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Esta tem sido uma semana muito atribulada. Começa com a demissão abrupta do secretário de Estado da Defesa, arguido por corrupção e participação económica em negócio.
António Costa não comentou a demissão, alegando que as pessoas estão mais preocupadas com a inflação. E Marco Capitão Ferreira, o ex-secretário de Estado, ainda não foi substituído passados estes dias.
A semana terminou com buscas em casa do ex-presidente do PSD, Rui Rio, imagens em direto dos inspetores da PJ e o ex-líder do PSD na varanda a fazer piadas sobre essas buscas. Rio é suspeito de ter usado verbas recebidas pelo partido de forma indevida para pagar a assessores.
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Em cima da mesa, hoje trazemos o relatório preliminar da CPI da TAP que protege João Galamba e Fernando Medina e que a oposição acusa de ser um branqueamento. Temos ainda o regresso do ex-ministro das Infra-Estruturas Pedro Nuno Santos ao Parlamento. Diz que é apenas entre 230 deputados mas o que vimos foi um autêntico beija-mão do próprio PS a uma figura que muitos acreditam que possa vir a ser o próximo líder do partido.
Por fim, um episódio de má disposição do Presidente da República. Marcelo Rebelo de Sousa desmaiou devido a uma quebra de tensão num evento oficial. E o que se seguiu foi muito diferente daquilo a que estávamos habituados com o anterior Presidente, Cavaco Silva.
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Depois das notícias que davam como certo que António Costa poderia facilmente ser o próximo presidente do conselho europeu se quisesse, o primeiro-ministro veio pôr água na fervura e disse ao PÚBLICO: “Eu sou o garante da estabilidade. Já expliquei a todos que não aceitarei uma missão que ponha em causa a estabilidade em Portugal”. Está definitivamente encerrado este capítulo?
Esta semana, Presidente e Governo em peso deslocaram-se a Pedrógão Grande para inaugurar o memorial de homenagem às vítimas dos incêndios de 2017. No dia 17 de Junho, dia em que passaram seis anos da tragédia, o memorial foi aberto ao público sem a presença de qualquer entidade política. Agora, o Governo emendou a mão. Marcelo anunciou até que o próximo dia 10 de Junho terá lugar na região.
Por fim, do fórum do BCE reunido esta semana em Sintra saíram vários avisos impopulares: Christine Largarde pediu aos vários governos que retirem os apoios que deram para combater a inflação, insistiu que as taxas de juro devem continuar altas e queixou-se que os salários estão a subir muito acima do que deviam.
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Esta não é uma semana tão animada como as anteriores, mas se há uma lição que se leva em tantos anos de jornalismo político é que a política nunca desilude, isto no sentido de que há sempre mais um assunto a comentar, mais uma polémica no ar, mais uma vítima da espuma dos dias, como diz a nossa São José Almeida.
Infelizmente, este é um termo que temos usado muitas vezes aqui, pela negativa. A espuma dos dias é o que há de menos profundo, é o que fica à tona, o que não deixa marcas. Mas mói. E causa ruído. E distrai. Como aconteceu há dias com o desvio de António Costa a Budapeste para ver um jogo de futebol e cumprimentar Mourinho, ou seria Viktor Orbán? É ainda tema as declarações de Galamba sobre a possibilidade de Santarém acolher o novo Aeroporto de Lisboa e as mudanças nas ordens profissionais.
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Esta semana tivemos a ronda de audições na Comissão Parlamentar de Inquérito da TAP de Pedro Nuno Santos, Fernando Medina e Hugo Mendes. Falou-se também de botânica, como disse o ministro João Galamba, no 10 de Junho: Marcelo Rebelo de Sousa defendeu a necessidade de ser cortar “os ramos mortos” para não afectar toda a árvore. Foi uma semana agitada em que tivemos ainda os insultos racistas a António Costa, em Ponte da Régua.
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Vamos falar sobre um regresso, o de Pedro Nuno Santos, e um adeus, (será?), a João Galamba. Esta semana, o ex-ministro das Infra-Estruturas foi ouvido na comissão parlamentar de Economia. Só falou mesmo sobre a TAP e fez um discurso ao ataque contra o PSD. Sobre a polémica indemnização a Alexandra Reis só mesmo para a semana, quando for à Comissão Parlamentar de Inquérito à TAP.
Mendonça Mendes, o secretário-adjunto do PM que, segundo João Galamba, sugeriu que se ligasse ao SIS perante o extravio do computador do ex-adjunto na célebre noite de dia 26 de Abril, falou pela primeira vez. E o que é que disse? Que não fez sugestão nenhuma. Quanto mais pessoas falam, menos se percebe.
Neste Poder Público está em análise a semana política.
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António Costa respondeu nesta quinta-feira a 15 perguntas do PSD sobre os polémicos acontecimentos na noite de 26 de Abril em que o SIS foi a casa de um ex-adjunto do ministro João Galamba recolher um computador com informação classificada. Demorou apenas 24 horas a fazê-lo na tentativa de rapidamente pôr um ponto final nas dúvidas. Neste episódio vamos perceber se conseguiu ou não.
O outro tema da semana foi o Bloco de Esquerda que esteve reunido em convenção e que elegeu Mariana Mortágua como a nova coordenadora, ao fim de onze anos de liderança de Catarina Martins.
Mas este episódio começa com António Costa e pelas respostas que enviou ao PSD e ao mesmo tempo à agência Lusa sobre o caso Galamba.
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Nesta semana, houve uma escalada na discussão política, usando um termo que parece que os agentes do SIS também gostam. O ex-Presidente da República Aníbal Cavaco Silva apelou a António Costa para que se demita por considerar o seu governo incompetente e mentiroso. Já António Costa no Parlamento desafiou o PSD a apresentar uma moção de censura ao seu Governo. João Galamba, por seu lado, ainda é ministro.
Hoje, vamos centrar-nos nestas duas questões. Vamos olhar o debate desta quarta-feira no Parlamento em que a oposição metralhou o PM com questões sobre a intervenção do SIS na recuperação de um computador de um ex-adjunto que tinha informação classificada sobre a TAP.
E vamos ainda avaliar os efeitos da reentrada em cena de Cavaco Silva que, para além de ter criticado o PS, endossou Luís Montenegro com um elogio inaudito. Disse mesmo que estava melhor preparado do que ele próprio, em 1985, quando chegou a primeiro-ministro.
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Vamos falar de ameaças, uma reunião secreta, o SIS a ligar à meia-noite. A comissão de inquérito parlamentar da TAP tornou-se palco de uma discussão insólita em que se pouco já se fala da própria empresa pública.
Esta quarta-feira foram ouvidos o ex-adjunto de João Galamba, Frederico Pinheiro, e a chefe de gabinete, Eugénia Correia. Foram cerca de 9 horas de inquirição em que o que transpareceu foi desorientação, face aquilo que inicialmente estava em causa: uma reunião secreta que afinal foram duas entre governo e a ex-CEO da TAP para combinarem perguntas e respostas a serem feitas e dadas no Parlamento sobre a polémica indemnização de meio milhão de euros da ex-administradora Alexandra Reis.
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As palavras da semana continuam a ser Galamba, SIS, TAP e dissolução. Marcelo Rebelo de Sousa não dissolveu o Parlamento mas criticou Costa e Galamba, numa declaração ao país que já tem alguns dias mas que ainda não abordámos aqui no Poder Público. João Galamba, o ministro das Infra-Estruturas, continua em funções fragilizado. Ontem fugiu às perguntas dos jornalistas na primeira aparição pública depois do puxão de orelhas do Presidente. E hoje o director do SIS vai ao Parlamento explicar a actuação daquele serviço de informações na recolha do computador do adjunto exonerado por Galamba.
Enquanto isso, a comissão de inquérito parlamentar à TAP continua a queimar. Agora, foi o presidente, o socialista Jorge Seguro Sanches a demitir-se supostamente por ter sido ofendido pelo PSD, “um ataque de carácter”, na sua imparcialidade na condução dos trabalhos.
Estamos, portanto, em mais um capítulo desta novela “Galamba, SIS, TAP e dissolução”.
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A semana política em debate pela secção de política do PÚBLICO.

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