em Economia Internacional na Universidade Nova de Lisboa. Tem sido professora regente de cursos de macroeconomia, desenvolvimento económico e economia internacional nas Universidades de Chicago, Oxford, Notre Dame e Trinity College Dublin. Trabalhou no Fundo Monetário Internacional e na Universidade Católica Portuguesa. Actualmente, tem afiliações enquanto Investigadora nos centros CReAM (London, UK), IZA (Bonn, Germany) e JPAL Europe (Paris, France), e foi Consultora para o Banco Mundial e para o IGC (International Growth Center, baseado na London School of Economics).
HUGO VAN DER DING
Hugo van der Ding é muitas personagens. Locutor, criativo e desenhador acidental. Uma espécie de cartunista de sucesso instantâneo a quem bastou uma caneta Bic, uma boa ideia e uma folha em branco. Criador de personagens digitais de sucesso como a Criada Malcriada e Cavaca a Presidenta, também autor de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, Vamos Todos Morrer, podemos encontrá-lo, ou melhor ouvi-lo, todas as manhãs na Antena 3 ou por detrás dos bonecos que nos surgem todos os dias por aqui e ali.
Será que vão deixar de existir assuntos interessantes para investigar?
Ou será que serão tão insondáveis que não lhes daremos importância?
Será que o mundo substituirá o investimento na ciência ‘pura’ pelo investimento noutros temas que preocupem mais o mundo?
Ou será que a nossa curiosidade pode esgotar-se?
O Vítor Cardoso nem gosta de pensar nestas perguntas mas, neste episódio, vai discorrer sobre este tema, inclusivamente tomando a dianteira e perguntando à Joana Marques se haverá um fim para o humor.
Será que no fim há uma conclusão? Só ouvindo, saberá.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS:
The Coming of the Golden Age: A View of the End of Progress (Doubleday, 1969), Gunther Sigmund Stent,
The End Of Science: Facing The Limits Of Knowledge In The Twilight Of The Scientific Age, John Horgan
Nobel Laureate Steven Weinberg Still Dreams of Final Theory:
https://blogs.scientificamerican.com/cross-check/nobel-laureate-steven-weinberg-still-dreams-of-final-theory/
The End of Science? Attack and Defense, Proceedings of the Gustavus Adolphus symposium, edited by Richard Q. Selve, University Press of America, Lanham, Md., 1992.
How to fight fake news:
https://www.arte.tv/en/videos/098794-016-A/how-to-fight-fake-news/
Monty Python
https://montycasinos.com/montypython/scripts/funniest.php.html
https://www.bfi.org.uk/lists/monty-python-10-funniest-sketches
https://vimeo.com/embed-redirect/99619706?embedded=true&source=video_title&owner=24583632
BIOS
JOANA MARQUES
Nasceu em Lisboa em 1986. Toda a gente sabe que os nativos do signo Virgem são fadados para o sucesso. Infelizmente Joana é Capricórnio e não percebe nada de astrologia. Quando era mais pequena (ainda) queria ser pintora, felizmente mudou de ideias entretanto, já que o talento que tem agora para pintar é o mesmo que tinha aos seis anos, quando desejava ser a nova Paula Rêgo. Assim que começou a aprender a escrever percebeu que o “foturo paçaria pur aí”, depois aprendeu que se escrevia “futuro passaria por aí” e nunca mais ninguém a parou. Começou a trabalhar como guionista em 2007, chegou à rádio em 2012, à maternidade em 2016 e 2020, e espera demorar ainda muito a chegar à reforma. Até lá, não segue o carpe diem porque isso de viver cada dia como se fosse o último parece perigoso. Gosta de viver cada dia como se fosse o primeiro, e observar o mundo como se tivesse acabado de cá aterrar.
VÍTOR CARDOSO
Vítor Cardoso é Físico Teórico no CENTRA, professor Catedrático e Presidente do Departamento de Física do Instituto Superior Técnico. Os seus interesses de investigação incidem sobre astrofísica e gravitação, em particular a física do espaço-tempo curvos, ondas gravitacionais e buracos negros. É autor de um livro e de cerca de 200 artigos publicados em revistas internacionais. A sua investigação foi distinguida duas vezes pelo European Research Council. Em 2015 o Presidente da República concedeu-lhe a Ordem de Santiago D’Espada, pelas suas contribuições para a ciência. Neste momento, é líder do GWverse, um consórcio internacional de mais de 30 países e centenas de cientistas, que se dedica ao estudo de ondas gravitacionais e buracos negros. É membro fundador da Sociedade Portuguesa de Relatividade e Gravitação.
Aviso nº 1: este episódio pode impressionar os mais sensíveis.
Aviso nº2: este episódio merece ser ‘ouvido de frente’.
Como é possível olharmos para pessoas e não vermos pessoas?
Como é possível nada fazermos perante exemplos claros de desumanização?
Como é possível mantermos a ‘ingenuidade’ perante evidências que, nos dias de hoje, apontam para casos de falência dos Direitos Humanos e que não estão assim tão longe de nós?
Raquel Vaz-Pinto e Pedro Vieira põem o dedo na ferida e falam abertamente dos crimes que já se praticaram contra a humanidade, dos genocídios, da violência declarada contra seres humanos, e terminam de forma inesquecível… com uma mensagem especial.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS:
Axis rule in occupied Europe, Raphael Lemkin
A world made new, Mary Ann Glendon
Shake hands with the devil, Roméo Dallaire
A problem from hell, Samantha Power
SPQR, a History of ancient Rome, Mary Beard
The Landmark, Thucydides
The silk roads, a new History of the world, Peter Frankopan
Estrada Leste Oeste, Philippe Sands
Gulag, uma História Soviética:
https://www.rtp.pt/programa/tv/p39738
BIOS
RAQUEL VAZ-PINTO
É Investigadora do Instituto Português de Relações Internacionais (IPRI) da Universidade Nova de Lisboa e Prof. Auxiliar Convidada da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da mesma Universidade, onde lecciona a disciplina de Estudos Asiáticos.Foi Presidente da Associação Portuguesa de Ciência Política de 2012 a 2016. Autora de vários artigos e livros entre os quais A Grande Muralha e o Legado de Tiananmen, a China e os Direitos Humanos editado pela Tinta-da-China e Os Portugueses e o Mundo editado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.Os seus interesses de investigação são Política Externa e Estratégia Chinesa; os EUA e o Indo- Pacífico; a Europa e o Mundo; e Liderança e Estratégia.É comentadora residente da rádio TSF. É membro da Comissão Cientifica do Fórum Futuro e consultora da Administração da Fundação Calouste Gulbenkian.
PEDRO VIEIRA
Pedro Vieira nasceu em Lisboa, em 1975.Licenciado pela Escola Superior de Comunicação Social, trabalhou no Canal Q das Produções Fictícias e é, atualmente, guionista e pivô do programa O Último Apaga a Luz da RTP3.É responsável pela Comunicação do Cinema São Jorge e foi consultor de Comunicação na Booktailors.Trabalha como ilustrador freelancer e escreve livros como se não houvesse amanhã.
Para ‘singrar’ neste mundo parece que o melhor mesmo é não estarmos calados: há que participar de forma activa, ser ‘popular’, fazer graças. A escola pede-nos isso desde tenra idade, continua a exigir-nos à medida que crescemos, e a vida parece só dar oportunidades aos extrovertidos.
Mas será que é assim tão prejudicial ser introvertido? Por que confundimos introversão com timidez, porque nos preocupamos com filhos mais reservados se, na verdade, têm mundos interiores mais ricos?
Este é um episódio que deu especial prazer a Ana Markl. Introvertida assumida, explorou no conhecimento de Rui Costa Lopes todas as características que demonstram como a introversão tem muito mais de bom do que se julga por aí.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS:
Spotlight Effect
https://www.cabrini.edu/blog/2020-2021-blogs/reducing-social-anxiety-the-spotlight-effect
Liking Gap
https://en.wikipedia.org/wiki/Liking_gap
Theory of mind
https://www.simplypsychology.org/theory-of-mind.html
Artigo da Oprah ‘Introvertido? Saiba como ser mais sociável ‘
https://www.oprah.com/inspiration/12-ways-to-be-more-social-starting-now
Susan Cain, Quiet, o poder dos introvertidos num mundo que não se cala’
https://www.amazon.com/Quiet-Power-Introverts-World-Talking/dp/0307352153
Sobre a eventual vantagem dos extrovertidos no mercado de trabalho:
https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0001879114001638?casa_token=52OyS19NuLQAAAAA:tDewzsEb2lil6H-AtNxBuDSCBbnd9FF_PsjIskUpc5-grvBVSGJqMoqJzNH19IbLO7fxiZgp
Jung e Eysenck e as primeiras definições de introversão e extroversão
https://www.psychologistworld.com/influence-personality/extraversion-introversion
Paul Ekman, a leitura de micro-expressões e a inspiração da série Lie to Me:
https://www.paulekman.com/blog/truth-behind-lie/
Malcolm Gladwell, “Falar com desconhecidos”:
https://www.wook.pt/livro/falar-com-desconhecidos-malcolm-gladwell/23325621
O caso Amanda Knox
https://www.nytimes.com/2021/10/22/style/amanda-knox-ten-years-later.html
O caso da Azaria Chamberlain (“A Dingo took my baby”):https://en.wikipedia.org/wiki/Death_of_Azaria_Chamberlain
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ANA MARKL
Ana Markl nasceu em Lisboa, em 1979, com uma total inaptidão para tomar decisões, pelo que se foi deixando levar pelas letras: licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas porque gostava de ler e escrever, mas acabou por se formar em Jornalismo pelo CENJOR. Começou por trabalhar no jornal Blitz para pôr a render a sua melomania, mas extravasou a música e acabou por escrever sobre cultura e sociedade para publicações tão díspares como a Time Out, o Expresso ou até mesmo a Playboy. Manteve o pé na imprensa, mas um dia atreveu-se a fazer televisão. Ajudou a fundar o canal Q em 2010, onde foi guionista e apresentadora. Finalmente, trocou a televisão pela rádio, um velho amor que ainda não consumara. Trabalha desde 2015 na Antena 3 como locutora e autora.
RUI COSTA LOPES
Rui Costa Lopes (n. 1981) é psicólogo social. Trabalha como Investigador Auxiliar no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-UL) e Professor Convidado na Universidade Católica Portuguesa e na Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa. Doutorado em Psicologia Social (ISCTE, 20009) e com Pós-Doutoramento entre os Países Baixos e Lisboa (ICS-UL), desenvolve pesquisa no âmbito de projectos de investigação e de consultoria em tópicos como relações entre grupos, normas sociais e atitudes sociais e políticas. A sua pesquisa tem sido publicada em revistas como o European Journal of Social Psychology e Frontiers in Psychology. Vive em Lisboa com a mulher e dois filhos.
É verdade que muito já se fez pela igualdade de género; mas também é certo que ainda estamos longe de estar no ponto óptimo: a desigualdade continua a existir e, também na Economia, as vantagens da diversidade ainda são mais perspectivadas na teoria do que na prática.
Porém, os estudos dizem-nos que sempre que as organizações apostam na diversidade e colocam mulheres em posições relevantes, a produtividade aumenta.
Venha ouvi-los nas vozes de Cátia Batista e Hugo van der Ding.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS:
Benefícios da diversidade para o crescimento económico
https://bfi.uchicago.edu/insight/research-summary/the-allocation-of-talent-and-us-economic-growth/
Benefícios da diversidade no trabalho
https://www.weforum.org/agenda/2019/04/business-case-for-diversity-in-the-workplace/
Resumo de literatura económica sobre “tetos de vidro”
https://bfi.uchicago.edu/insight/research-summary/the-glass-ceiling-2/
What Drives the Gender Wage Gap? Examining the Roles of Sorting, Productivity Differences, Bargaining and Discrimination
https://doi.org/10.1162/rest_a_01000
Projeto e resultados sobre discriminação estatística vs. discriminação baseada em preferências:
https://cordis.europa.eu/project/id/724231
Statistical Discrimination and the Rationalization of Stereotypes
https://journals.sagepub.com/doi/10.1177/0003122420969399
Female leadership raises aspirations and educational attainment for girls: a policy experiment in India
https://science.sciencemag.org/content/335/6068/582
Estatísticas sobre disparidades de género:
https://www.oecd.org/gender/data/
Relatório sobre disparidades de género nas empresas em Portugal
https://leadingtogether.org/media/1272/20190220_achieving-gender-balance-in-leadership_final.pdf
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CÁTIA BATISTA
Cátia Batista é Professora Associada de Economia, e Fundadora e Directora Científica do centro de investigação NOVAFRICA, na Nova School of Business and Economics. Doutorada pelo Departamento de Economia da Universidade de Chicago, licenciou-se também em Economia na Universidade Católica Portuguesa. Obteve a Agregação em Economia Internacional na Universidade Nova de Lisboa. Tem sido professora regente de cursos de macroeconomia, desenvolvimento económico e economia internacional nas Universidades de Chicago, Oxford, Notre Dame e Trinity College Dublin. Trabalhou no Fundo Monetário Internacional e na Universidade Católica Portuguesa. Actualmente, tem afiliações enquanto Investigadora nos centros CReAM (London, UK), IZA (Bonn, Germany) e JPAL Europe (Paris, France), e foi Consultora para o Banco Mundial e para o IGC (International Growth Center, baseado na London School of Economics).
HUGO VAN DER DING
Hugo van der Ding é muitas personagens. Locutor, criativo e desenhador acidental. Uma espécie de cartunista de sucesso instantâneo a quem bastou uma caneta Bic, uma boa ideia e uma folha em branco. Criador de personagens digitais de sucesso como a Criada Malcriada e Cavaca a Presidenta, também autor de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, Vamos Todos Morrer, podemos encontrá-lo, ou melhor ouvi-lo, todas as manhãs na Antena 3 ou por detrás dos bonecos que nos surgem todos os dias por aqui e ali.
A Física Clássica é diferente da Física Quântica?
O que é que uma gaivota tem a ver com Física Quântica?
O que é o Quantum?
Por que razão o esoterismo se apoia tanto na Quântica?
Senhoras e Senhores, apertem os cintos de segurança da capacidade de abstracção e sejam bem-vindos ao desconhecido desta Física de que se fala tanto, mas da qual existem tão poucas explicações fáceis de entender. A Joana Marques vai ser a vossa companheira de bordo e o Vítor Cardoso o comandante. Acreditem: depois disto vão sentir-se mais… omnipresentes.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS:
O Novo Mundo do Sr. Tompkins, Russell Stannard e George Gamow
The Feynman Lectures on Physics
https://www.technologyreview.com/2019/01/29/66141/what-is-quantum-computing/
https://aeon.co/essays/uniting-the-mysterious-worlds-of-quantum-physics-and-music
McDonald, J. F. (1993). Russell, Wittgenstein, AND THE PROBLEM OF THE RHINOCEROS, The Southern Journal of Philosophy, 31(4), 409–424.
https://doi.org/10.1111/j.2041-6962.1993.tb00684.x
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JOANA MARQUES
Nasceu em Lisboa em 1986. Toda a gente sabe que os nativos do signo Virgem são fadados para o sucesso. Infelizmente Joana é Capricórnio e não percebe nada de astrologia. Quando era mais pequena (ainda) queria ser pintora, felizmente mudou de ideias entretanto, já que o talento que tem agora para pintar é o mesmo que tinha aos seis anos, quando desejava ser a nova Paula Rêgo. Assim que começou a aprender a escrever percebeu que o “foturo paçaria pur aí”, depois aprendeu que se escrevia “futuro passaria por aí” e nunca mais ninguém a parou. Começou a trabalhar como guionista em 2007, chegou à rádio em 2012, à maternidade em 2016 e 2020, e espera demorar ainda muito a chegar à reforma. Até lá, não segue o carpe diem porque isso de viver cada dia como se fosse o último parece perigoso. Gosta de viver cada dia como se fosse o primeiro, e observar o mundo como se tivesse acabado de cá aterrar.
VÍTOR CARDOSO
Vítor Cardoso é Físico Teórico no CENTRA, professor Catedrático e Presidente do Departamento de Física do Instituto Superior Técnico. Os seus interesses de investigação incidem sobre astrofísica e gravitação, em particular a física do espaço-tempo curvos, ondas gravitacionais e buracos negros. É autor de um livro e de cerca de 200 artigos publicados em revistas internacionais. A sua investigação foi distinguida duas vezes pelo European Research Council. Em 2015 o Presidente da República concedeu-lhe a Ordem de Santiago D’Espada, pelas suas contribuições para a ciência. Neste momento, é líder do GWverse, um consórcio internacional de mais de 30 países e centenas de cientistas, que se dedica ao estudo de ondas gravitacionais e buracos negros. É membro fundador da Sociedade Portuguesa de Relatividade e Gravitação.
Foi Júlio César quem deu o mote; mas para que a Germânia viesse a tornar-se Alemanha, se dividisse em duas e aparentemente se reunificasse, muito sangue teve de correr e muitas fronteiras tiveram de mudar de lugar.
Celebrando os 32 anos que nos separam da queda do muro de Berlim, Raquel Vaz-Pinto e Pedro Vieira contam a Alemanha pela mão dos que fizeram a História deste país do qual se fala tão pouco. A viagem começa na antiguidade e chega aos tempos mais recentes, sem descurar os conflitos mais relevantes e passando por aquele a quem a Raquel prefere de apelidar de ‘o sinistro’.
É bom ouvir para não esquecer.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS:
The Landmark , Julius Caesar
Generais Romanos, Adrian Goldsworthy
King and Emperor: a new life of Charlemagne, Janet L. Nelson
Bismarck: A Life, Jonathan Steinberg
A mais breve História da Alemanha, James Hawes
À beira do abismo, Ian Kershaw
A Oeste nada de novo, Erich Maria Remarque
Anthem For Doomed Youth, Wilfred Owen
Hitler: only the world was enough, Brendan Simms
Faulty Towers - The Germans:
https://www.imdb.com/title/tt0578590/
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RAQUEL VAZ-PINTO
É Investigadora do Instituto Português de Relações Internacionais (IPRI) da Universidade Nova de Lisboa e Prof. Auxiliar Convidada da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da mesma Universidade, onde lecciona a disciplina de Estudos Asiáticos.
Foi Presidente da Associação Portuguesa de Ciência Política de 2012 a 2016. Autora de vários artigos e livros entre os quais A Grande Muralha e o Legado de Tiananmen, a China e os Direitos Humanos editado pela Tinta-da-China e Os Portugueses e o Mundo editado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.
Os seus interesses de investigação são Política Externa e Estratégia Chinesa; os EUA e o Indo- Pacífico; a Europa e o Mundo; e Liderança e Estratégia.
É comentadora residente da rádio TSF. É membro da Comissão Cientifica do Fórum Futuro e consultora da Administração da Fundação Calouste Gulbenkian.
PEDRO VIEIRA
Pedro Vieira nasceu em Lisboa, em 1975.
Licenciado pela Escola Superior de Comunicação Social, trabalhou no Canal Q das Produções Fictícias e é, atualmente, guionista e pivô do programa O Último Apaga a Luz da RTP3.
É responsável pela Comunicação do Cinema São Jorge e foi consultor de Comunicação na Booktailors.
Trabalha como ilustrador freelancer e escreve livros como se não houvesse amanhã.
Há que reconhecer: a pobreza é algo que assusta o mais comum dos mortais.
Assusta-nos o conceito, assusta-nos a possibilidade, assusta-nos olhar para aqueles que vemos como ‘pobres’. Até o nosso cérebro assobia para o lado perante a imagem de pessoas que associamos como parte do ‘grupo dos pobres’. Mas será que sabemos mesmo o que é a pobreza?
Para o bem e para o mal, a Ana Markl e o Rui Costa Lopes vão ajudar-nos a desmistificar a pobreza, demonstrando que é algo muito mais próximo de todos nós, algo que ‘não acontece só aos outros’. Vai ficar mais rico, só de ouvir.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS:
Estudo de Lasana Harris & Susan Fiske:
https://journals.sagepub.com/doi/10.1111/j.1467-9280.2006.01793.x
Atribuições causais estratégicas: culpar os pobres pela sua situação:
https://www.jstor.org/stable/2786912
Estudo da FFMS sobre pobreza (relação entre a pobreza e o emprego):
https://www.ffms.pt/publicacoes/grupo-estudos/5364/a-pobreza-em-portugal-trajectos-e-quotidianos
Estudo da Universidade Católica: Crise pandémica empurrou 400 mil para a pobreza:
https://www.publico.pt/2021/06/22/sociedade/noticia/crise-provocada-pandemia-atirou-400-mil-pessoas-pobreza-1967433
Estudo do ISEG:
http://www.rendimentoadequado.org.pt/jose-antonio-pereirinha.html
Estudo da Teresa Bago de Uva e Marli Fernandes para a FFMS sobre Mobilidade Social:
https://www.ffms.pt/FileDownload/19af23f9-53ca-477b-9ac7-5949df7f79ef/mobilidade-social-em-portugal
Tese de Doutoramento de Vasco Ramos:
https://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/22513/1/ulsd071955_td_Vasco_Ramos.pdf
Jogo de Computador - ‘Jogo dos Pobres’
https://cyberpsychology.eu/article/view/6176/5906
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ANA MARKL
Ana Markl nasceu em Lisboa, em 1979, com uma total inaptidão para tomar decisões, pelo que se foi deixando levar pelas letras: licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas porque gostava de ler e escrever, mas acabou por se formar em Jornalismo pelo CENJOR. Começou por trabalhar no jornal Blitz para pôr a render a sua melomania, mas extravasou a música e acabou por escrever sobre cultura e sociedade para publicações tão díspares como a Time Out, o Expresso ou até mesmo a Playboy. Manteve o pé na imprensa, mas um dia atreveu-se a fazer televisão. Ajudou a fundar o canal Q em 2010, onde foi guionista e apresentadora. Finalmente, trocou a televisão pela rádio, um velho amor que ainda não consumara. Trabalha desde 2015 na Antena 3 como locutora e autora.
RUI COSTA LOPES
Rui Costa Lopes (n. 1981) é psicólogo social. Trabalha como Investigador Auxiliar no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-UL) e Professor Convidado na Universidade Católica Portuguesa e na Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa. Doutorado em Psicologia Social (ISCTE, 20009) e com Pós-Doutoramento entre os Países Baixos e Lisboa (ICS-UL), desenvolve pesquisa no âmbito de projectos de investigação e de consultoria em tópicos como relações entre grupos, normas sociais e atitudes sociais e políticas. A sua pesquisa tem sido publicada em revistas como o European Journal of Social Psychology e Frontiers in Psychology. Vive em Lisboa com a mulher e dois filhos.
Todas as ideias são negócios prósperos?
Financiamento é a solução para que uma ideia se torne num sucesso?
Empreender é a solução?
Temos todos espírito empreendedor?
‘Depende’ seria a resposta da Cátia Batista a todas estas questões.
E o ‘depende’ é fundamentado em todos os estudos que a própria fez ou estudou, e cujos dados serviram de resposta à curiosidade do Hugo van der Ding sobre como se pode fazer com que um negócio pequeno cresça, empregue mais pessoas e crie riqueza. Vale muito a pena ouvir.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS:
Helping microenterprises grow: What works and what doesn’t:
https://voxdev.org/topic/firms-trade/helping-microenterprises-grow-what-works-and-what-doesn-t?
Training entrepreneurs:
https://voxdev.org/lits/training-entrepreneurs
Aspirations, Expectations, Identities: Behavioral Constraints of Micro-Entrepreneurs:
https://novafrica.org/research/aspirations-expectations-identities-behavioral-constraints-of-micro-entrepreneurs/
Closing the gender profit gap through savings and training: Evidence from Mozambique:
https://voxdev.org/topic/finance/closing-gender-profit-gap-through-savings-and-training-evidence-mozambique
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CÁTIA BATISTA
Cátia Batista é Professora Associada de Economia, e Fundadora e Directora Científica do centro de investigação NOVAFRICA, na Nova School of Business and Economics. Doutorada pelo Departamento de Economia da Universidade de Chicago, licenciou-se também em Economia na Universidade Católica Portuguesa. Obteve a Agregação em Economia Internacional na Universidade Nova de Lisboa. Tem sido professora regente de cursos de macroeconomia, desenvolvimento económico e economia internacional nas Universidades de Chicago, Oxford, Notre Dame e Trinity College Dublin. Trabalhou no Fundo Monetário Internacional e na Universidade Católica Portuguesa. Actualmente, tem afiliações enquanto Investigadora nos centros CReAM (London, UK), IZA (Bonn, Germany) e JPAL Europe (Paris, France), e foi Consultora para o Banco Mundial e para o IGC (International Growth Center, baseado na London School of Economics).
HUGO VAN DER DING
Hugo van der Ding é muitas personagens. Locutor, criativo e desenhador acidental. Uma espécie de cartunista de sucesso instantâneo a quem bastou uma caneta Bic, uma boa ideia e uma folha em branco. Criador de personagens digitais de sucesso como a Criada Malcriada e Cavaca a Presidenta, também autor de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, Vamos Todos Morrer, podemos encontrá-lo, ou melhor ouvi-lo, todas as manhãs na Antena 3 ou por detrás dos bonecos que nos surgem todos os dias por aqui e ali.
Sabia que palavras como…
… Auspício, Banho-Maria, Considerar, Inércia, Minuto, Segundo, Inflação e até Meme, entre muitas outras, provêm da Ciência?
A Joana Marques trouxe um verdadeiro ‘glossário’ para a gravação deste episódio, e foi perguntando ao Vítor Cardoso a origem de muitas palavras: algumas que fazem parte do nosso dia-a-dia, outras não tanto, e revelando o significado de muitas outras das quais o comum mortal nunca ouviu falar (como ‘censura cósmica’).
Afinal, há ciência dentro das palavras, sabia disto?
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS:
Travelling at the speed of thought, Daniel Kennefick
O Gene Egoísta, Richard Dawkins
Está a brincar, Sr Feynman!, Richard P. Feynman
http://www.vendian.org/mncharity/cosmicview/pages/page27.html
https://www.nfb.ca/film/cosmic_zoom/
https://www.annualreviews.org/doi/pdf/10.1146/annurev.aa.15.090177.000245
https://physicstoday.scitation.org/doi/pdf/10.1063/1.2914790
https://www.quantamagazine.org/daniel-kennefick-on-einstein-and-gravitys-chirp-20160218
https://www.sciencefriday.com/articles/the-origin-of-the-word-humor/
http://physicsbuzz.physicscentral.com/2014/04/supernovae-and-indigenous-cultures.html
https://www.symmetrymagazine.org/article/the-language-of-physics
https://www.brainpickings.org/2017/02/02/zero-robert-kaplan/
https://blogs.scientificamerican.com/roots-of-unity/ancient-babylonian-number-system-had-no-zero/
BIOS
JOANA MARQUES
Nasceu em Lisboa em 1986. Toda a gente sabe que os nativos do signo Virgem são fadados para o sucesso. Infelizmente Joana é Capricórnio e não percebe nada de astrologia. Quando era mais pequena (ainda) queria ser pintora, felizmente mudou de ideias entretanto, já que o talento que tem agora para pintar é o mesmo que tinha aos seis anos, quando desejava ser a nova Paula Rêgo. Assim que começou a aprender a escrever percebeu que o “foturo paçaria pur aí”, depois aprendeu que se escrevia “futuro passaria por aí” e nunca mais ninguém a parou. Começou a trabalhar como guionista em 2007, chegou à rádio em 2012, à maternidade em 2016 e 2020, e espera demorar ainda muito a chegar à reforma. Até lá, não segue o carpe diem porque isso de viver cada dia como se fosse o último parece perigoso. Gosta de viver cada dia como se fosse o primeiro, e observar o mundo como se tivesse acabado de cá aterrar.
VÍTOR CARDOSO
Vítor Cardoso é Físico Teórico no CENTRA, professor Catedrático e Presidente do Departamento de Física do Instituto Superior Técnico. Os seus interesses de investigação incidem sobre astrofísica e gravitação, em particular a física do espaço-tempo curvos, ondas gravitacionais e buracos negros. É autor de um livro e de cerca de 200 artigos publicados em revistas internacionais. A sua investigação foi distinguida duas vezes pelo European Research Council. Em 2015 o Presidente da República concedeu-lhe a Ordem de Santiago D’Espada, pelas suas contribuições para a ciência. Neste momento, é líder do GWverse, um consórcio internacional de mais de 30 países e centenas de cientistas, que se dedica ao estudo de ondas gravitacionais e buracos negros. É membro fundador da Sociedade Portuguesa de Relatividade e Gravitação.
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